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11 HQs para ler no Dia do Quadrinho Nacional

Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional! Para comemorar a data, listamos algumas dicas de HQs brasileiras para você ler e conhecer nossos autores. Confira!

1) Cachalotede Daniel Galera e Rafael Coutinho

CACHALOTE

Somando mais de trezentas páginas, as seis tramas de Cachalote são amarradas por temas e subtextos recorrentes, tais como o confronto dos personagens com acontecimentos drásticos ou misteriosos que transformam suas vidas, a conciliação da vida com a arte e a tentativa de preservar o afeto e o amor em relacionamentos ameaçados por circunstâncias adversas. Entre as histórias, há um escultor que recebe um inusitado convite para protagonizar um filme cujo roteiro parece estranhamente inspirado em sua vida privada, e uma velha senhora grávida e solitária vaga por sua mansão e tem encontros oníricos com uma baleia cachalote na piscina de sua casa.

2) Vida e obra de Terêncio Hortode André Dahmer

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Começando a publicar suas tirinhas na internet, André Dahmer reúne em Vida e obra de Terêncio Horto as histórias de um escritor eternamente frustrado, tão ambicioso quanto amargurado. Terêncio passa os dias em frente a uma máquina de escrever, seja redigindo suas memórias, seja dando vida a personagens cínicos, desiludidos e de um pessimismo assombroso. É a partir desse esqueleto enganosamente simples que Dahmer vai dar vazão a impressões sobre literatura, pintura, música e, por que não?, sobre a vida em geral.

3) Campo em branco, de Emilio Fraia e DW Ribatski

campo

Numa trama sobre família e memória, o escritor Emilio Fraia e o quadrinista DW Ribatski tratam com suspense e humor, doçura e medo, a jornada de dois irmãos que se reencontram numa cidade estrangeira com a ideia de, aparentemente, refazer uma viagem da infância, quando visitaram com um tio uma cidade nas montanhas. A arte vibrante de Ribatski e os temas enigmáticos de Fraia combinam-se num road movie às avessas, onde a viagem só começa quando podemos reconstruí-la, desmontá-la, inventá-la.

4) Có! & Birds, de Gustavo Duarte

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Gustavo Duarte teve passagem por vários jornais e revistas como cartunista, e com Có! & Birds despontou nos quadrinhos. As histórias de Gustavo, construídas inteiramente sem diálogos, são um primor do traço, da energia cinética e do humor torto e deslavado. Có! & Birds reúne pela primeira vez as aventuras do fazendeiro em guerra com os ETs que querem roubar seus porcos e a trágica história dos pássaros que tentaram enganar a morte.

5) Deus, essa gostosa, de Rafael Campos Rocha

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Nesta HQ, Deus assume a forma que, segundo consta, é a sua preferida: a de uma mulher negra, proprietária de um sex-shop, ligada nos movimentos mais exóticos (e esotéricos) do assim chamado amor carnal. Em Deus, essa gostosa, primeira graphic novel do artista plástico e quadrinista Rafael Campos Rocha, o leitor acompanhará sete dias na vida dessa Criadora incomum, fã de futebol e cerveja, amiga de Karl Marx e do Diabo em pessoa.

6) Diomedesde Lourenço Mutarelli

Diomedes

Esta é uma história policial de Mutarelli. Seu protagonista não é um tipo durão, envolvido com perigosas intrigas e belas mulheres. É um delegado aposentado, gordo e sedentário, em busca de uns trocados para completar o orçamento. Nunca resolveu um caso, e passa a maior parte do tempo bebendo e fumando em seu escritório imundo. No entanto, ao partir no encalço do há muito desaparecido mágico Enigmo, seu cotidiano ordinário fica para trás. Em busca da sorte grande e metido em circunstâncias cada vez mais desfavoráveis em seu caminho repleto de figuras bizarras, Diomedes será obrigado a usar todo o talento que jamais imaginou possuir para desvendar o “Enigma de Enigmo”.

