juan villoro

Semana duzentos e nove

Arrecife, de Juan Villoro (Tradução de Josely Vianna Baptista)
Tony Góngora passou a primeira parte de sua vida tentando despertar; a segunda, tentando dormir; e agora e pergunta se haverá uma terceira. Depois de perder boa parte da memória em consequência do abuso de drogas durante a juventude, ele aceita o convite de seu melhor amigo, Mario Müller, para trabalhar num resort no Caribe mexicano. Nesse hotel de luxo, Mario aposta em seu desejo de mudar a realidade oferecendo aos clientes uma experiência extrema: o perigo controlado. Os turistas vão para o resort dispostos a encarar situações-limite e violência em pequenas doses. Até que um mergulhador do hotel é encontrado morto com um arpão atravessado nas costas, e as fronteiras entre realidade e encenação se confundem. Nesta história de crime, mas principalmente de amizade, amor e redenção, Juan Villoro exibe toda a sua inventividade narrativa e mostra por que é considerado o maior escritor mexicano vivo.

Finn’s Hotel, de James Joyce (Tradução de Caetano W. Galindo)
Escrito em 1923, cerca de seis meses depois de concluir Ulysses e bem antes de conceber o enredo, estrutura ou imensidão de seu grandioso Finnegans Wake, Finn’s Hotel é o último tesouro de James Joyce. Composto de dez “pequenos épicos”, o livro traça uma história mitológica da Irlanda, em fábulas que atravessam 1500 anos de heróis lendários, enormes tropeços e um vasto elenco de tipos cômica e tragicamente criados por Joyce. Peça fundamental do quebra-cabeça da literatura moderna, Finn’s Hotel oferece um retrato ainda mais claro da criatividade e profundidade da obra de um dos maiores escritores da literatura universal, exatamente como o Giacomo Joyce, a outra obra esquecida de Joyce, incluída neste volume.

A mesa da ralé, de Michael Ondaatje (Tradução de Jorio Dauster)
Em 1954 o garoto Michael, de onze anos, embarca no navio que o levará do Sri Lanka para a Inglaterra. Acompanhado de apenas dois outros garotos que, como ele, estão pela primeira vez sem a supervisão de um adulto, o jovem se valerá dessa condição inédita para se infiltrar no centro dos acontecimentos inusitados que fazem da viagem de 21 dias uma passagem definitiva para a vida adulta. É na mesa da ralé, onde se sentam os viajantes menos afortunados do navio, que o trio irá instalar seu posto de observação privilegiado, arrancando sutilmente dos outros comensais informações que podem ajudá-los a descobrir o que fez o mais interessante dos passageiros a bordo – um prisioneiro mantido acorrentado no porão do Oronsay. Neste belo romance de formação, Michael Ondaatje emprega seu poderoso arsenal literário para revelar como os observadores posicionados à margem dos acontecimentos podem ser os únicos capazes de construir uma narrativa mais completa e complexa.

Autores da Companhia das Letras na Flip

Ontem foi divulgada a programação completa da Festa Literária Internacional de Paraty de 2014, que acontece de 30 de julho a 3 de agosto e homenageará o escritor Millôr Fernandes. Veja quais são os autores da Companhia das Letras que vão participar da 12ª Flip!

 

Gregorio Duvivier

Dia 31/7 — Mesa 1 — Poesia & Prosa
Com Eliane Brum, Charles Peixoto e Gregorio Duvivier

Autor de Ligue os pontos, Gregorio Duvivier vai integrar a primeira mesa da programação principal da Flip. A escrita poética de Duvivier tem foco na importância descomunal dos momentos insignificantes do cotidiano. A constelação de poemas de Ligue os pontos revela uma dicção marcadamente individual, que flerta, contudo, com o melhor da tradição carioca nonchalante, e extrai do dia a dia compartilhado imagens de desconcertante beleza.

