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Um texto sério

Por Luisa Geisler

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Eu não consigo escrever textos autorais sérios.

E sou uma pessoa séria. Sou sim. Sou a pessoa que quebra o barato, enquanto outras pessoas olham vídeos fofos de lontras que colocam copinhos dentro de copinhos (procurem: otters stacking cups). Sério. Sou a pessoa que diz: vocês sabiam que lontras são necrófilas e transam com lontras mortas? Sou uma criatura claramente inapta para ser “a alma da festa”.

Meus livros também são meio tristes. Envolvem coma, preconceito, suicídio, tédio existencial, insegurança, traição e gente morrendo.

E me importo com os grandes temas da humanidade. Eu me preocupo com o tráfico de pessoas, com a extinção das abelhas no mundo, com a situação na nossa Câmara dos Deputados, com o cancelamento de eventos literários no Brasil, com o crescimento baixo (para não dizer negativo) do PIB brasileiro, com os cartéis mexicanos que aumentam cada vez mais sua influência e, agora, roubam petróleo das petrolíferas nacionais, com a falta de direitos humanos nos presídios do nosso país, com a fixação que a Tailândia tem pela imagem do Hitler.

Eu me importo.

Mas é só abrir um documento de Word, um texto que tem que ter meu nome assinado que bam. Acabou. O ressurgimento da peste bubônica em comunidades isoladas de Madagascar soa como uma piada de mau gosto. Soa como o final de uma observação sobre como a humanidade tem que acabar logo, e o sol explodir de uma vez. Com aquele tudumpsh e tudo. E é uma doença gravíssima.

Outro tema gravíssimo é o fato de que não consigo fazer textos sérios. Por mais que tente. Eu invejo outros autores, de verdade. Porque consigo criar personagens ponderosos e circunspectos, consigo escrever eles escrevendo de maneira séria, consigo falar literariamente da dor. Mas, eu — Luisa Geisler, autora, pessoa — escrevendo sobre qualquer tema doloroso soa como um pastiche de algo que alguém já disse melhor. Dá uma espécie de pane no sistema, communication breakdown.

Talvez eu crie um pseudônimo pra falar desses temas grandes e relevantes. Talvez seja um misto de timidez e baixa autoestima a ponto de “nossa, ninguém vai me levar a sério”. Mas deve ter a ver com o fato de que o mundo é uma série de absurdos. Que lontras são bichos tão fofos e também são necrófilos. Que a humanidade já inventou o assento de banheiro aquecido, mas não consegue colaborar o mínimo pra impedir o retorno de doenças medievais. E nada — nada, nada — disso importa realmente, porque qualquer tentativa de impacto real e a longo prazo é irrelevante, afinal o sol vai explodir daqui a 7,5 bilhões de anos e tudo que você um dia gostou/amou/odiou vai sumir, sem deixar traço algum.

Talvez seja o fato de que um dos autores mais constantes na minha vida foi Douglas Adams. Talvez tenha acreditado demais no Restaurante no Fim do Universo, onde as vacas são geneticamente modificadas para atender os clientes, apontando suas melhores qualidades (“o meu coxão de dentro está particularmente delicioso, senhor”) e querer morrer. Não é cruel se a vaca é suicida.

Talvez seja algo da juventude. Jovens são debochados e não levam nada a sério nunca, né? Claro que é fácil culpar a juventude quando a autora tem vinte e tantos anos. Será que o Luis Fernando Verissimo tem esse problema? Qual a desculpa dele? Será que ele só desliga um botão? Meu reino por uma resposta.

Talvez a culpa seja do Verissimo.

Talvez o problema não seja nem os textos, mas sim o fato de que esperam que autores pensem e falem como Shakespeare em pentâmetro iâmbico. Tenho uma revelação: escritores acham coisas engraçadas, quer escrevam sobre elas ou não. Aposto o reino-que-não-tenho-por-uma-resposta-do-Verissimo que Anton Tchékhov já falou alguma besteira médica, algum trocadilho com rim e fígado, que, em russo, faria perfeito sentido.

