lane smith

Semana cento e setenta e três

Os lançamentos da semana são:

Longe da árvore, de Andrew Solomon
Autor do aclamado O demônio do meio-dia, em que dissecou o inferno da própria depressão, Andrew Solomon investiga dez categorias de diversidade – tão heterogêneas como surdez, genialidade musical, autismo, gravidez por estupro, esquizofrenia, transgeneridade e síndrome de Down – para compor um extraordinário mosaico da experiência de criar filhos não ajustados às definições usuais de “normalidade”.

Imobilismo em movimento, de Marcos Nobre
Imobilismo em movimento recupera os primeiros anos pós-redemocratização, da campanha pelas Diretas Já à primeira eleição presidencial desde a ditadura. Passa em revista os dois governos FHC, a era Lula e chega até Dilma Rousseff. Com uma clareza que reaviva na memória as mazelas recentes do Brasil, o autor resume os principais lances de cada administração – os escândalos de corrupção, as crises e planos econômicos, as viravoltas eleitorais. Pela primeira vez num trabalho de fôlego, o leitor tem uma perspectiva que dá sentido à Constituição de 1988, ao impeachment de Collor, ao Plano Real, ao boom econômico da era Lula, ao mensalão e às revoltas que tomaram as ruas em junho de 2013.

Brejo das almas, de Carlos Drummond de Andrade
O segundo livro de poemas de Drummond é um dos conjuntos mais poderosos de versos da nossa lírica. Enfileirando clássicos como “Boca”, “Soneto da perdida esperança”, “O amor bate na aorta” e “Hino Nacional”, entre outras pedras de toque do nosso modernismo, Brejo das almas ainda tem a particularidade de trazer, pela primeira vez na obra do poeta mineiro, um soneto – algo que as hotes modernistas rechaçaram de forma enérgica. Mais uma demonstração de ironia e espírito livre deste grande poeta.

O drible, de Sérgio Rodrigues
Murilo Filho, um famoso cronista esportivo à beira da morte, desfia suas memórias da época de ouro do futebol enquanto tenta se reaproximar de seu único filho, Neto, medíocre revisor de livros de autoajuda obcecado pela cultura pop da década de 1970, com quem rompeu relações há mais de vinte anos. Entre os craques do passado que revivem em suas histórias está o fascinante Peralvo, jogador de talento literalmente mágico que deveria ter sido “maior que Pelé”.  A tática de Murilo, porém, deixa buracos na defesa, nos quais Neto acaba por vislumbrar um terrível segredo de família enterrado nos porões da ditadura militar. Em seu terceiro e mais ambicioso romance, Sérgio Rodrigues empreende uma celebração, inédita em nossa literatura, do glorioso passado esportivo brasileiro, sem alienar o leitor que, como Neto, se sente um peixe fora d’água no “país do futebol”.

A casa do silêncio, Orhan Pamuk
Uma velha senhora aguarda a chegada da morte num balneário turco. À mansão em que vive já passou por dias melhores. E o que já fora uma bucólica vila de pescadores se transforma rapidamente num refúgio para os endinheirados do país. Seus netos a visitam anualmente – e representam alguns dos destinos da juventude naquele início dos anos 1980: o deslumbre com o consumismo norte-americano, o engajamento de esquerda refém do realismo socialista soviético, a frustração profissional. Tecido com maestria, esse jogo de visões e gerações compõe um arabesco que anuncia uma das vozes mais contundentes da literatura contemporânea.

A paisagem moral, de Sam Harris
Depois de se afirmar como opositor ácido da religião em A morte da fé, Sam Harris lança um livro explosivo para derrubar o muro que separa os fatos científicos dos valores humanos. O argumento central parte do princípio de que não é preciso um deus para definir as decisões de cunho moral: elas devem buscar o bem-estar da humanidade. O autor explora o equívoco na relação que traçamos entre a moral e as outras formas de conhecimento humano, invocando a ciência como a bússola para orientar sua tese.

