jostein gaarder

Semana cento e setenta e dois

Os lançamentos da semana são:

Vida, de Paulo Leminski
Nessa reunião de biografias sui generis (Cruz e Sousa, Bashô, Jesus e Trótski), lançadas na Coleção Encanto Radical ao longo da década de 1980, Paulo Leminski presta homenagem a quatro de seus heróis de lírica e de luta, revelando lados inusitados de figuras aparentemente desconexas que, sob o olhar apaixonado de um mesmo admirador, se aproximam e enriquecem. Ao fim destas quatro minibiografias heterodoxas e aliciantes,  o que emerge é o retrato apurado de um Leminski múltiplo, como seus biografados, e uma gênese das principais influências do poeta que segue como referência para as novas gerações.

Poemas, de W.H. Auden (Tradução de João Moura Jr. e José Paulo Paes)
Esta edição bilíngue traz cinquenta dos principais poemas de Wynstan Hugh Auden, reconhecido como um dos mais importantes autores ingleses do século XX. O amor, a guerra, os acontecimentos sociais e o poder encantatório da literatura ganham ressonância nesse conjunto de textos fundamentais de lírica moderna. Criteriosamente selecionados e traduzidos, há desde poemas escritos em 1927, quando o autor definiu publicamente suas posições estéticas no que ficou conhecido como “O Manifesto de Oxford Poetry”, até aqueles que datam de 1973, ano de sua morte. O volume “abarca, na medida do possível, as várias fases da obra poética de W. H. Auden, que foi um poeta prolífero”, conforme declara João Moura Jr., o responsável pela seleção dos textos e que divide a tradução com o poeta José Paulo Paes.

Eu me pergunto, de Jostein Gaarder (Ilustrações de Akin Duzakin, Tradução de Mell Brites)
Enquanto caminha para longe de casa, um garoto pensa e repensa: “de onde vem o mundo?”, “será que tudo surgiu do nada?”. A cada nova paisagem que conhece, relembra histórias de seu passado e descobre novas questões: “os fantasmas existem?”, “o que tenho mais medo de perder?”. Cheio de indagações mas sem respostas imediatas, ele anda sem rumo — e se aproxima cada vez mais de seu próprio entendimento do mundo.

Histórias de Xingu, de Cláudio e Orlando Villas Bôas
Cláudio e Orlando Villas Bôas dedicaram suas vidas aos índios brasileiros. Em 1943 abandonaram a cidade grande para participar de uma grande aventura: se juntaram à Expedição Roncador-Xingu, que tinha como objetivo desbravar parte da Amazônia, e entraram em contato com indígenas que viviam isolados até então. Depois desse primeiro encontro, resolveram lutar pela preservação dessas populações, de suas terras e costumes. Criaram laços de amizade com mais de vinte povos, e em 1961 ajudaram a fundar o Parque Nacional do Xingu. Cláudio e Orlando conheceram mais do que ninguém a cultura dos xinguanos, e narram aqui nove histórias assim como as ouviram. São contos que falam do imaginário desses grupos e de suas crenças; que nos apresentam a Mavutsinin, o criador dos índios; ao Kuarup, cerimônia de homenagem aos mortos; e ao Morená, lugar mítico onde três rios se encontram para formar o Xingu.

Saudade, de Claudio Hochman
Algumas palavras são difíceis de definir — principalmente aquelas que são fáceis de sentir. Como explicar, por exemplo, a saudade, palavra que nem mesmo existe em muitas línguas? É o que vai tentar fazer o Rei desta história, o mais sábio que já habitou a terra.

A bela e a fera – ao redor do globo (Tradução de Eduardo Brandão)
As narrativas populares viajam misteriosamente através do tempo e do espaço, sofrendo transformações a cada lugar por onde passam. O caso de A Bela e a Fera não é diferente: essa história sobre um pai, uma filha e um pretendente quase repulsivo possui algumas versões conhecidas e outras tão antigas que nem sabemos precisar sua origem. Aqui, além da versão mais difundida no Ocidente, estão reunidas as interpretações chinesa e chilena, tão semelhantes quanto diferentes entre si.