Quem espera que autores sempre passem suas “mensagens” (???) em reflexão sobre o vazio existencial precisa rever sua visão de literatura. Escritores fazem besteira. E se divertem também. E não se divertem em pentâmetro iâmbico. E, se não se divertissem também, o sol vai explodir, então qual a diferença que isso faz?

* * * * *

Luisa Geisler nasceu em Canoas (RS) em 1991. Publicou Contos de mentira (finalista do Jabuti, vencedor do Prêmio SESC de Literatura), Quiçá (finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Machado de Assis, vencedor do Prêmio SESC de Literatura). Seu último livro, Luzes de emergência se acenderão automaticamente, foi publicado pela Alfaguara em 2014. Tem textos publicados da Argentina ao Japão (pelo Atlântico) e acha essa imagem simpática.

Uma entrevista honesta

Por Luisa Geisler

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[soa o alarme de ironia]

Eu tenho um arquivo com um FAQ, um Frequently Asked Questions, perguntas consideradas frequentes. Foi uma dica dada por um colega de Prêmio Sesc de Literatura, uma das primeiras coisas que ouvi num monte de informações sobre o meio editorial na primeira Flip a que fui. Acho que era uma brincadeira.

Mas eu sou uma pessoa muito séria. Isso resultou num documento de Word com várias respostas prontas. Há perguntas que, por um motivo ou outro, sempre me são feitas. Podem ser temas que estão em voga no momento (resultado polêmico de um prêmio literário, dados recentes de leitura) ou que saltam aos olhos no release (minha idade). Não que sejam perguntas erradas, porque eu não sou uma pessoa popular. Mas são perguntas que já respondi muitas vezes para as quais eu não tenho respostas boas, apenas “o de sempre”.

Agora, com exclusividade para o blog da Companhia das Letras, divulgo não o meu FAQ, mas, sim, o meu FAQ dos sonhos. O FAQ sincero. As perguntas que eu mais ouço, respondidas como eu mais quero.

Vamos a elas.

P: Você acha que tem idade suficiente pra escrever sobre problemas que não são da sua idade?
R: Não. Eu sequer tenho maturidade emocional pra lidar com o botão “soneca” do despertador.

P: Você é tão jovem, jovem anos 90, Muro de Berlim, 20 anos, “shovem”, jovem. Como é ser uma escritora jovem? Jovens.
R: O grande lance de ser jovem é que posso ser meio idiota porque sou jovem. Por outro lado, gasto muito tempo pensando em motivos para justificar a idiotice futura, quando não puder usar idade como desculpa.

P: Você se considera parte da geração que muitos autores chamam de Geração Nintendo 64?
R: Oi?

P: Geração Nintendo 64.
R: Acho que não.

P: Você jogava Nintendo 64?
R: Sim.

P: Você escreve?
R: Sim?

P: Então é a sua geração.
R: Espera, qual é o critério—

P: (anotando) “A Geração Nintendo 64 parece desinformada e autocentrada…”

P: Sobre o que são seus livros?
R: Luzes de emergência se acenderão automaticamente é sobre um cara que escreve uma carta pra um amigo, mas não dá muito certo pra ele.
Quiçá é sobre um cara que tentou se matar e não deu certo.
Contos de mentira é um livro de contos, que no Brasil não dá certo.

P: Dá pra viver como escritora no Brasil?
R: Eu te responderia, mas meu unicórnio de diamantes precisa ser alimentado regularmente e preciso checar agora. Meu contador pode te responder melhor.

P: Seus personagens são seus filhos?
R: Sim, pois sou mulher. Mulheres só pensam em filhos.

P: Seus personagens têm algo de autobiográfico?
R: Não, pois são meus filhos.

P: Como é ser mulher e escrever?
R: É realmente difícil digitar com o útero, isso posso adiantar.

P: Quando você começou a escrever?
R: Em algum momento da primeira série.

P: Quem são suas influências?
R: Então, eu releio muito Guimarães Rosa, mas é difícil dizer. Tem fases. Às vezes leio muito de um autor, como foi o meu caso com Nabokov recentemente. Mas nem sempre. Quero evitar os autores de sempre — Hemingway, Machado, Virginia Woolf —, eles soam como referências já muito batidas.