Madrugada suja, de Miguel Sousa Tavares
Numa madrugada em Évora, três universitários e uma jovem de dezesseis anos saem para uma farra regada a muito álcool que finda em tragédia. Um dos rapazes é Filipe, o último descedente da minúscula aldeia alentejana de Medronhais da Serra, hoje habitada por um único homem, seu avô, Tomaz da Burra. Miguel Sousa Tavares, autor do bes-seller Equador, narra a vida desta família, desde a Revolução dos Cravos, em abril de 1974, até os nossos dias. Filipe é criado pelos avós nessa aldeia fora do tempo 0 um lugar que teve pouco mais de cinquenta habitantes e demorou muito a ganhar o seu televisor. Adulto, ele se torna arquiteto e irá conhecer cada vez mais de perto as sujeiras da corrupção política. Porém, ao tentar não se envolver num esquema de fraudes e propinas, voltará a ser assombrado pela trágica noite que viveu na juventude. Além de um retrato crítico e acurado sobre as mudanças em Portugal nos últimos quarenta anos, o leitor encontrará aqui uma história fascinante sobre como os acasos da vida nos levam a situações-limite.

É um livrinho, de Lane Smith
Um livro é um brinquedo nas mãos de um bebê. Mesmo sem acompanhar a história, eles adoram olhar as ilustrações, virar as páginas, dar uma mordidinha… Como uma versão “mini” de É um livro, que reafirma o amor às letras impressas em papel frente às novas tecnologias, aqui um burrinho procura saber para que serve o objeto quadrado que tem nas mãos. Uma ode, bastante divertida, ao velho e bom livro.

Editora Paralela

Manual do mimimi, de Lia Bock
SALVE O AMOR. Aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar para sempre ou só até amanhã. Aquele amor sem medo, sem freio que ama e pronto. Salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. Aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. Salve o amor-próprio que resolve a vida de muitos, o amor das amigas que aguenta, arrasta e levanta. Salve o amor na pista, que roça, se esfrega, se joga e vai embora. Um amor só pra hoje, sem pacote de presente, sem laço ou dedicatória. Salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu… ensinou. Salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. Salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito, posto que é chama. Salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. Salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. Salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. Salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. Salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado.

Fome de Deus, de Frei Betto
Nos dias de hoje, em que todos correm contra o tempo para cumprir compromissos, tem se tornado cada vez mais difícil encontrar momentos de tranquilidade, de reflexão e de encontro consigo e com Deus. No entanto, ao contrário do que pode parecer, a falta de tempo para a intimidade com Deus não significa falta de necessidade. As pessoas que, muitas vezes, se sentem carentes, vazias e perdidas, podem encontrar o que buscam em pequenos instantes de espiritualidade. Neste livro, Frei Betto, um dos mais importantes e ativos líderes religiosos brasileiros, aborda temas como a oração, o amor ao próximo, a fé, a vida de santos, sempre a partir de um ponto de vista atual. Por meio de textos simples, curtos, mas extremamente profundos, nos propões um encontro transparente e frequente com Deus – experiência mais rica e significativa do que imaginamos.

Semana cento e cinquenta e cinco

Os lançamentos desta semana são:

O último minuto, de Marcelo Backes
Futebol e honra, a vida nos pampas e a violência, amor e perda. Tudo isso está em jogo no monólogo selvagem desprendido por João, um filho de imigrantes russos que nasceu e cresceu no interior do Rio Grande do Sul e percorreu o mundo como treinador de futebol até parar no Rio de Janeiro. Em uma cela de prisão, ele conta a um missionário seus segredos mais inconfessáveis, mas adia sempre o momento de revelar o que o levou à cadeia. Marcelo Backes abre as portas da consciência de um homem de outra geração, que luta para se adaptar e compreender o tempo em que vive. Condenado a lidar com sua consciência e rememorar cenas de sua vida, João, o vermelho, busca de forma incessante uma explicação para as suas atitudes, voltando à infância e à vida humilde no campo. Na tentativa de entender o que fez dele aquilo que é.