Editora Seguinte

O histórico infame de Frankie Landau-Banks, de E. Lockhart (Tradução de André Czarnobai)
Frankie Landau-Banks, aos 14 anos: a princesinha da família. Gosta de ler e participar do Clube de Debates. Uma garota comum frequentando uma escola tradicional.
Frankie Landau-Banks, aos 15 anos: Um corpo cheio de curvas. Uma língua afiada. Namorada de Matthew Livingston, o cara mais popular do colégio.
A transformação física de Frankie Landau-Banks veio acompanhada de uma mudança de atitude: ela já não aceita um “não” como resposta. Principalmente quando esse “não” significa que ela não pode participar da sociedade secreta da qual seu namorado faz parte só porque é menina. Usando todas as suas habilidades (e alguns conhecimentos adquiridos nas aulas), Frankie criará artimanhas para provar que pode ser ainda mais genial que os membros da Leal Ordem dos Bassês. E a escola logo se tornará palco de pegadinhas até então inimagináveis.

Semana cento e vinte e nove

Os lançamentos desta semana são:

Guadalupe, de Angélica Freitas e Odyr
Às vésperas de completar trinta anos, tudo o que Guadalupe quer é esquecer seu trabalho no sebo de Minerva, seu tio travesti. É ela quem pilota um furgão velho pela Cidade do México, apanhando coleções de livros que Minerva arremata por poucos pesos de famílias enlutadas. O símbolo da Minerva Libros é uma coruja, mas bem podia ser um abutre, um abutre com lantejoulas. Em seu aniversário, Guadalupe só quer sair para beber e dançar com amigos. Mas um telefonema muda seus planos. No meio do pior engarrafamento do ano – ela aproveita engarrafamentos para ler os clássicos -, fica sabendo que a avó, Elvira, uma velhinha intrépida, morreu ao chocar sua scooter com uma banca de tacos sobre duas rodas. Como Guadalupe tem o furgão, ela é a única que pode cumprir o último desejo da avó: um enterro com banda de música em Oaxaca, onde nasceu. Guadalupe embarca com Minerva e sua inseparável poodle, mais o caixão, rumo à cidade. No caminho, contrariando a opinião de Guadalupe, Minerva dá carona a um exótico rapaz, que se diz guatemalteco, e os problemas começam. Neste road movie regado a mitologia asteca e cogumelos mágicos, a poeta Angélica Freitas e o quadrinista Odyr narram a divertida – e por vezes assustadora – história dessa viagem. Uma aventura inusitada ao coração do México, onde um embate contra as forças do mal é tudo menos o que parece ser.

Imagens da África, de Alberto da Costa e Silva
Um dos mais respeitados intelectuais brasileiros, o historiador, poeta e acadêmico Alberto da Costa e Silva é especialista na história e na cultura da África. Autor e organizador de diversos livros sobre esses temas, em Imagens da África Costa e Silva reúne textos de mais de oitenta autores sobre o continente e suas numerosas civilizações. De Heródoto (séc. V a.C.) aos prepotentes funcionários do Império Britânico (século XIX), o autor de Um rio chamado Atlântico (2003) seleciona passagens marcantes da impressionante bibliografia pesquisada ao longo de mais de sessenta anos de estudos. O volume traz, ainda, preciosas imagens e desenhos das épocas tratadas. Como afirma Costa e Silva na introdução ao volume, os africanos nem sempre foram vítimas dos estereótipos racistas que, desde a expansão imperialista das potências europeias, a partir do século xv, continuam a prejudicar a compreensão de sua imensa diversidade cultural. Apesar da curiosa persistência de elementos lendários, os registros acumulados por chineses e árabes ao longo dos séculos – e mesmo por cronistas ocidentais simpáticos à causa antiescravista – reverenciam as complexas formas de organização familiar e política dos nativos; seus elaborados costumes religiosos; suas engenhosas produções artísticas, além da bravura militar de seus combatentes. Um vislumbre da inestimável riqueza humana dizimada pelos horrores da escravidão transparece nos relatos de mercadores, exploradores e missionários que constituíam as principais fontes das representações da África até o século XIX.

A galinha telepata, de vários autores
Uma Chapeuzinho que vai passear na floresta e encontra um lobo que diz estar perdido, com o pé torcido e garante ser vegetariano; um menino que transforma a irmã mais velha em cavalo; um menino que tem o pato de estimação sequestrado pelo inimigo da escola; uma galinha que diz adivinhar tudo o que se passa no galinheiro e acaba criando uma confusão danada e uma tal “operação patê”…  As dez histórias deste livro foram escritas por autores diversos, mas têm uma característica em comum: ao serem lidas, ou narradas, nos fazem morrer de rir!