 

Antonio Prata e Mohsin Hamid

Dia 1/8 — Mesa 8 — Livre como um táxi
Com Antonio Prata e Mohsin Hamid

O escritor e colunista da Folha de S. Paulo irá dividir a mesa 8 com o paquistanês Mohsin Hamid. No ano passado ele lançou Nu, de botas, um livro cheio de humor e lirismo que resgata suas memórias de infância.

Mohsin Hamid lançará em julho o livro Como ficar podre de rico na Ásia emergente. O romance acompanha a trajetória de um homem que sai da pobreza da zona rural para se tornar um magnata do mundo corporativo que constrói seu império a partir da água, baseando seu negócio nos conselhos de livros de autoajuda devorados por jovens ambiciosos.


Andrew Solomon

Dia 1/8 — Mesa 9 — Encontro com Andrew Solomon

Com Longe da árvore, Andrew Solomon fez uma abrangente pesquisa sobre o universo da diversidade em famílias com filhos marcados pela excepcionalidade. No livro, ele escolheu dez identidades de pessoas que “fogem do padrão” para falar sobre os sentidos de ser diferente e, principalmente, aprender a amar e respeitar as diferenças.

 

Juan Villoro

Dia 2/8 — Mesa 13 — A verdadeira história do paraíso
Com Etgar Keret e Juan Villoro

Juan Villoro é autor de O livro selvagem e vai lançar em junho no Brasil o seu novo romance, Arrecife. Se no primeiro livro o protagonista de treze anos se aventura atrás de uma obra na biblioteca de seu tio, o novo romance aborda o mercado do turismo no México ao apresentar um hotel que oferece pacotes de entretenimentos diferentes para seus hóspedes.

 

Fernanda Torres

Dia 3/8 — Mesa 18 — Romance em dois atos
Com Daniel Alarcón e Fernanda Torres

Mais conhecida pelo seu trabalho na televisão, cinema e teatro, Fernanda Torres estreou na literatura no ano passado com Fim. O livro acompanha a história de um grupo de cinco amigos cariocas que rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições e arrependimentos.

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Vai para a Flip mas ainda não conhece nossos autores? Vamos sortear um kit com cinco livros dos convidados da festa:

Ligue os pontos, de Gregorio Duvivier
Nu, de botas, de Antonio Prata
Longe da árvore, de Andrew Solomon
O livro selvagem, de Juan Villoro
Fim, de Fernanda Torres

Para participar, deixe um comentário neste post até o dia 1º de junho dizendo qual autor você mais quer ver durante a Flip 2014. Só aceitaremos um comentário por pessoa. O resultado da promoção será anunciado aqui no blog no dia 2 de junho.

RESULTADO

A vencedora do kit com os livros dos autores que participarão da Flip 2014 foi a Denise Weisheimer. Iremos entrar em contato por e-mail e, caso não houver resposta em 48h, realizaremos um novo sorteio.

Obrigado a todos que participaram!

Juan Villoro estará na Flip 2014

Foi confirmada a participação do escritor mexicano Juan Villoro na Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece de 30 de julho a 3 de agosto de 2014. Nascido em 1956, na Cidade do México, Villoro também é tradutor e professor universitário. Diversas vezes premiado por seu trabalho, é considerado um dos mais ativos intelectuais latino-americanos, escrevendo para revistas como Letras Libres e Etiqueta Negra, e para os jornais El País e Reforma. É autor de O livro selvagem, lançado no Brasil em 2011.

Em junho a Companhia das Letras lançará o seu novo romance, Arrecife, em que o ex-roqueiro Mario Müller explora o medo como forma de turismo. Leia um trecho do livro (tradução de Josely Vianna Baptista):

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Avistei uma lagartixa transparente na parede. Tenho um fraco por lagartixas. São uma esplêndida companhia para um viciado. Quando a gente alucina, a presença de um inseto se torna intolerável e quase todas as espécies representam uma ameaça. Mas as lagartixas se movem com graça e brilham no escuro. Eu via o movimento delas como a expressão gráfica de minhas ideias. Naquela época, minhas ideias eram poucas, mas as lagartixas (velozes, azuis, amarelas, verdes) me faziam pensar que eram muitas.