A informação, de James Gleick (Trad. Augusto Calil)
O que é a informação? Neste trabalho ambicioso e acessível, o jornalista James Gleick traça uma ampla história desse fenômeno, com seus infinitos desdobramentos e peculiaridades. Partindo da comunicação por tambores na África, ele passa pela criação dos alfabetos e dos dicionários, por invenções como o telégrafo e o telefone e pelos primeiros computadores, até desembocar na chamada Teoria da Informação e em estudos recentes de genética e na já onipresente Wikipedia. A informação não é um livro apenas sobre ideias, mas também sobre pessoas. Ao condensar séculos de estudos e análises a respeito do tema, Gleick vai falar daqueles que estiveram na linha de frente dessa revolução científica. Claude Shannon, Bertrand Russell, Alan Turing, Kurt Gödel e Richard Dawkins – cujo conceito de memefoi apropriado pelas novas gerações – são alguns dos personagens que aparecem, às vezes em confronto direto, nestas páginas. Num mundo afogado pela informação, Gleick realiza o duplo trabalho de arqueólogo e pensador. Seguindo fios soltos e pistas, alguns lançados milênios atrás, ele conecta ideias e expande horizontes, traçando relações às vezes tão evidentes quanto fugidias. Um estudo fundamental para uma era cada vez mais conectada e cada vez mais distante de si.

É proibido falar disso!, de Noemie Shay (Trad. George Schlesinger)

Imagine descobrir que sua família guarda um grande segredo… Foi o que aconteceu com Ruth, que um dia se deu conta, quase sem querer, de que havia muitas coisas sobre sua irmã que ela não sabia. Quando Ruth quis perguntar sobre esse assunto a seus familiares, se deparou com um muro de silêncio, pois todo mundo, exceto ela, sabia que era simplesmente proibido falar disso! Mas Ruth não desistiu. Com ajuda do amigo Dudi, ela empreendeu uma viagem ao passado e conheceu uma história que envolve amizade, coragem e amor, e que não aconteceu só com a família dela; uma história que, na verdade, marcou o seu povo e todo o mundo.

A caraminhola da minhoca, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Eu sei que este livro parece ser muito legal e tudo mais. E deve ser mesmo, mas você não acha meio estranho o fato de ele ter uma minhoca como protagonista? E esse nome? Eu não sei não, mas acho que essa história de A caraminhola da minhoca tem cara de ser uma invencionice criada pra confundir a gente! De qualquer maneira, você é quem sabe. Se quer ler o livro, vá em frente, mas depois não diga que eu não avisei!

Vovô verde, de Lane Smith (Trad. Érico Assis)
Ele nasceu antes dos computadores, celulares e até da televisão. Quando menino, ajudava na fazenda onde morava e lia histórias de jardins secretos, mágicos e marias-fumaças. Depois, já crescido, foi obrigado a ser soldado e durante a guerra conheceu a sua esposa, com quem teve filhos, netos e bisnetos. Hoje, o Vovô Verde, além de velhinho é um jardineiro apaixonado. E, como anda um pouco esquecido, é nas plantas que ele guarda as duas histórias e memórias mais especiais.

Editora Seguinte

O anjo de Hitler, de William Osborne (Trad. Alyne Azuma)
Verão de 1941. A Segunda Guerra Mundial está em curso. Otto e Leni achavam que estavam a salvo na Inglaterra, mas agora o governo britânico os convoca para uma missão ultrassecreta. Enviados além das linhas inimigas, eles devem resgatar uma garota de nove anos que vive em um convento na Alemanha e pode ser a peça-chave para a derrocada de Hitler. Eles embarcarão na maior jornada de suas vidas, repleta de tensão, perigo e aventuras.