P: (anotando) “A Geração Nintendo 64 é promíscua e participa de encontros sexuais que envolvem violência corporal…”

P: É chato ser vista como uma autora jovem?
R: Não, porque nem sempre acontece. Muita gente já superou o tema.

P: Mas não dificulta a carreira ser uma mera autora jovem?
R: Não, porque nem sempre.

P: Os e-books vão dominar o mundo?
R: Não. Cthulhu vai dominar o mundo. Favor se informar melhor.

P: As oficinas de criação literária são fábricas de autores idênticos?
R: Com licença, tenho que fazer uma ligação.

R: (ao telefone, tapando a boca com a mão) Migos, nos descobriram…

P: Da onde vêm suas ideias?
R: Ora, Robin, que pergunta idiota.

P: Como é escrever um livro de contos e um romance? Você começou com o livro de contos porque contos são sempre mais fáceis de escrever, né?
R: Não.

P: O que te levou a fazer literatura?
R: Por favor, não.

P: O que você diria pra quem está começando a escrever?
R: Não. Mas boa sorte.

[soa o alarme de ironia]

* * * * *

Luisa Geisler nasceu em Canoas (RS) em 1991. Publicou Contos de mentira (finalista do Jabuti, vencedor do Prêmio SESC de Literatura), Quiçá (finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Machado de Assis, vencedor do Prêmio SESC de Literatura). Seu último livro, Luzes de emergência se acenderão automaticamente, foi publicado pela Alfaguara em 2014. Tem textos publicados da Argentina ao Japão (pelo Atlântico) e acha essa imagem simpática.

As 15 coisas que sei sobre meu próximo livro

Por Luisa Geisler

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Existe um ponto em que o autor — antes da publicação, e antes do término do texto — tem que falar sobre esse novo livro com alguém. Um ponto em que se começa a falar de um livro. Ali, o livro deixa de ser uma montoeira de ideias meio-escritas e meio-pensadas e tem que se tornar algo. Qualquer algo externo. Isso pode envolver mostrar os escritos para alguém, ou falar com alguém pra tentar melhorar um personagem. No meu caso, as primeiras conversas envolvem gestos amplos e onomatopeias.

Passei por isso na minha última viagem ao Rio de Janeiro. Esse tipo de situação acontece ao ver pessoas do meio literário — desde amigos escritores até minha agente —, incomuns na cosmopolita Canoas. Considerando-se que o projeto está quase 25% pronto, achei que valia a pena tirá-lo da minha cabeça e de um solitário documento de Word.

Mas respondi informações diferentes pra pessoas diferentes. Não contraditórias: diferentes. E resolvi organizar. Eis aqui as quinze coisas que sei sobre meu próximo livro.

1.
Eu queria que o livro tivesse imagens. Hoje já acho que não.

2.
Existe um fenômeno que se chama exploração urbana. São pessoas com câmeras fotográficas que vão a lugares abandonados e tiram fotos. É arriscado (porque ninguém faz manutenção, entre outros) além de ilegal (porque é invasão de propriedade privada, entre outros). A comunidade de gente que fotografa esses lugares é grande, troca ideias, mapas e sugestões. Como ilustração, recomendo buscar no Google lugares como Ilha Hashima, Nara Dreamlande e, claro, as cidades de Chernobil e Pripyat.

É um fenômeno muito comum no Japão, por conta da industrialização rápida, da bolha imobiliária, dos danos causados por guerras. Por isso, exploração urbana é chamada também de haikyo. Literalmente significa “lugar abandonado”, mas virou sinônimo para a atividade de exploração urbana em si

O livro tem algo com isso.

Com personagens e coisas abandonadas no geral, quer dizer.

3.
Deve ter quatro partes.

4.
Quero ter a primeira parte pronta até junho.

5.
Ou seja, falta um tempo para terminar tudo-tudo.

6.
A possibilidade de a primeira parte ficar um lixo, o que destruiria todo meu castelinho imaginário, me apavora.

7.
O título provisório é Haikyo, mas acho meio vergonhoso.

O primeiro título do Luzes de emergência se acenderão automaticamente era Canoas não voam. Canoas não voam me parecia um bom título porque representava um personagem cortado ao meio numa cidade cortada ao meio. Mais tarde, esse título começou não só a “soar feio”, como o Luzes não parecia mais um livro sobre uma pessoa em uma cidade.