O Gringo Peterson gostava de ouvir relatos de minha condenação alucinógena. Seu melhor amigo morrera no Vietnã, rasgado de cima abaixo por uma baioneta. Na guerra do napalm, caiu num combate corpo a corpo, como um cherokee. Seu segundo melhor amigo voltou de lá viciado em heroína. “Nunca fui a Saigon”, dizia o Gringo. Era obcecado por esse assunto. Parte do meu cérebro tinha sido detonado pelas drogas. Ele gostava que eu lhe falasse de alucinações e de noites que eu não recordava direito. E me ouvia como se eu também tivesse vindo do Vietnã.

É difícil relatar o que a gente perdeu, mas ele se conformava em estar perto de alguém que tinha afundado. “Você já saiu”, dizia de repente: “isto aqui não é o Nam, é a porra do paraíso.”

Era bom ver um magnata desprezando o luxo de seu hotel. Peterson usava camisas em tons claros compradas na Sears. Tinha o cabelo cortado à escovinha. Seus braços musculosos, cobertos de pelos avermelhados, sugeriam exercícios extenuantes. Seu porte tinha um quê do militar que não conseguiu ser. Não o recrutaram por um problema de vista.

Bebia um uísque muito mais barato que o de Mario. Nas sessões de Four Roses ele perguntava detalhes daquela minha vida bandida, com uma curiosidade nobre, alheia à compaixão. Seus melhores amigos tinham tombado. Não era um patriota anticomunista. O Vietcong pouco lhe importava. Simplesmente, sua vida tinha um fundo trágico. Era um sobrevivente.

Nasceu em Wallingford, uma cidadezinha sem graça em meio aos bosques de Vermont. Seu pai era dono de um posto de gasolina. Peterson cresceu enchendo tanques de carros que paravam ali por apenas alguns minutos. Naquela cidadezinha em que ninguém ficava, ele não pensava em ir embora. Lia qualquer coisa na biblioteca pública, ia até a cidade vizinha de Rutland para ir ao cinema ou para comprar mantimentos, nadava no lago de águas frias, que no verão se enchia de mosquitos. Aos dezoito anos se casou com uma vizinha. Era gente feita para permanecer lá, num isolamento austero e suportável.

Peterson tinha dois amigos do peito com quem desmontava motores, bebia cerveja, falava sem parar de beisebol (era o que ele dizia: eu o imaginava num silêncio satisfeito, compartilhando uma amizade sem palavras enquanto um sol denso caía atrás do bosque). Aos dezenove anos teve um filho. Todo seu destino apontava para a imobilidade, a felicidade estática, a reiteração prazerosa. Mas o infortúnio o golpeou duas vezes nos anos seguintes: seu filho se afogou no lago e sua mulher morreu de uma intoxicação, talvez voluntária. Sua vida se transformou em algo que já havia acontecido. O resto, o futuro, não existia.

“Os Estados Unidos sempre lhe oferecem uma guerra para expiar as culpas”, disse-me ele. Seus melhores amigos foram para o Vietnã, mas ele foi recusado. “Não queria matar ninguém, queria morrer lá.” Ele pronunciou tantas vezes esta frase que, para mim, ela virou uma espécie de canção de Los Extraditables. Nesse ponto de sua ladainha ele tomava um trago para dizer: “Eu queria morrer; tive de me conformar em fazer sucesso”.

Na cidadezinha tudo o fazia lembrar da mulher e do filho. Enquanto isso, seus amigos atravessavam uma selva úmida, disparando entre nuvens de maconha, no compasso do Creedence Clearwater Revival.

