jorge amado

Comemore o centenário de Jorge Amado

Em 10 de agosto de 1912, há exatamente 100 anos, nascia Jorge Amado. Em comemoração pelo seu centenário, vamos sortear 3 livros do escritor baiano.

Para concorrer, deixe um comentário neste post dizendo qual livro de Jorge Amado você gostaria de ganhar. Sortearemos 3 comentários no dia 14 de agosto, às 12h, e seus autores receberão o título que tiverem escolhido.

Aproveite a data para ver o material especial que estamos postando no Blog do Centenário. A longo dos próximos meses, serão adicionados vídeos, curiosidades, fotos e homenagens. Veja abaixo os depoimentos de Milton Hatoum e Reinaldo Moraes sobre Amado:

[Atualizado dia 14 de agosto, 12h10]
Resultado da promoção: foram sorteados pelo random.org os comentários 122, 2 e 181, logo os vencedores são:

122) Laís C. Pedrilli Gomes – Capitães da areia
2) Gabriela Miyuki – Capitães da areia
181) Gustavo W. F. – Tieta do agreste

Parabéns, entraremos em contato por email!

Novo blog do Centenário de Jorge Amado

A Companhia das Letras criou o blog Centenário de Jorge Amado para comemorar uma data especial: cem anos de nascimento do autor baiano, comemorados no dia 10 de agosto de 2012.

Desde 2008, a editora vem republicando a obra completa de Jorge Amado e promovendo uma série de atividades e eventos relacionados à literatura do autor. Este mês as comemorações acontecem em Salvador e Ilhéus e se estendem também a São Paulo.

Na capital baiana, o centenário será comemorado com a exposição Jorge Amado e Universal no MAM-BA e com festa na Fundação Casa de Jorge Amado. No dia 10, Kiko Dinucci e Juçara Marçal se apresentam, em show baseado na obra de Jorge.

Em Ilhéus, o festival Amar Amado conta com extensa programação de homenagem ao autor, com shows de Caetano Veloso, Moraes Moreira, Margareth Menezes e da família Caymmi.

Em São Paulo, o escritor será o homenageado pela Bienal do Livro, que acontece de 9 a 19 de agosto. O Salão de Ideias da Bienal terá mesas sobre Jorge Amado e o cinema, leituras de obras do autor e programação especial sobre a culinária na obra de Jorge, com participação de nomes como Sergio Machado, Cecília Amado, José Castello, Tom Zé, Rodrigo Oliveira e Paloma Amado.

Em setembro, a editora promove uma exposição em homenagem ao autor na Loja da Companhia das Letras por Livraria Cultura, no Conjunto Nacional em São Paulo. No dia 6/9, Kiko Dinucci e Juçara Marçal voltam a cantar Jorge Amado, agora em São Paulo, no Casa de Francisca.

No Blog do Centenário, você acompanhará a programação de comemorações e homenagens, assistirá a vídeos exclusivos, gravados especialmente para o centenário, e relembrará alguns dos principais momentos da vida e da obra de Jorge Amado. Veja os principais eventos já confirmados:

Semana cento e treze

Os lançamentos desta semana são:

Qual é o seu norte?, de Silvana Salerno
Quem nunca sonhou conhecer a floresta Amazônica, com sua infinidade de plantas, bichos e lendas? Neste livro, o Norte do Brasil é explorado a partir do folclore da região. São onze histórias – como a do boto, a do boi-bumbá e a da samaúma, entre outras -, intercaladas por páginas recheadas de muita informação sobre a cultura, a geografia, a fauna e a flora amazônicas. Ilustrado com fotos, desenhos e mapas, este almanaque traça um panorama completo sobre uma das regiões mais ricas do planeta. E, então, está pronto para descobrir qual é o nosso Norte?

Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels (Trad. Sergio Tellaroli)
Mais de vinte anos depois da queda do muro de Berlim e do fim da União Soviética, o legado intelectual de Karl Marx e Friedrich Engels ainda pode ajudar a compreender as transformações do mundo contemporâneo? A crise financeira deflagrada em 2008 escancarou as fragilidades estruturais do capitalismo, e ratificou diversos postulados dos autores do Manifesto do Partido Comunista. Desde então, o grande número de reedições dos livros basilares do marxismo em todo o mundo atesta que o estudo das contradições inerentes à reprodução do capital tem se renovado e ampliado. Análise militante da luta entre classes, denúncia dos mecanismos de perpetuação da opressão, este que é um dos textos políticos mais influentes da história retorna com o selo Penguin-Companhia das Letras para seguir provocando polêmicas e paixões, sobretudo pela denúncia dos perversos mecanismos da reprodução do capital. Com tradução direta do alemão por Sergio Tellaroli, que restaura a fluência e a força explosiva do texto original, o volume traz os prefácios de Marx e Engels para edições em vários países, além de posfácio assinado pelo filósofo humanista Marshall Berman, que afirma, categórico: o autor de O capital, “ateu fazendo as vezes de profeta bíblico, ainda tem muito a dizer”.

