kevin maurer

Semana duzentos e setenta e seis

 

Percatempos, Gregorio Duvivier
Com influência de Millôr, Sempé, Steinberg e de sua avó Ivna, Gregorio Duvivier nos oferece dezenas de desenhos inéditos de nanquim e aquarela, que conciliam o lirismo, a irreverência e o engenho já familiares a seus fãs. Em um passeio pelo repertório cultural do autor, vemos reinventadas vida e língua cotidianas. A originalidade e o frescor de Gregorio estão de volta, desta vez para enriquecer a tradição de nosso humor gráfico.

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai, Gonçalo M. Tavares
Na Europa após a Segunda Guerra, em meio a uma paisagem de escombros, figuras esqueléticas e quase absoluto desamparo social e psicológico, uma menina e um homem perambulam por entre as ruínas. A menina é Hanna, tem catorze anos, é portadora de uma doença congênita e está em busca do pai; o homem é Marius, sujeito enigmático que parece se esconder do próprio passado. Essa improvável dupla protagoniza Uma menina está perdida no seu século à procura do pai. Desprotegida, com dificuldades de comunicação, Hanna carrega uma caixa repleta de fichas com uma espécie de curso, com atividades e perguntas, e é a partir delas que se lança num questionamento sobre o que é o ser humano – muitos dos objetivos de aprendizagem são difíceis de serem atingidos até por pessoas sem deficiência mental. Junto com Marius ela vai parar em um estranho hotel em Berlim: os quartos não têm números, mas carregam os nomes dos campos de concentração que, pouco tempo antes, foram o palco do inferno para milhões de pessoas. Quando Marius pergunta por que fazem aquilo, a dona do hotel responde: “Porque podemos. Somos judeus”.

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Star Wars: Estrelas Perdidas, Claudia Gray (Tradução Fábio Fernandes e Zé Oliboni)
Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império, cujo poder sobre a galáxia aumentava a cada dia. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém suas diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos? Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império – como as Batalhas de Yavin, Hoth e Endor – de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força!

Paralela

Hunter Killer, de Kevin Maurer e T. Mark McCurley (Tradução de Berilo Vargas)
Em uma narrativa eletrizante, um dos primeiros pilotos a transformar os drones em máquinas de guerra oferece uma visão fundamental sobre a vida na comunidade de aeronaves remotamente pilotadas. Antes de se juntar à equipe do Predator, o tenente-coronel Mark McCurley associava a ideia de drones a aviões de controle remoto. Não poderia estar mais enganado: com seus novecentos quilos, são máquinas complexas, que representam um desafio para os novatos – o próprio McCurley teve de reaprender a voar sem asas. Narrando sua trajetória de aspirante a piloto da Força Aérea a autor do primeiro manual do Predator, o tentente-coronel também revela alguns dos momentos mais marcantes – e secretos – da história da aeronave, como a morte do terrorista Anwar al-Awlaki e a participação no resgate de Marcus Luttrell, cuja história inspirou o filme O grande herói.

Portfolio-Penguin

Felicidade dá lucro, Márcio Fernandes
Em Felicidade dá lucro, o líder mais admirado do país alia lições extraídas de passagens autobiográficas – que ressaltam sempre a importância de seus pais e esposa na sua formação – a ensinamentos que vão na contramão do bom senso. Ele crê, por exemplo, que injetar capital na formação de seus colaboradores – como prefere chamar o time que lidera – é perda de tempo. Márcio acredita que eles precisam investir sozinhos no seu aprimoramento. Dessa forma, esses colaboradores certamente serão notados, ganhando lugar de destaque na estrutura da empresa. Um livro rico em ideias e provocador na sua essência.

Semana duzentos e quarenta e três

blog1
Uma história de ópera, de Carolyn Abbate e Roger Parker (Tradução de Paulo Geiger)
A ópera é uma das formas de arte mais extraordinárias dos últimos quatro séculos. Proibitivamente cara e irrealista por essência, representa no entanto as paixões humanas com inigualáveis poder e drama. O livro de Carolyn Abbate e Roger Parker já nasce como clássico: o leitor especializado encontrará neste ensaio análises profundas e o leigo terá um guia que o conduzirá às várias facetas e períodos da ópera. Da corte dos Médici na Florença do século XVI até o presente, passando por Monteverdi, Händel, Mozart, Verdi, Puccini, Berg e Britten, os autores traçam análises profundas dos contextos sociais, políticos e literários, das circunstâncias econômicas e das quase constantes polêmicas que acompanharam o desenvolvimento do gênero nos últimos quatro séculos. Isso sem se descuidar da apreciação propriamente estética das óperas estudadas e do aspecto central e talvez definidor dessa forma de arte: as tensões entre palavra e música, personagem e intérprete.

Paralela

Não há heróis, de Mark Owen e Kevin Maurer (Tradução de Berilo Vargas e Renata Pucci)
Mark Owen, ex-SEAL da Marinha Americana, escreve seu segundo livro, Não há heróis, no qual conta as histórias que mais o marcaram em sua carreira, transformando-o no soldado e na pessoa que é hoje. Diferentemente do primeiro livro, o autor apresenta um relato mais pessoal e relembra as histórias mais marcantes vividas ao longo dos 13 anos em que ele serviu como SEAL, incluindo momentos-chave em que, no sucesso e no fracasso, passou a conhecer melhor seus colegas e a si próprio. Com histórias que vão dos treinamentos ao campo de batalha, o livro traz ao leitor uma perspectiva interna das experiências e valores que fizeram com que Mark Owen e seus colegas fossem capazes de executar suas missões sem que elas nem sequer chegassem às manchetes.

Companhia das Letrinhas

O piloto e o pequeno príncipe — A vida de Antoine de Saint-Exupéry, de Peter Sís (Tradução Érico Assis)
Mundialmente conhecido como o autor de O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry foi piloto de profissão. Ele nasceu na França, em 1900, justamente na época em que foram inventados os aviões, e foi uma das primeiras pessoas no mundo a entregar correspondências via aérea. Nesta biografia escrita e ilustrada por Peter Sís, os leitores vão descobrir como Antoine ajudou a criar novas rotas para lugares distantes, os acidentes que sofreu e as suas reflexões enquanto estava nos céus — que depois o inspiraram a escrever sobre suas experiências —, além de muitas outras histórias dessa figura tão apaixonante.

O único e verdadeiro rei do bosque, de Iban Barrenetxea (Tradução de Eduardo Brandão)
Em um lindo bosque de bétulas, os irmãos Jaska, Kaspar e Másia vivem tranquilamente em uma minúscula casa de madeira. Na primeira manhã de inverno, porém, uma série de acontecimentos mudará completamente suas vidas. Isso porque Másia quer porque quer um cachecol de pele de lobo — e ninguém melhor que seus irmãos para caçar no bosque. Jaska, alto e tonto, e Kaspar, baixinho e medroso, acabarão cruzando com um lobo bem diferente, conhecerão um tal de rei Primus I e sua guarda real e assistirão à chegada da primeira neve depois de uma festa pra lá de animada. Mas tudo só vai realmente se transformar quando eles descobrirem quem é o verdadeiro — e único — rei do bosque.