7) Guadalupe, de Angélica Freitas e Odyr

guadalupe

Às vésperas de completar trinta anos, tudo o que Guadalupe quer é esquecer seu trabalho no sebo de Minerva, seu tio travesti. É ela quem pilota um furgão velho pela Cidade do México, apanhando coleções de livros que Minerva arremata por poucos pesos de famílias enlutadas. Mas um telefonema muda seus planos. No meio do pior engarrafamento do ano, fica sabendo que a avó, Elvira, morreu ao chocar sua scooter com uma banca de tacos sobre duas rodas. Como Guadalupe tem o furgão, ela é a única que pode cumprir o último desejo da avó: um enterro com banda de música em Oaxaca, onde nasceu. Guadalupe embarca com Minerva e sua inseparável poodle, mais o caixão, rumo à cidade. No caminho, contrariando a opinião de Guadalupe, Minerva dá carona a um exótico rapaz, que se diz guatemalteco, e os problemas começam.

8) Muchachade Laerte

Muchacha

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo, Muchacha é, nas palavras do autor, o primeiro “graphic-folhetim” de sua carreira. Tendo como mote os bastidores de um programa de tevê, Laerte, ao mesmo tempo que cria uma elaborada e divertida revisão dos seriados de aventura da década de 1950, também faz uma espécie de resgate afetivo de suas memórias de infância.

9) A máquina de Goldberg, de Vanessa Barbara e Fido Nesti

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A máquina de Goldberg se passa num acampamento de férias onde Getúlio, um garoto punk e asmático, cumpre pena por ser antissocial na escola. Em meio à perversidade dos colegas e à temida hora da ginástica, ele conhece o zelador Leopoldo, um velho melancólico com uma obsessão: construir geringonças. Juntos, arquitetam uma ambiciosa vingança que une as fugas de Bach às variações de Rube Goldberg, numa engenharia absurda que vai se expandindo até derrubar todas as peças do dominó, instaurando o terror no coração da Montanha Feliz.

10) Memória de elefante, de Caeto

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Tudo parecia ir bem para o quadrinista até que seus projetos caem por terra antes que possam alçar voos mais altos: suas HQs não chegam ao grande público, sua música não é comercial o suficiente para fazer sucesso e seus quadros são vendidos a conta-gotas. Em Memória de elefante, Caeto faz uma reconstrução prodigiosa de sua memória, narrando a agitada vida noturna paulistana, as aventuras sexuais, o calvário familiar, a passividade da mãe, a agonia do pai, vítima do vírus HIV, e a contribuição fundamental de cada uma das pessoas que o acompanharam em sua jornada desesperada rumo à redenção.

11) Toda Rê Bordosa, de Angeli

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Mais de dez anos após o tenebroso assassinato, Angeli, um dos principais nomes do quadrinho brasileiro, ainda é cobrado por fãs por ter, literalmente, apagado Rê Bordosa. Surgida nas páginas da Folha de S.Paulo em 1984, Rê Bordosa extrapolou sua própria tira e tornou-se uma das mais conhecidas personagens da HQ nacional. Dotada de um humor ácido e de um cinismo incontornável, Rê Bordosa viveu porres homéricos, ressacas épicas e amores tão duradouros quanto uma tira de jornal. Reunidas pela primeira vez num álbum de luxo e restauradas digitalmente a partir dos originais do autor, as tiras de Toda Rê Bordosa trazem de volta à vida a musa do quadrinho brasileiro.

Os melhores livros de 2014

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Todo fim de ano, fazemos as tradicionais listas de melhores livros lançados. Confira abaixo os títulos publicados pela Companhia das Letras em 2014, e os que deverão ser publicados pela editora nos próximos anos, que entraram nas listas de melhores leituras dos principais jornais, sites e revistas.

Folha de S. Paulo: Repórteres da Ilustrada selecionam os melhores do ano

  • Por escrito, de Elvira Vigna
    “A escritora carioca desconstrói convenções da vida contemporânea neste romance singular.”
  • A festa da insignificânciade Milan Kundera
    “Neste retorno ao romance, após mais de uma década, o tcheco naturalizado francês retrata o vazio de sentido da vida contemporânea.”