O contador de histórias: cenas escolhidas, de Jorge Amado
Jorge Amado foi um grande contador de histórias – era assim que ele gostava de se definir. Partindo de cenários variados, geralmente ambientados, amarrados de maneira inusitada , muitas vezes com humor e irreverência, prendendo totalmente a atenção do leitor. Foram mais de trinta romance, que ganharam adaptações para teatro, televisão e cinema, provavelmente por conta da força das suas tramas, pelos diálogos vívidos dos personagens e pelo domínio na arte de interromper a narrativa em momentos cruciais, a chamada “técnica da virada”. Apesar de ser um dos maiores escritores de todos os tempos, Jorge Amado sonhava ser diretor de cinema. Para homenagear esse amante da sétima arte, Heloisa Prieto selecionou sequências narrativas, fragmentos, descrições de personagens, diálogos e cenários, montando esta antologia como um verdadeiro trailer de cinema. São doze cenas inesquecíveis, de todas as fazes da carreira do autor, que constituem um convite saboroso a futuros mergulhos em sua obra inesgotável.

O diabo na água benta, de Robert Darnton (Trad. Carlos Afonso Malferrari)
“Calúnia e difamação sempre foram um negócio sórdido, mas seu caráter odioso não é motivo para considerá-las não merecedoras de estudo sério. Ao destruírem reputações, ajudaram a deslegitimar regimes e derrubar governos em diversas épocas e lugares. O estudo da calúnia e da difamação na França do século XVIII é particularmente revelador, pois mostra como uma corrente literária foi corroendo a autoridade de uma monarquia absoluta e acabou absorvida por uma cultura política republicana, que atingiu seu ápice sobe Robespierre mas que incorporava variedades de detração desenvolvidas nos tempos de Luís XV.”  Denúncias como as que contribuíram para a queda da monarquia francesa no século XVIII ainda perseguem os políticos nos dias de hoje. Os regimes autoritários podem ser vulneráveis a palavras, e palavras bem colocadas podem mobilizar a força misteriosa conhecida como opinião pública.

Semana cento e três

Os lançamentos da semana são:

Editora Companhia das Letras

A quinta mulher, Henning Mankell (Tradução de Luciano Vieira Machado)
Quatro freiras e uma quinta mulher, que viaja pela África, são mortas durante a noite em um ataque brutal. Meses depois, na Suécia, a notícia dessa tragédia inesperada motiva uma vingança cruel. O inspetor Kurt Wallander acaba de voltar de férias idílicas em Roma, cheio de energia e planos para o futuro, torcendo por dias tranquilos. Ao investigar o desaparecimento de um observador de aves, contudo, descobre um assassinato meticuloso e terrível: Um corpo empalado em uma armadilha feita de varas afiadas de bambu. Um segundo homem desaparece, e mais uma vez Wallander e seu time trabalham incansavelmente para encontrar o elo entre os assassinatos perversos. Numa investigação intensa, o inspetor luta para descobrir quem é esse serial killer cujos crimes são produto de uma nova Suécia, marcada pela violência – realidade que o deixa desolado.

As entrevistas da Paris Review – vol. 2, vários autores (Tradução de George Schlesinger)
Neste segundo volume das antológicas entrevistas da revista literária norte-americana Paris Review, treze escritores dos séculos XX e XXI compartilham com os leitores momentos saborosos de sua intimidade criativa enquanto explicam seus métodos de trabalho, discutem suas influências literárias e rememoram passagens decisivas de suas biografias. Nestas páginas estimulantes e reveladoras, hábeis entrevistadores conversam com autores não raro avessos à exposição pública.

Gabriela, cravo e canela, Jorge Amado
Escrito em 1958, Gabriela, cravo e canela se tornou ao longo das décadas seguintes um dos romances de Jorge Amado de maior sucesso em todo o mundo. A história do caso de amor entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela – um dos personagens femininos mais sedutores da literatura brasileira – é também uma bela crônica do período áureo do cacau na região de Ilhéus. Sensual e inocente, sábia e pueril, a cozinheira Gabriela conquistou não apenas o coração de Nacib, mas também os leitores de vários países e gerações. Com posfácio de José Paulo Paes.