Não sei se gosto de Haikyo como título. A ver.

8.
Na verdade, pode ter três partes. A quarta parte ainda é uma ideia menos redonda que as outras.

9.
Tem um lance com cegueira, porque sou míope, e meu grau só parece aumentar.

10.
A exploração urbana na Irlanda não é tão urbana. O que mais se acha na Irlanda são castelos abandonados.

11.
— Luisa, quantas páginas tem essa primeira parte? — perguntou minha agente.

— O cálculo pra tabelinha no Excel é cem.

—Então vai ser um livro de quatrocentas páginas?

— Tem a margem de erro.

— Acho ambicioso.

— Tem bastante quebra de linha, então cem páginas não são necessariamente cem “laudas” — eu fazia aspas com as mãos. Eu me sentia idiota por fazer aspas com as mãos.

— E tem fôlego pra tudo isso?

— Espero que não me processem se ficar mais curto. — Ela riu. O projeto não me parecia ambicioso, mas. — Mas sei lá também.

12.
A protagonista se chama Tarsila.

13.
Eu explicando como funciona a estrutura pro meu editor:

— É tipo a estrutura do Quiçá (meu primeiro romance), que é linear, mas não muito. É tipo como se o Quiçá tivesse um irmão que treina, come batata doce e frango, toma Whey Protein e fala VAMOs VIRAAAr MONSTROOOO!

Na verdade, esse diálogo aconteceu com uma amiga, mas seria mais engraçado se fosse com o editor.

14.
Eu não devia sair por aí falando do livro porque daqui a pouco vou mudar tudo e as pessoas podem me cobrar.

15.
A ver.

* * * * *

Luisa Geisler nasceu em Canoas (RS) em 1991. Publicou Contos de mentira (finalista do Jabuti, vencedor do Prêmio SESC de Literatura), Quiçá (finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Machado de Assis, vencedor do Prêmio SESC de Literatura). Seu último livro, Luzes de emergência se acenderão automaticamente, foi publicado pela Alfaguara em 2014. Tem textos publicados da Argentina ao Japão (pelo Atlântico) e acha essa imagem simpática.

Sobre livros “prejudiciais”, Star Wars e empolgação infantil

Por Luisa Geisler

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Lydia Davis, numa entrevista ao New York Times, comenta que começou a ler a série Harry Potter ao mesmo tempo em que seu filho lia e não aguentou chegar ao final do primeiro livro. Detestou desde a forma da escrita até os personagens. Harold Bloom, famoso crítico literário, é outro que chega a dizer que Harry Potter é prejudicial ao leitor.

Antes de continuar, vou resumir minha relação com Harry Potter. Os anos escolares de Harry progrediram junto com meus, então eu li o sétimo livro, sétimo ano escolar de Harry, durante minhas aulas na sétima série. Acho que fica claro que xingar Harry Potter é, em algum nível, xingar minha formação como leitora.

O problema é que não me lembro da série Harry Potter. Eu me lembro de ler, de ter apegos a personagens específicos, do universo imenso que foram (e são) as fanfics, de tentar achar outros autores parecidos no meio tempo de lançamentos, de ler durante a aula, almoçar e voltar a ler. Mas não me lembro muito bem das histórias. Qual dos gêmeos morre mesmo? Inclusive, acabei de checar na Wikipédia que os livros não saíam anualmente, de maneira que eu teria que repetir um ano escolar para estar na quinta série em 2003 e na sexta em 2005.

Foi nessa época que li Sobre a escrita, do Stephen King. Não vou comentar mais sobre fanfics do que o socialmente aceitável, mas vamos apenas dizer que um pessoal em um fórum tinha o PDF (é importante ouvir essa última frase em um tom misterioso, como o estereótipo do traficante de órgãos de um filme ruim). Baixei o livro. Li o livro no meu inglês ainda capenga.