Peterson abandonou Wallingford, conseguiu um trabalho no Howard Johnson’s de Rutland, mostrou um inusitado talento para se movimentar entre pessoas em trânsito, foi contratado pela cadeia Holyday Inn, onde prosperou nas diferentes funções de gerente de bebidas, chefe de pessoal e gerente geral.

Gostava de perguntar sobre meu pai, sobre como eu o imaginava, sobre as razões que atribuía a sua partida (desde a primeira vez que mencionei isso, ele não acreditou na possibilidade de que tivesse sido baleado em Tlatelolco). Ficava intrigado por eu me conformar com esse desaparecimento. A incerteza de não saber lhe parecia pior que a certeza da morte. No entanto, ele não me convencia de que seria tão melhor assim saber de tudo. Vivia ancorado na lembrança do filho que não conseguiu salvar. Lembrava, com uma capacidade desvairada para o detalhe, da corda partida do motor fora da borda na lancha em que percorria o lago, dos minutos em que ficou esperando o motor esfriar para dar-lhe um novo nó. Enquanto isso, o rádio de transistores transmitia uma partida dos Red Sox de Boston. Dedicou o quarto e o quinto tempos dessa partida para consertar o motor. Depois cruzou o lago, até o embarcadouro onde seu filho devia esperá-lo na companhia de alguns amigos que celebravam uma festa.

Ninguém viu o menino de dois anos se afastar, ninguém o ouviu chapinhar na água. Havia tanta gente na reunião que não pôde culpar ninguém em particular. Sua mulher estava em casa com febre. Peterson repassava com aguda insistência o momento em que distinguia uma mancha rosada na água e depois um pontinho branco. Seu filho estava com otite e usava algodão nos ouvidos. Esse exato detalhe o fez saber que estava morto. De todos os habitantes de Wallingford só dois estavam na água, o pai e o filho. De um modo sinistro, o menino havia chegado a quem o procurava. Mil vezes Peterson repassou o tempo dedicado a consertar o motor. Sempre foi um sujeito metódico. Ouviu dois tempos da partida enquanto arrumava a corda. Não foi um intervalo de tempo muito longo. Revisara as gravações da partida para saber até onde podia se incriminar. Não houve corridas nem jogadores nas bases no quarto tempo. Os rebatedores tinham sido “retirados em ordem”, como diziam os locutores. Na quinta deram três hits, mas tampouco houve corridas. Intervalos não muito longos. No entanto, isso bastou para marcar a diferença.

Peterson não teve uma responsabilidade objetiva na morte, mas salvar o filho era factível. Isso bastava para afundá-lo, para que buscasse, com esforço metódico, seu próprio afogamento. Nunca falou com Mario sobre isso; falava comigo, o viciado que não lembrava quase nada sobre o pai. Ele me tratava como um ex-combatente, alguém que se fodeu num Vietnã alternativo, a vítima que ele não conseguiu ser.

Cumpriu o sonho americano sem a menor vontade, e seus progressos lhe pareceram uma segunda aniquilação. Para mim, isso o dignificava. “É um danado de um safado, você não o conhece”, dizia Mario, para me provocar.

Os lugares habitados por desconhecidos, as cozinhas anônimas onde toda receita é industrial, foram o novo hábitat de Peterson. Nunca mais teve relações próximas com ninguém. Eu também não o qualificava como um verdadeiro amigo. Eu ouvia o relato de sua carreira sem meta e o informava sobre o mundo dilacerado que não pôde conhecer. Isso era tudo: estranhos nos trópicos.

O mais curioso em sua condição de empresário era como ele lidava com dinheiro. Era irremediavelmente viciado em hipódromos. Apostava seus ganhos para livrar-se deles. Vez por outra a sorte o maltratava, fazendo-o ganhar. Seguia as corridas, mas não se dava ao luxo de assistir ao derby de Epsom ou ao de Kentucky. Apostava por telefone, alheio ao espetáculo dos cavalos, concentrado somente nos nomes e nos números, como um puritano da fortuna que desconfia de tudo que não seja o resultado.