O amor nos tempos do blog, Vinicius Campos
O que você faria se estivesse perdidamente apaixonado e sem coragem de se declarar à pessoa amada? Ariza, um garoto de treze anos, decidiu escrever um blog. Tudo começou quando ele foi à biblioteca devolver um livro e deu de cara com uma linda garota. Ela sorriu para ele, e isso bastou para que Ariza se encantasse. Assim, de encontros e desencontros, e de blog em blog, esta trama vai sendo construída – como se constroem muitas das histórias de amor hoje em dia. O autor, Vinicius Campos, também criou um blog sobre o livro.

Editora Paralela

O livro de Julieta, Cristina Sánchez-Andrade (Tradução de Rodrigo Peixoto)
Um biquíni novo da Hello Kitty, um passeio de mãos dadas com os irmãos, uma piscina de bolinhas, a chuva, a rotina… Para Julieta, a felicidade é isso. Já para sua mãe, a jornalista espanhola Cristina Sánchez-Andrade, a felicidade é algo um pouco mais complicado, principalmente depois que sua filha foi diagnosticada com síndrome de Down. Numa sucessão de memórias, bilhetes, cartas, diálogos, sonhos e impressões, este livro narra a história real de Cristina e sua filha. É uma história de atividades, de trabalho, de constância, de cobrança, de médicos. Mas é também uma história de amor, de carinho, de brincadeiras, de beijos e de cócegas. É a história de uma criança especial, mas é também a história do cotidiano de uma família, em que desponta uma protagonista cativante. Ao mesmo tempo grave e divertido, leve e profundo, doce e mordaz, O livro de Julieta é, acima de tudo, a tentativa de uma mãe de atravessar a distância que a separa de sua filha e adentrar seu território, enxergando-a exatamente como ela é.

Semana cento e um

Os lançamentos da semana são:

A trama do casamento, de Jeffrey Eugenides (Tradução de Caetano W. Galindo)
Madeleine Hanna tem dois pretendentes. Um gênio com sérios problemas e um gênio com dúvidas sérias. Enquanto um deles lida com todos os tipos de fantasma e o outro sofre toda espécie de angústia, ela ainda precisa se formar em Letras e defender uma monografia que trata, entre todos os assuntos possíveis, justamente de romances em que a protagonista tem dois pretendentes; romances que se resumem à pergunta “quem ela vai escolher?”. Com esses elementos, Jeffrey Eugenides poderia escrever uma metaficção, ou ainda realizar uma releitura das tramas de Jane Austen. O que ele fez em A trama do casamento, no entanto, foi juntar essas duas possibilidades a um detalhado retrato dos Estados Unidos no começo dos anos 80, quando a metaliteratura estava no auge e o feminismo penetrava na academia, de maneira que nunca mais poderíamos ler do mesmo modo os romances do século XIX. Madeleine, agora, precisa escolher inclusive se quer escolher. Se quer ou não ser uma mulher do século XX. Ela precisa saber, afinal, em que tipo de livro sua vida pode se transformar. Leia aqui as primeiras páginas do livro.

A realidade oculta, de Brian Greene (Tradução de José Viegas Jr.)
Desde a publicação da Teoria da Relatividade Geral, em 1915, a natureza da realidade – dos seus componentes microscópicos às estrelas e galáxias mais longínquas – tornou-se o principal objeto de investigação da física. A mecânica newtoniana, base do conhecimento até então acumulado sobre o universo, revelou-se subitamente impotente para descrever os fenômenos assinalados pelo gênio de Albert Einstein nas entranhas do espaço e do tempo. Na década seguinte, as bizarras formulações da mecânica quântica ocasionaram outra revolução científica sem precedentes. Brian Greene elucida as hipóteses teóricas e experimentais que, baseadas nessas descobertas pioneiras, apontam para a fascinante possibilidade de existirem múltiplos universos além – e até mesmo aquém – deste que habitamos.

Por isso a gente acabou, de Daniel Handler e Maira Kalman (Tradução de Érico Assis)
Min Green e Ed Slaterton estudam no mesmo colégio, se encontram em uma festa, vão ao cinema, seguem uma senhora na rua, dividem um quarto de hotel e, após algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, terminam o namoro. O livro é uma longa carta de Min explicando a Ed por que o relacionamento não deu certo. Do autor das Desventuras em Série, a história de uma menina que está sofrendo com o fim de um relacionamento e resolve devolver ao ex-namorado todos os objetos que lembram momentos que viveram juntos. Veja um vídeo com o autor do livro.