Hocus Pocus, de Kiara Terra
Um belo dia, a menina desta história descobriu que com apenas um plic e uma palavra mágica tudo aquilo de que ela gostava poderia de repente aparecer no papel e ficar guardado para sempre. Como? Oras, usando uma máquina fotográfica instantânea. Escrito pela contadora de histórias Kiara Terra, este livro conta um pouco sobre a infância de quem o ilustrou, a Ionit Zilberman, e sobre todas as descobertas importantes que ela fez nessa fase tão especial na vida de todo mundo. Além de conhecer a máquina fotográfica, ela também aprendeu o que significava “instantâneo”, o que era o começo das coisas e, principalmente, como era bom, de uma hora para outra, ganhar um pai de presente.

O mundo de Sofia, de Jostein Gaarder (Trad. Leonardo pinto Silva)
Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões-postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo. Os postais são enviados do Líbano, por um major desconhecido, para uma certa Hilde Møller Knag, garota a quem Sofia também não conhece. O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance fascinante, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares só no Brasil. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a percorrer toda a história da filosofia ocidental, ao mesmo tempo que se vê envolvido por um thriller que toma um rumo surpreendente.

Editora Seguinte

Nada é para sempre, de Ali Cronin (Trad. Rita Sussekind)
Em seu grupo de amigos, Sarah sempre foi a “boa menina”. Um pouco careta, talvez, mas aquela com quem todos sabiam que podiam contar. Isso até que ela conhece Joe – um garoto mais velho, lindo e sedutor – durante as férias em Barcelona e acaba perdendo a virgindade com ele.  De volta à Inglaterra e à companhia dos amigos, Sarah tenta manter uma relação à distância com Joe, que está na faculdade. Ele demora para responder suas mensagens de texto, não telefona, parece estar sempre ocupado. Mas quando os dois se encontram Sarah tem certeza de que devem ficar juntos, então faz de tudo para que sua relação seja especial. Seus amigos, por outro lado, não estão certos de que o rapaz a merece. Sarah acha que tudo não passa de inveja, e os atritos começam a surgir.

Uma garrafa no mar de Gaza, de Valérie Zenatti (Trad. Julia da Rosa Simões)
Um homem-bomba se explodiu dentro de um café em Jerusalém. Seis corpos foram encontrados. Uma garota, que se casaria naquele dia, morreu junto com o pai “algumas horas antes de vestir seu lindo vestido branco”. E Tal não consegue parar de pensar em tudo isso. Depois de ouvir o estrondo de dentro da própria casa, ela escuta as conversas ao redor, vê as imagens do desastre na TV – o noivo desconsolado, a mãe arrasada, a família em prantos – e se pergunta sobre todas as outras mortes e todas as outras famílias que sofreram com tantos atentados que parecem não ter fim. Cheia de perguntas na cabeça, Tal começa a escrever – ela, que ainda não tinha decidido se seria cineasta ou pediatra, mas nunca tinha cogitado ser escritora… E então, numa aula de biologia qualquer, a menina percebe que aquilo que era só um desabafo na verdade deveria ser uma carta – com suas perguntas, seus anseios e sua história -, escrita especialmente para alguém da faixa de Gaza, de preferência do sexo feminino e que também tivesse dezessete anos. Assim, Tal coloca todos os seus pensamentos em uma garrafa e pede ao irmão, que prestava o serviço militar perto de Gaza, para lançá-la ao mar naquela região. E quem estava do lado de lá para recebê-la era não uma jovem de “longos cabelos escuros”, mas um certo Gazaman, um garoto que teimava em revelar a sua identidade porque, ao contrário dela, já não acreditava numa solução possível em terras em que “uma explosão significa necessariamente um atentado”. Mas aos poucos aquilo que era raiva, amargura e descrença vai se transformando em amizade e alguma remota esperança de que, algum dia, mais cartas e e-mails sejam trocados e conversas francas como a deles possam trazer a paz para mais perto dos palestinos e israelenses.

Editora Paralela

O melhor momento, de Jane Fonda (Trad. Débora Landsberg)
Jane Fonda, atriz vencedora do Oscar e defensora da atividade física, é um ícone para gerações de mulheres. Agora, todos os segredos dela para viver e envelhecer bem estão disponíveis neste livro sincero e inspirador. Com base nas mais recentes pesquisas científicas e em histórias de vida – incluindo a sua -, Fonda trata de questões relativas a sexo, amor, sociabilidade, espiritualidade, alimentação, atividade física e autoconhecimento na maturidade, mostrando como a fase de transição dos 45 aos cinquenta anos e principalmente dos sessenta em diante pode ser aquela em que realmente nos tornamos as pessoas ativas, afetuosas e plenas que sempre deveríamos ter sido.

