marcus joaquim de carvalho

Semana vinte e sete

Os lançamentos desta semana foram:

Hitler, de Ian Kershaw (Tradução de Pedro Maia Soares)
Considerada pela imprensa internacional a biografia definitiva do ditador alemão, Hitler, do inglês Ian Kershaw, alia fluência narrativa e rigor histórico para contar a vida da personalidade mais sinistra do século XX.

Passageiro do fim do dia, de Rubens Figueiredo
Passageiro do fim do dia tem início num fim de tarde, no centro de uma cidade grande. A bordo de um ônibus destinado ao bairro periférico do Tirol, durante o trajeto aparentemente interminável, Pedro será tomado por um novo conhecimento de si mesmo, da cidade e das pessoas.

O olhar da mente, de Oliver Sacks (Tradução de Laura Teixeira Motta)
A partir de histórias de pacientes com os mais diversos problemas de visão, este livro explora, de maneira original, o antigo dilema entre mente e cérebro. Com uma prosa límpida, que mescla rigor médico com referências à literatura, às artes e à história do pensamento, o autor relata também a batalha que travou contra um câncer que se desenvolveu em um de seus olhos.

O alufá Rufino, de João José Reis, Flávio dos Santos Gomes e Marcus Joaquim de Carvalho
As aventuras de um ex-escravo africano envolvido no tráfico negreiro são reconstituídas numa narrativa histórica acessível e bem documentada. Mais do que uma biografia convencional, a trajetória de Rufino serve como guia para uma história social do tráfico e da escravidão no mundo atlântico em meados do século XIX.

A experiência do gosto, de Jorge Lucki
Jorge Lucki, um dos críticos de vinhos mais importantes do país, reúne mais de sessenta crônicas sobre esse universo repleto de códigos, condutas e histórias, escritas sempre de forma clara e divertida. O livro é dividido em sete grandes temas — uma introdução ao mundo do vinho, os diferentes tipos, as várias uvas, os países produtores, as particularidades das regiões, os prazeres da harmonização e os grandes personagens envolvidos —, discutidos em textos saborosos, originalmente publicados no jornal Valor Econômico, na coluna que Lucki assina.

A era da empatia: lições da natureza para uma sociedade mais gentil, de Frans de Waal (Tradução de Rejane Rubino)
Frans de Waal mostra como diversos animais, incluindo os seres humanos, foram dotados pela evolução da capacidade de se colocar no lugar do próximo, de se apiedar da dor do vizinho e, em casos extremos, até de salvar-lhe a vida, colocando a própria em risco. De Waal nos mostra camundongos piedosos, macacos socialistas, cachorros invejosos e chimpanzés que coçam as costas dos outros sem receberem nada em troca. Bem-humorado, repleto de casos instigantes, erudito e ao mesmo tempo escrito em linguagem acessível e informal, A era da empatia é um ótimo antídoto para estes tempos de individualismo extremado.