Editora Paralela

O homem do engano, de Chris Morgan Jones (Trad. Alexandre Hubner)
Pouco tempo depois do colapso da União Soviética, dois jovens ocidentais se mudaram para Moscou, atraídos pelas oportunidades profissionais que se abrem com a perspectiva de redemocratização do país. Um deles é jornalista e logo se desilude ao observar, no dia a dia da nação formada a partir dos escombros do regime comunista, um vaivém de expectativas e e frustrações que parece não ter fim. O outro, um advogado medíocre, deixa-se seduzir pela opulência em que vivem alguns dos antigos membros da nomenclatura soviética e põe-se a serviço de um deles, emprestando seu nome para camuflar um esquema de corrupção que está por trás do maior conglomerado privado do setor petrolífero russo. Com uma escrita elegante e segura, Chris Morgan Jones usa esses dois personagens – e o entrecruzamento de seus destinos – para construir um romance de espionagem que, embora atualíssimo, recupera a atmosfera gélida e sombria dos clássicos do gênero, onde a Rússia tantas vezes figura como terra de intriga e de promessas.

Semana cento e doze

Os lançamentos desta semana são:

Foco, de Arthur Miller (Trad. José Rubens Siqueira)
Neste romance pioneiro em escancarar o antissemitismo nos Estados Unidos, o grande dramaturgo Arthur Miller apresenta um quadro realista e muitas vezes surpreendente das incertezas na vida dos imigrantes de Nova York. Lawrence Newman sempre julgou os judeus como “fingidores e impostores”. Fazendo vista grossa para a violência e o preconceito, acreditou que ficaria ileso. Mas um problema de visão o obriga a usar óculos. É o suficiente para ele ser visto como um elemento espúrio numa sociedade da qual se orgulhava em fazer parte — e para que ele mesmo passe a enxergar o mundo de outra maneira. Escrito em 1945 e lançado agora em nova tradução, Foco é um dos primeiros livros a tratar diretamente de uma questão delicada: o preconceito contra judeus nos Estados Unidos, nação que sempre se orgulhou de acolher as mais diversas etnias ao longo de sua história.

A ficção e o poema, de Luiz Costa Lima
A mímesis é um dos aspectos fundamentais da experiência humana. Chave de acesso a necessidades seminais do ser, ela tem fascinado os pensadores da linguagem desde suas primeiras formulações na Grécia clássica. Na obra de Luiz Costa Lima — um dos poucos brasileiros mundialmente reconhecidos na área de ciências humanas —, o protagonismo assumido pela mímesis já deu ensejo a uma série de ensaios memoráveis. O autor de O controle do imaginário e a afirmação do romance apresenta em A ficção e o poema o estado atual de suas investigações sobre a operação mimética, privilegiando a teoria da literatura e a análise do discurso. Costa Lima perscruta os furtivos mecanismos do teatro da linguagem a partir dos caminhos indicados por Kant, Freud, Aristóteles, Adorno e Heidegger, entre outros filósofos. Ao longo de seu instigador percurso crítico, constelado de poetas de diferentes literaturas, este livro propõe uma arrojada reavaliação das fronteiras usuais entre forma e conteúdo, som e sentido, prosa e poesia.

Coronelismo, enxada e voto, de Victor Nunes Leal
O coronelismo, resultado de uma perniciosa confluência de fatores históricos, econômicos e sociais, foi o principal sustentáculo político da República Velha (1889-1930). Favorecido pelo deliberado descaso do Estado com as populações rurais do país, o poder privado dos grandes proprietários de terras — os “coronéis”, como ficaram conhecidos a partir de sua adesão ao oficialato da extinta Guarda Nacional — controlava praticamente todos os aspectos da vida municipal e, sobretudo, os viciados processos eleitorais de então. Em troca dos votos arrebanhados entre agregados, meeiros e outros dependentes, esses caudilhos obtinham dos governos estaduais e federais o reconhecimento oficioso de sua autoridade, que incluía a impunidade de seus desmandos e das violências de seus jagunços. Neste clássico das ciências humanas brasileiras, originalmente publicado em 1948, Victor Nunes Leal disseca os perversos mecanismos responsáveis pela perpetuação do atraso do interior do país no século XX.

Ciência em versos, de Jon Scieszka e Lane Smith (Trad. Érico Assis)
Você já parou para cheirar as flores? Já sentiu a poesia que está em tudo? Pois esta é a história de um garoto que sentiu. Azar o dele. Porque o coitado passou a escutar absolutamente tudo em forma de poemas científicos.