Semana trinta e oito

Os lançamentos desta semana são:

O triunfo da música, de Tim Blanning (Tradução de Ivo Kotytovski)
O que um concerto de Franz Liszt, uma improvisação de John Coltrane e uma turnê de Paul McCartney possuem em comum? Transitando livremente entre fronteiras estéticas, geográficas e temporais, o especialista em história cultural Tim Blanning analisa os fatores históricos que tornaram a música a mais bem-sucedida e influente forma artística da atualidade. Professor da Universidade de Cambridge, o autor amalgama os mais variados estilos — ópera e rock’n’roll, jazz e música sinfônica — numa fascinante história dos instrumentos, gêneros e práticas de escuta e execução.

Em defesa de Deus, de Karen Armstrong (Tradução de Hildegard Feist)
Numa prosa ao mesmo tempo erudita e fluente, Em defesa de Deus resgata os fundamentos históricos e filosóficos das religiões abraâmicas. Judaísmo, cristianismo e islamismo são apresentados em suas principais diferenças e semelhanças. O livro percorre a labiríntica história da fé para apresentar os conceitos fundadores da ideia revolucionária de uma divindade única, atemporal e criadora dos homens e do Universo. Karen Armstrong demonstra como ethos social dos povos monoteístas foi construído em torno do enigma da figura de Deus.

Gumercindo e a galinha garoupa, de Joaquim de Almeida (Ilustrações de Laurabeatriz)
Quando encontrou uma galinha no meio da rua, em plena noite de sexta-feira 13, Gumercindo não imaginava que aquele seria o início de uma amizade que incluiria um desafio entre repentistas, uma maldição e uma viagem pelo sertão até o oceano. E tudo isso embalado pelos versos improvisados na levada do repente…

Papéis avulsos, de Machado de Assis
Papéis avulsos, primeiro livro de contos publicado por Machado de Assis (1839-1908) após o lançamento de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), é integralmente composto por momentos antológicos da ficção curta brasileira. De “O alienista”, um dos mais famosos contos do autor, a “O espelho”, cujo enredo psicológico tem fascinado sucessivas gerações de leitores e escritores (inclusive Guimarães Rosa, que escreveu um conto homônimo como “resposta”), este livro concentra alguns dos melhores personagens e situações do criador de Dom Casmurro. Com introdução de John Gledson e notas de Hélio Guimarães, esta edição dispõe os contos de acordo com a data original de publicação, indicada por Machado na primeira edição do livro (1882).

Crônica de uma namorada, de Zélia Gattai
Este livro acompanha as dores e descobertas da menina Geane, que precisa enfrentar a morte da mãe e conviver com uma madrasta ao mesmo tempo que experimenta transformações físicas e o despertar da sexualidade. Sem moldes e sem fórmulas, a menina se faz a cada pequeno golpe que a realidade lhe aplica. As paixões súbitas que atordoam suas relações com os meninos; a força das palavras, que pode estar nas linhas precárias de um telegrama; as lembranças infantis das férias, do Natal, das conversas com os mais velhos, que ajudam a temperar a agitação das mudanças. Tendo como pano de fundo o início dos anos 1950 na cidade de São Paulo, Zélia não se deixa levar nem pela tentação sociológica nem por apelos da psicologia. Ela não escreve para explicar ou para interpretar, mas para contar uma boa história.

Juca e os anões amarelos, de Jostein Gaarder (Tradução de Luiz Antônio de Araújo; Ilustrações de Jean-Claude R. Alphen)
Ao voltar da escola, Juca descobre que está completamente só: não há ninguém em casa, nem na rua, em lugar nenhum. Há apenas um anão amarelo que lança sem parar um dado, repete frases estranhas e está por trás de um plano para ocupar o nosso planeta. E o menino é o único que pode salvar a humanidade do “perigo amarelo”. Uma história cheia de mistérios e surpresas contada pelo consagrado autor norueguês e ilustrada pelo franco-brasileiro Jean-Claude R. Alphen.

Links da semana

Hoje foram divulgados os vencedores do Troféu HQ Mix, e a Quadrinhos na Cia. foi escolhida a editora de quadrinhos do ano. Spacca (Jubiabá), Chris Ware (Jimmy Corrigan) e Craig Thompson (Retalhos) também foram premiados. Obrigado a todos que votaram em nosso trabalho!

Falando em premiações, a casa britânica Ladbrokes está aceitando apostas sobre o próximo ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. No momento, o poeta sueco Thomas Transtromer é o mais cotado para ganhar o prêmio.

Semana passada aconteceu a Homenagem a José Saramago, no SESC Vila Mariana. No site do programa Metrópolis você pode ver um trecho da apresentação. As fotos estão no nosso álbum do Picasa.

