luís dill

Semana cento e quarenta e um

Os lançamentos desta semana são:

As virgens suicidas, de Jeffrey Eugenides (Trad. Daniel Pellizzari)
Num típico subúrbio dos Estados Unidos nos anos 1970, cinco irmãs adolescentes se matam em sequência e sem motivo plausível. A tragédia, ocorrida no seio de uma família que, em oposição aos efeitos já perceptíveis da revolução sexual, vive sob severas restrições morais e religiosas, é narrada pela voz coletiva e fascinada de um grupo de garotos da vizinhança. O coro lírico que então se forma ajuda a dar um tom sui generis a esta fábula da inocência perdida. Adaptado ao cinema por Sofia Coppola, publicado em 34 idiomas e agora em nova tradução, o livro de estreia de Jeffrey Eugenides logo se tornou um cult da literatura norte-americana contemporânea. Não por acaso: essa obra de beleza estranha e arrebatadora, definida pela crítica Michiko Kakutani como “pequena e poderosa ópera no formato inesperado de romance”, revela-se ainda hoje em toda a sua atualidade.

Editora Paralela

Os cães sonham?, de Stanley Coren (Trad. Elvira Serapicos)
Os cães sonham? Eles conseguem se reconhecer no espelho ou entender o que veem na televisão? Eles são mais inteligentes que os gatos? As pessoas têm muita curiosidade – e pouca informação correta – sobre como os cachorros pensam, agem e compreendem o mundo. Stanley Coren resgata décadas de pesquisa científica sobre cachorros para fazer uma incursão inédita à vida social e emocional de nossos companheiros caninos, desmentindo vários mitos pelo caminho. Coren responde as perguntas mais frequentes que recebeu de donos de cachorro, aliando a autoridade de um expert ao estilo informal de alguém que, como todos nós, adora cães.

Editora Seguinte

Destino sombrio, de Luís Dill
No presente, Gildo dirige misteriosamente por uma estrada. No passado, há uma história de amor que não deu certo. No futuro, ele chegará a seu destino e reencontrará o irmão, que acabou de ter um filho e não espera por essa visita. Mas por que tanta agonia? O que ele esconde? De que ou de quem ele foge? Por quê? Uma história contada em três tempos, cheia de mistério e tensão.

Semana setenta e três

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Os lançamentos da semana são:

O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald (Tradução de Vanessa Barbara)
Considerado um dos livros mais importantes do século XX, O grande Gatsby é um consagrado sucesso de público e crítica. Em quase cem anos de sua publicação, teve adaptações para cinema, teatro e ópera e arrebatou milhares de fãs, entre eles, J.D. Salinger. O protagonista deste romance é um generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes. O livro é narrado pelo aristocrata falido Nick Carraway, que vai para Nova York trabalhar como corretor de títulos. Passa a conviver com a prima, Daisy (por quem Gatsby é apaixonado), o marido dela, Tom Buchanan, e a golfista Jordan Baker, todos integrantes da aristocracia tradicional. Na raiz do drama, como nos outros livros de Fitzgerald, está o dinheiro. Mas o romantismo obsessivo de Gatsby com relação a Daisy se contrapõe ao materialismo do sonho americano, traduzido exclusivamente em riqueza. Leia os posts que a tradutora Vanessa Barbara fez sobre o livro.

O anel mágico da tia Tarsila, de Tarsila do Amaral
Este livro não foi escrito pela Tarsila pintora modernista, mas por sua sobrinha, que tem o mesmo nome e ganhou, quando pequena, o anel de brilhantes da tia. Em O anel mágico da tia Tarsila, ela mistura realidade e ficção para apresentar, de maneira atraente às crianças, a vida e a obra de uma das maiores artistas brasileiras. Na história, ao pôr o anel que herdou da tia, Tarsilinha a encontra em diferentes momentos: brincando na fazenda onde passou a infância; estudando no colégio de freiras; em Paris, aluna de Fernand Léger; depois, casada com Oswald de Andrade… Nas diversas passagens, Tarsila aparece trabalhando em seus quadros mais famosos, que ocupam páginas inteiras do livro, e Tarsilinha trava amizade com alguns dos personagens das obras. No final, uma cronologia esmiúça a vida da pintora, e apresenta outras das suas obras mais importantes. Um retrato único, feito por quem conviveu afetivamente com a própria Tarsila do Amaral e também com os seus quadros.

Sombras no asfalto, de Luís Dill
Para Coralina, uma jovem de 16 anos, acordar era um processo lento e penoso. Mas, um dia, ela desperta e não há nada disso, apenas o ronco do motor de um caminhão. Cora se vê sozinha em um quarto de motel de beira de estrada, com um buquê de rosas vermelhas, uma sacola cheia de dinheiro e uma perna mecânica em cima da cama. O telefone do quarto toca e uma voz desconhecida aconselha- a a correr, fugir pela janela. Ao longo desse dia anormal, Coralina vai contar com a ajuda de um casal de idosos e de um garoto da sua idade, todos com atitudes suspeitas. Como em todo bom romance policial, a resposta para esse grande mistério é completamente surpreendente e chega apenas no final. E, no caso de Sombras no asfalto, diz respeito a uma questão típica da adolescência.