Na época, eu escrevia fanfics e redações escolares. Mas o livro me fez repensar muito o que escrever, como escrever, especialmente o “como”. Por que usar uma voz passiva ou ativa? Por que cada advérbio era necessário (ou não)? Qualquer pessoa acostumada com escrever ou revisar não se impressiona com essas ideias. Mas eu era uma criança de doze anos, que tinha a sensação de ter cometido um crime ao baixar um livro pela internet em segredo dos meus pais que nem entendiam nada disso. E tudo isso era a minha revolução particular.

De novo, me lembro melhor da minha revolução particular do que do livro em si. Ao saber que o livro vai ser lançado aqui no Brasil pela Suma de Letras, fucei a internet pra tentar me lembrar dos conselhos. Tem trechos úteis, exemplos com os quais concordo e não sei se aprendi exatamente nesse livro. Ao mesmo tempo, eu acrescentaria “mas depende…” em diversas frases.

No caso de Harry Potter, não sei. Me esforcei para não reler o livro e preservar a imagem que tinha. Assim como hoje não gosto de tazos de Pokémon, talvez a idade vá afetar a leitura do livro. E sei que os livros que me marcam hoje vão mudar nas próximas leituras.

Um amigo meu usa a mesma teoria para explicar por que fãs “verdadeiros” de Star Wars não “podem” gostar dos episódios I, II e III. Esses fãs assistiram aos episódios IV, V e VI quando crianças, e nenhum efeito especial no mundo superaria a empolgação infantil frente a guerras intergalácticas numa tela gigante. Em geral, crianças gostam dos episódios I, II e III. A empolgação é uma parte essencial do processo (aliás, um documentário sobre essa possibilidade é The People vs. George Lucas).

Eu não me lembro do que está escrito em Harry Potter e me recordo de algumas partes de Sobre a escrita. Mas me lembro de querer ler mais, querer escrever mais. Essas motivações até hoje ficam em mim, mais do que a memória do texto em si. E, talvez, ter uma conexão forte com livros seja a coisa mais essencial para a formação de um leitor (ou escritor).

* * * * *

Luisa Geisler nasceu em Canoas (RS) em 1991. Publicou Contos de mentira (finalista do Jabuti, vencedor do Prêmio SESC de Literatura), Quiçá (finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Machado de Assis, vencedor do Prêmio SESC de Literatura). Seu último livro, Luzes de emergência se acenderão automaticamente, foi publicado pela Alfaguara em 2014. Tem textos publicados da Argentina ao Japão (pelo Atlântico) e acha essa imagem simpática.

Novos colunistas no Blog da Companhia

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Temos novidades para o Blog da Companhia! A partir de abril, os autores e editores da Editora Objetiva também terão um espaço mensal aqui no blog.

Entre os novos colunistas está Luisa Geisler, autora de Luzes de emergência se acenderão automaticamente, publicado pela Alfaguara. “Adoro a diversidade e qualidade dos textos do blog da Companhia das Letras, que acompanho tem algum tempo. No momento, estou empolgada como aquela celebridade na galeria orgânica de plástico. Vou tentar estar à altura do excelente time e não encostar nas obras”, disse Luisa sobre sua participação no blog. A autora nasceu em Canoas (RS) em 1991. Além de Luzes de emergência se acenderão automaticamente, publicou Contos de mentira (finalista do Jabuti, vencedor do Prêmio SESC de Literatura) e Quiçá (finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Machado de Assis, vencedor do Prêmio SESC de Literatura).

Outro novo colunista é José Luiz Passos, vencedor do Prêmio Portugal Telecom e Prêmio Brasília de Literatura em 2013 com o romance O sonâmbulo amador, também publicado pela Alfaguara. José Luiz Passos nasceu em Pernambuco em 1971 e vive na Califórnia desde 1995, onde ensina literatura na UCLA. “Faz tempo que acompanho com grande prazer o Blog da Companhia. Aqui em Los Angeles, onde vivo há tantos anos, o Blog é para mim um canal útil, por onde sigo contribuições importantes sobre a literatura contemporânea e o mundo editorial”, disse Passos. “Participar disso será um gosto imenso, além da honra de dividir o espaço com profissionais que admiro.”

E as novidades já começam nesta semana com um texto do editor Marcelo Ferroni falando sobre um dos livros mais polêmicos do ano, Submissão, de Michel Houellebecq, que chega nas livrarias brasileiras agora em abril.

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