Editora Paralela

O instinto de morte, Jed Rubenfeld (Trad. George Schlesinger)
Tendo como pano de fundo um dos grandes mistérios da história americana — o atentado à bomba que pôs abaixo Wall Street em 1920 —, O instinto de morte é a volta de Jed Rubenfeld ao universo literário de A interpretação do assassinato, romance que o consagrou mundialmente. O instinto de morte contém todos os elementos do melhor thriller policial, além da recriação histórica acurada e da percepção sombria e densa da mente huamana que fizeram de seu livro anterior um best-seller internacional. Costurando ficção e realidade, psicanálise e suspense, o autor coloca Sigmund Freud e Marie Curie no cerne de uma trama de consequências devastadoras, conforme um quarteto de heróis tão improváveis quanto ambíguos tenta resolver seus conflitos pessoais e desvendar um dos maiores e mais incompreensíveis ataques terroristas já vividos em solo americano.

Semana vinte e dois

Todos os homens são mentirosos, de Alberto Manguel (Tradução de Josely Vianna Baptista)
O ponto de partida do novo romance de Alberto Manguel é a história secreta de Alejandro Bevilacqua, misterioso autor de um único livro, que se matou no exílio em Madri. Caído no esquecimento, o escritor desperta a curiosidade de um jornalista francês, que decide escrever um livro sobre ele. As fontes são quatro pessoas que conviveram com Bevilacqua e prometem revelar segredos importantes. Enquanto o jornalista constata a impossibilidade de montar o quebra-cabeças das lembranças alheias, confundido entre equívocos e mentiras, Manguel demonstra com maestria a possibilidade de um romance dar vida nova ao passado — uma vida verdadeira, apesar de ficcional.

Palhaço, macaco, passarinho, de Eucanaã Ferraz (Ilustrações de Jaguar)
Palhaço é palhaço, macaco é macaco, passarinho é passarinho. Mas será que existe alguma coisa em comum entre eles? O poeta Eucanaã Ferraz acha que sim. E, ainda por cima, acredita que todo mundo tem um pouco dos três. A partir desses personagens, e de estruturas frasais simples, Eucanaã cria uma espécie de jogo de sintaxe em que, a cada página, palavras são trocadas de maneira a criar novos sentidos. As ilustrações são de Jaguar, que, apesar do nome de onça, faz coisas engraçadas e às vezes mais parece um macaco. E o macaco parece um palhaço que parece um passarinho. Deu para entender?

É um livro, de Lane Smith (Tradução de Júlia M. Schwarcz)
Ganha uma bolacha recheada quem responder primeiro a seguinte pergunta: qual O Assunto do Ano no mercado editorial? Sim, estamos falando do futuro do livro, dos tais e-books e a proposta de revolução que trazem consigo. E o que será do livro? E o que será dos direitos autorais? E o que será das prateleiras? E o que será dos pobres marcadores de página?! Muitos aproveitam a onda para reafirmar seu amor às letras impressas em papel, e dizem que o livro é uma espécie de deus grego: não morre nunca. Sem enveredar pelas malhas da vidência, mas deixando claro que um livro é um livro e isso basta, Lane Smith criou uma história ilustrada, tanto para crianças quanto para adultos, sobre o nosso velho e bom — e amado — livro. Aquele que, ao contrário dos produtos eletrônicos, não apita, não interage, não conecta nem retwitta. Mas que, só pela emoção da narrativa e das imagens, prende a atenção (e ainda rouba o coração) de qualquer um. Veja abaixo o trailer o livro:

Quimonos e Yumi, de Annelore Parot (Tradução de Eduardo Brandão)
Dois livros apresentam às crianças palavras e costumes japoneses a partir das kokeshis, bonequinhas típicas do país. Buracos nas páginas escondem fantasias; abas revelam o interior das casas; e recortes especiais sugerem algumas atividades, como encontrar as joaninhas que fugiram e descobrir qual a yukata — espécie de quimono levinho que se usa após o banho — de cada kokeshi. Com capa dura acolchoada, com uma tira de couro costurada, o livro é supercaprichado nos mínimos detalhes, assim como o são essas bonequinhas japonesas.