O Gringo Peterson me parecia um grande sujeito, a figura oposta à do vencedor. Ganhava porque havia fracassado no que na verdade lhe interessava. Seus cálculos frios e suas decisões acertadas vinham de um prolongado repúdio.

“Me conte como as lagartixas se movem quando você está drogado”, pedia; um filete de saliva lhe descia até o queixo. Eu não queria voltar para aquele inferno, mas tinha um fraco por lagartixas, uma das poucas memórias prazerosas dos anos em que limei meu cérebro.

Um dia perguntei a Peterson por que ele não dividiu a heroína com o sobrevivente de Saigon. “Não queria a droga, queria o castigo, queria a guerra. A heroína é o consolo dos heróis; eu não queria consolo”, explicou. Falei que eu tinha me drogado sem a guerra pelo meio. Então ele soltou uma gargalhada: “Você é mexicano, Tony. Vocês não precisam de uma guerra para se drogar. Aqui a realidade já está alterada.”

Semana oitenta e três

Os lançamentos da semana são:

Nove ensaios dantescos & A memória de Shakespare, de Jorge Luis Borges (Tradução de Heloisa Jahn)
Ainda muito moço, Borges começou a percorrer a árdua topografia do mundo dantesco ao longo das viagens de bonde que o levavam ao trabalho cotidiano na biblioteca municipal de Buenos Aires. Os ensaios deste livro são como relatos que refazem, numa tela fragmentária, os sugestivos pormenores simbólicos da história dessa viagem, ao mesmo tempo comum e insólita. Depois vêm “A memória de Shakespeare” e mais 3 contos fantásticos, em que o tranquilo domínio do estilo e as pulsantes obsessões se casam a motivos recorrentes da obra de Borges.

O fim da Terra e do Céu, de Marcelo Gleiser
Ao tratar das relações entre religião e ciência diante da questão do “fim de tudo”, Marcelo Gleiser homenageia a imaginação e a criatividade do homem. Seu enfoque é multidisciplinar, mostrando de que maneira ideias sobre o “fim” inspiram não só as religiões e a pesquisa científica, mas também a literatura, a arte e o cinema.

Crônica de um vendedor de sangue, de Yu Hua (Tradução de Donaldson M. Garschagen)
Na China recém-convertida ao comunismo, um operário se vê obrigado a vender o próprio sangue para sustentar a família. Quando desconfia que o seu primogênito é fruto de uma relação clandestina de sua mulher, ele tem de empreender uma batalha contra seus próprios valores para provar que os vínculos afetivos que o unem ao garoto podem ser mais fortes que os laços consanguíneos.

Ho-ba-la-lá: à procura de João Gilberto, de Marc Fischer (Tradução de Sergio Tellaroli)
Um detetive alemão improvisado e sua assistente brasileira vasculham a cidade do Rio de Janeiro em busca de alguma pista que conduza ao misterioso… João Gilberto. A missão é quase impossível; o tempo para cumpri-la, curtíssimo. Menescal, Miéle, João Donato, Marcos Valle, Miúcha, o cozinheiro, o duplo, o Copacabana Palace, Diamantina — em tom de uma divertida história detetivesca, o jornalista Marc Fischer faz uma bela declaração de amor à bossa nova.

A vida de Joana d’Arc, de Erico Verissimo (Ilustrações de Rafael Anton)
Erico Verissimo constrói com delicadeza exemplar a personalidade de Joana, a menina francesa do século XV que ouvia vozes de santos e que transgrediu as convenções de seu tempo e de seu gênero vestindo-se de homem, lutando entre os soldados e defendendo seu rei.

A luz no túnel (Os subterrâneos da liberdade, vol 3), de Jorge Amado
O volume que fecha a épica trilogia apresenta o painel ficcional de um momento muito sombrio, quando republicanos espanhóis perdem a Guerra Civil para Franco, os alemães começam a Segunda Guerra e Getúlio Vargas mostra simpatia por Hitler e Mussolini.