Uma pesquisa americana descobriu que um em cada quatro leitores de quadrinhos tem mais que 65 anos. A Raquel Cozer, do suplemento Sabático, entrevistou o quadrinista Joe Sacco, autor de Notas sobre Gaza.

A Juliana, do Portal PUC-Rio Digital, entrevistou Moacyr Scliar sobre seu novo livro, Eu vos abraço, milhões. A Kika, do Meia Palavra, escreveu uma resenha sobre o livro.

A revista Paris Review colocou em seu website todas as famosas entrevistas que realiza desde a década de 1950, com escritores como Truman CapoteJorge Luis BorgesJohn UpdikeGay Talese.

O Julio, do Digestivo Cultural, resenhou Ponto final, de Mikal Gilmore. O Mauro, do blog De vermes e outros animais rastejantes, falou sobre O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca.

Um longo artigo do New York Times fala dos julgamentos que decidirão o destino de documentos até então desconhecidos de Franz Kafka.

A Andréia, do Guia de Leitura, falou de AvóDezanove e o segredo do soviético, de Ondjaki. O Felipe, do Meia Palavra, leu Scott Pilgrim contra o mundo, de Bryan Lee O’Malley, e a Amanda, do blog O Café, resenhou Cachalote, de Daniel Galera e Rafael Coutinho.

O escritor Neil Gaiman disse pelo Twitter que está lendo Fábulas italianas, de Italo Calvino. A Kelly, do Blog da Cultura, falou sobre as manias que cada escritor tem.

O blog Classics Rock! se dedica exclusivamente a reunir músicas que mencionam ou foram inspiradas por livros, e o site Flavorwire critica os clichês em fotos de escritores.

O Evaldo falou em seu blog sobre Henry Louis Mencken, autor de O livro dos insultos. A Mariana, do Outra xícara por favor, resenhou O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder, e o Alfredo falou em seu blog de O senhor vai entender, de Claudio Magris.

Os designers da IDEO divulgaram um vídeo com três idéias de inovações que a leitura digital pode trazer para os livros.

E Malcolm Gladwell, em um artigo na New Yorker, desdenha da possibilidade de as redes sociais causarem alguma mudança real no mundo. O texto causou um certo furor na internet, e respostas a ele apareceram em sites como WiredThe Atlantic Wire.

Links da semana

Acima você vê, em primeira mão, uma foto do boneco de Xu, personagem de Cachalote, que está sendo produzido pelo estúdio Factotum para a exposição de originais da graphic novel que ocorrerá em setembro em São Paulo. A Aline, do blog Godot não virá, resenhou a hq de Daniel Galera e Rafael Coutinho.

O Rafael, do blog O Espanador, resenhou O castelo nos Pirineus, de Jostein Gaarder. Ele também falou sobre o encontro que aconteceu segunda-feira entre Mia Couto e Agualusa na Livraria da Vila.

Apesar das constantes manchetes sobre a morte do livro, a Veja on-line fala sobre as tecnologias que estão ajudando a melhorar o livro impresso.

O José Maurício, do blog Kínesis, leu Nove noites, de Bernardo Carvalho. No blog O Café, a Amanda fala de Bordados, de Marjane Satrapi, enquanto Jonas resenhou Uma solidão ruidosa, de Bohumil Hrabal, para o Scream & Yell.

Duas pessoas resenharam A vitória de Orwell, de Christopher Hitchens: o Thiago, do blog Os que cheiraram Cocteau, e a Anica, do Meia Palavra.

Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro, ganhou adaptação para o cinema com participação de Keira Knightley e Carey Mulligan, e um novo pôster do filme foi divulgado.

jornal argentino Página 12 fala sobre Blanco noturno, primeiro romance de Ricardo Piglia em treze anos, e o site Geekologie mostra o que aconteceria se eventos históricos fossem usuários do Facebook.

No Meia Palavra, a Taize resenhou O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca. O lançamento em São Paulo do livro foi marcado para 2 de setembro.

Em entrevista a Mario Gioia, o crítico Lorenzo Mammì analisa os ensaios de Giulio Carlo Argan reunidos no livro A Arte Moderna na Europa.

No portal InfoEscola, a Ana Lucia resenha Invisível, de Paul Auster. A Marina resenhou em seu blog o clássico infantil Píppi Meialonga, de Astrig Lindgren, e Wellington fala sobre a obra de José Saramago no Digestivo Cultural.

Para terminar, o Alessandro, do blog Livros e afins, dá doze dicas para facilitar o hábito de leitura, e o Portal Exame mostra os detalhes de catorze leitores de e-books, para que você possa compará-los.

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