O Globo: Os melhores livros de 2014

  • A festa da insignificânciade Milan Kundera
    “Depois de mais de 10 anos sem publicar, o tcheco Milan Kundera voltou à ficção com um romance sobre quatro velhos amigos parisienses em busca de um sentido para suas vidas. Traduzido por Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca, o novo livro do autor de A insustentável leveza do ser retrata a insignificância como ‘a essência da existência’. E não deixa de falar de política, com alusões frequentes a Stalin e à história recente da Europa.”
  • Graça infinita, de David Foster Wallace
    “No Brasil em tradução de Caetano W. Galindo quase 20 anos depois de lançado nos EUA, é uma das mais ambiciosas obras de ficção das últimas décadas, tanto pela extensão (mais de 1.100 páginas) quanto pela complexidade. É também uma reflexão comovente sobre o vício, o individualismo e a obsessão pelo entretenimento, com uma prosa extravagante e bem-humorada.”
  • Por escrito, de Elvira Vigna
    “Com uma dicção própria, pessoal sem ser confessional, e uma voz de mulher que recusa feminilidades, Elvira Vigna dá continuidade à sua trajetória singular num romance onde o afeto e o drama não têm vez. Usando uma linguagem antissentimental, a escritora carioca faz uma reflexão profunda sobre o não pertencimento a partir da secura extrema de sua personagem principal, que não dá nem quer receber nada dos que a cercam.”
  • Luís Carlos Prestes, de Daniel Aarão Reis
    “Resultado de cinco anos de pesquisas, a biografia escrita pelo historiador Daniel Aarão Reis escapa da polarização entre hagiografia e demonização de um dos principais personagens da esquerda brasileira no século XX e traz material inédito, como documentos sobre a Intentona de 1935 encontrados nos arquivos da Internacional Comunista em Moscou e gravações de reuniões decisivas para a reconstrução do PCB realizadas nos anos 1970.”

Diário da Manhã: Os 10 melhores livros de 2014

Zero Hora: Os 10 melhores livros de 2014 segundo a equipe do 2º Caderno

Veja: Os dez melhores livros do ano

Correio do Povo: Dez livros que você devia ter lido em 2014, por Luiz Gonzaga Lopes

Financial Times: Melhores livros de 2014: Negócios

  • Os inovadores, de Walter Isaacson
  • As mudanças e os choques, de Martin Wolf (previsto para março)

Huffingpost: Seis livros de 2014

Bloomberg: Schwarzman, Piketty, Kerry, Gorman escolhem os melhores de 2014

  • Os inovadores, de Walter Isaacson
  • As mudanças e os choques, de Martin Wolf (previsto para março)
  • A era da ambição, de Evan Osnos (previsto para março)

Washington Post: Top 50 livros de ficção de 2014

Washington Post: 50 livros notáveis de não-ficção

The Guardian: Escritores escolhem os melhores livros de 2014 – Parte IParte II

  • A zona de interesse, de Martin Amis (previsto para maio)
  • How to be Both, de Ali Smith (sem data prevista)
  • Nora Webster, de Colm Tóibín (previsto para junho)
  • Funny Girl, de Nick Hornby (previsto para março)

The Guardian: Livros do ano pelos leitores

  •  Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie
  • Can’t and won’t, de Lydia Davis (previsto para o segundo semestre)
  • A zona de interesse, de Mafrtin Amis (previsto para maio)
  • Outro belo dia no mar, de Geoff Dyer (previsto para 2016)
  • Coleção Comissário Maigret, de Georges Simenon
  • A balada de Adam Henry, de Ian McEwan
  • How to be Both, de Ali Smith (sem data prevista)
  • O pintassilgode Donna Tartt
  • A ilha da infância, de Karl Ove Knausgaard (previsto para maio)

The Guardian: Melhores livros de ficção de 2014

  • A balada de Adam Henry, de Ian McEwan
  • A zona de interesse, de Martin Amis (previsto para maio)
  • A ilha da infância, de Karl Ove Knausgaard (previsto para maio)
  • Nora Webster, de Colm Tóibín (previsto para junho)
  • How to be Both, de Ali Smith (sem data prevista)
  • Funny Girl, de Nick Hornby (previsto para março)

The New Yorker: Os melhores livros de 2014

  • A zona de interesse, de Martin Amis (previsto para maio)
  • A ilha da infância, de Karl Ove Knausgaard (previsto para maio)
  • Os inovadores, de Walter Isaacson
  • Can’t and won’t, de Lydia Davis (previsto para o segundo semestre)

The New Yorker: Livros favoritos de 2014, por James Wood

  • A ilha da infância, de Karl Ove Knausgaard (previsto para maio)

E para você, quais foram os melhores livros de 2014?