O livro selvagem, de Juan Villoro (Tradução de Antônio Xerxenesky)
Juan precisa ler um livro completamente selvagem, que não se deixa ler. Mas por que o livro resiste à leitura? E por que Juan é o único capaz de desvendar seus mistérios? Com ele, os leitores vão descobrir não só a companhia que os livros podem nos fazer nos bons e maus momentos, como também a importância de se compartilhar o prazer e o conhecimento que as leituras nos proporcionam.

Assim falou Zaratustra, de Friedrich Niestzsche (Tradução de Paulo César de Souza)
Escrito e publicado progressivamente, entre 1883 e 1885, este veio a se tornar o mais famoso livro de Nietzsche. Nele se acha o relato das andanças, dos discursos e encontros inusitados do profeta Zaratustra, que deixa seu esconderijo nas montanhas para pregar aos homens um novo evangelho. Muitas das concepções apresentadas em outras obras do autor (como a morte de Deus, o super-homem, a vontade de poder e o eterno retorno) reaparecem aqui em nova linguagem, numa singular mistura de ficção poética, indagação filosófica e reflexão religiosa.

Olavo Holofote, de Leigh Hodgkinson (Tradução de Érico Assis)
Este livro é fantástico porque ele é totalmente dedicado ao Olavo Holofote. Aliás, é tão fantástico que o Olavo acha que não sobra epaço para mais ninguém além dele… Mas, quando todo mundo cai fora, Olavo começa a pensar: para que serve se exibir para si mesmo? Com certeza, isso não é muito divertido…

Fotobiografia de Fernando Pessoa, de Richard Zenith & Joaquim Vieira
Concebido por um editor experiente e por um dos grandes especialistas em Fernando Pessoa, o livro apresenta centenas de imagens inéditas e conhecidas do poeta e sua família, desde os primeiros anos de vida do autor até os principais acontecimentos de sua vida — incluindo fotos, desenhos, caricaturas, cartas, diários, rascunhos, manuscritos e datiloscritos, reproduções de jornais e revistas em que publicou, além de obras de arte feitas em homenagem a Pessoa.

Ismael e Chopin, de Miguel Sousa Tavares (Ilustrações de Fernanda Fragateiro)
Entre seus 52 irmãos coelhos, Ismael foi o escolhido pelo pai para aprender tudo o que ele tinha para ensinar. Juntos, os dois passam os dias a se aventurar pelos cantos da floresta, observando animais e plantas, e aprendendo segredos sobre um outro mundo. É que o pai de Ismael conhece a língua dos homens e a ensina ao filho — sem nem imaginar que isso levaria ao início de uma amizade muito especial, entre um coelho e um dos maiores compositores da música ocidental.

O segredo do rio, de Miguel Sousa Tavares (Ilustrações de Fernanda Fragateiro)
Era uma vez um rio que passava bem em frente à casa de um menino. Ali, ele formava um lago, onde esse pequeno camponês passava grande parte de seu tempo, nadando de olhos abertos em suas águas cristalinas ou se aquecendo em um banco de areia que se formava nas laterais. Neste rio, se escondia um segredo surpreendente.

Garrafinha, de Mariana Caltabiano (Ilustrações de Rodrigo Leão)
Com seus óculos fundo de garrafa e altura de tampinha, Garrafinha se sente rejeitada por sua aparência e, como acontece a partir de certa idade, quer mais é ter amigos e ser popular. Mas seu grande motivo de sofrimento acabou se tornando a sua solução: como ela estava sempre sozinha, passava boa parte do tempo observando os outros — e também desenhando o que via. Esses desenhos fizeram sucesso entre as crianças, e Garrafinha achou o seu jeito de se expressar. Acesse o hotsite da Garrafinha para conhecer mais da personagem.