O que deu para fazer em matéria de história da amor, de Elvira Vigna
Os mesmos fatos. Que mudam, dependendo de como são contados. Pode ser que façam uma história de amor. Do tipo amor total, desses que só se ouve falar. Pode ser que façam a história de um crime. No fim, uma questão de escolha. A narradora deste livro se vê debruçada sobre a vida de duas pessoas. Já mortas. São lembranças sem importância. Vestígios concretos de uma vida. Ilações a partir de quase nada. Ela arruma um apartamento para venda. Precisa jogar coisas fora. Precisa também resolver o que fará quando acabar a tarefa. Faz um jogo consigo mesma. Se conseguir entender a vida daquelas duas pessoas como sendo uma história de amor, poderá fazer a mesma coisa com sua própria vida. Seu caso com Roger dura há décadas. Ao reviver ou inventar o que aconteceu com Rose e Arno, a narradora procura entender o que aconteceu com ela própria. Veja um vídeo em que Elvira Vigna conta um pouco sobre o livro.

Poemas, de Rainer Maria Rilke (Tradução de José Paulo Paes)
Rainer Maria Rilke costuma ser considerado o maior poeta de língua alemã desde Goethe. Sua influência sobre a poesia moderna foi e continua sendo enorme. No Brasil, pode-se encontrá-lo em Cecília Meireles, no Vinicius de Moraes da juventude, mas sobretudo nos poetas da chamada Geração de 45.
Como todo objeto de culto, esse Rilke aculturado provocou simpatias e antipatias exacerbadas, assim como se abastardou nas mãos de seguidores infinitamente menos hábeis. Talvez por isso ele tenha, em seguida, conhecido entre nós uma espécie de ostracismo, se comparado ao fervor quase religioso que despertava nos anos 1940 e 50. Nesta reedição do livro publicado em 1993 e que integra a coleção de poesia traduzida da Companhia das Letras – pela qual já foram lançados Derek Walcott (reedição) e Wislawa Szymborska -, relemos Rilke com os olhos de um de nossos melhores poetas, que busca reproduzir aqui aspectos formais do original, dando-lhe nova roupagem.

Sonhos de trem, de Denis Johnson (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)
Esta é a história do calado e misantrópico Robert Grainier. Acompanhamos seu trabalho na construção de ferrovias em alguns dos rincões mais longínquos dos Estados Unidos, mas também o duro processo de expiação espiritual vivenciado por ele para superar uma perda familiar traumática. A esse abalo emocional, segue-se um longo período de reflexão e devaneio, explorado no relato através de idas e vindas no tempo, durante o qual Grainier troca de empregos, lida com remorsos e tem cisões oníricas, na maior parte das vezes envolvendo trens. Um dos autores mais celebrados de sua geração, vencedor do National Book Award e finalista do prêmio Pulitzer com o épico romance Árvore de fumaça, Denis Johnson lança mão de uma linguagem concisa e contemplativa para investigar a vida de um dos milhões de anônimos que colaboraram para a construção do mito da América da forma como a conhecemos hoje.

Tutancâmon e sua tumba cheia de tesouros, de Michael Cox (Tradução de André Czarnobai)
Ao longo de 3 mil anos de supremacia, o Antigo Egito foi governado por centenas de faraós. Mas entre todos esses reis poderosos, o mais lembrado é Tutancâmon. Não porque temos acesso aos fascinantes e detalhados registros de sua vida e conquistas. Nem tampouco porque sabemos se tornou líder da maior superpotência do mundo quando tinha apenas nove anos e que com essa mesma idade se casou com sua irmã de quinze anos. Também não é porque ele comandou exércitos que aterrorizavam os países vizinhos até que eles entregassem suas riquezas e escravos ao Egito, e teve pirâmides e templos enormes construídos com o propósito de guardar seus restos mortais e de toda sua família. Tutancâmon é o mais famoso dos faraós porque estava no centro da maior descoberta arqueológica de todos os tempos. Desde o dia 23 de novembro de 1922, quando o arqueólogo britânico Howard Carter adentrou a tumba do “Faraó Perdido”, praticamente intocada até então, milhões de pessoas de todo o mundo puderam ver de perto a sua múmia e todos os seus tesouros. Neste livro, você vai conhecer toda a história dessa descoberta incrível, assim como a história de vida de Tutancâmon e da vida no Egito Antigo, por meio de textos engraçados e tiras de histórias em quadrinhos.

Mar morto, Jorge Amado
Nenhum outro livro sintetizou tão bem o mundo pulsante do cais de Salvador como Mar morto, com sua rica mitologia em torno de Iemanjá, a rainha do mar. Personagens como o jovem mestre de saveiro Guma parecem prisioneiros de um destino traçado há muitas gerações: o dos homens que saem para o mar e que um dia serão levados por Iemanjá, deixando mulher e filhos a esperar, resignados. Mas nesse mundo aparentemente parado no tempo há forças transformadoras em gestação. O médico Rodrigo e a professora Dulce, não por acaso dois forasteiros, procuram despertar a consciência da gente do cais contra o marasmo e a opressão. É esse contraste entre o tempo do mito e o da história que move este romance, envolvendo-nos desde a primeira página na escrita calorosa de Jorge Amado.