mariana zanetti

Semana cento e trinta e oito

Os lançamentos desta semana são:

O leão e a estrela, de Mariana Zanetti
Nem sempre é fácil sair de casa de manhã e enfrentar o dia que temos pela frente. Mas, em geral, com uma ajudinha, ou apenas com a nossa confiança, conseguimos vencer o medo e seguir em frente.  Já o leão desta história preferia ficar sempre sozinho em sua caverna e sair somente à noite, quando corria até o lago para observar as estrelas nele refletidas. Seu medo era tão grande que ele nem levantava a cabeça, e assim não sabia que, na verdade, as estrelas moravam no céu. Até que um dia, uma estrela resolve descer à terra.

Adonis, de Blandina Franco
Adonis era um filhote de elefante como qualquer outro: adorava correr por aí, rolar na lama e derrubar algumas árvores pelo caminho. Acontece que, um certo dia, durante o banho de rio, Adonis percebeu uma coisinha nas costas, uma coisinha que ele nunca tinha visto ali – pois é, de repente ele tinha asas!

Editora Paralela

Corpo de delito, de Patricia Cornwell (Trad. Celso Nogueira)
Cary Harper é um escritor famoso. logo após o cruel assassinato de sua filha adotiva, ele também é assassinado. A irmã de Harper morre em circunstâncias igualmente misteriosas. Quem cometeu os crimes? Por que cometeu? Essas são as perguntas que guiam a médica-legista Kay Scarpetta. Além das provas que consegue colher nos corpos levados ao necrotério, Scarpetta sai a campo com o chefe de polícia Pete Marino e com o agente do FBI Benton Wesley na tentativa de solucionar o caso. As mais variadas hipóteses vão sendo sucessivamente abandonadas. Nada parece dar conta de todas as circunstâncias. Um dia, porém, a dra. Scarpetta recebe a visita de um desequilibrado mental que acaba fornecendo a única pista para a identidade do assassino. Envolvida demais no caso, a jovem legista começa a receber telefonemas ameaçadores. Seria ela a próxima da lista?

Semana sessenta e oito

[Veja aqui a lista dos 10 livros que serão vendidos com 50% de desconto durante setembro.]

Os lançamentos da semana são:

A ideia de justiça, de Amartya Sen (Tradução de Denise Bottman e Ricardo Doninelli Mendes)
O que precisa ser feito para que as injustiças mais evidentes do mundo contemporâneo sejam eliminadas ou, ao menos, atenuadas? Nas sociedades democráticas, as instituições do Estado trabalham pela aplicação equânime das leis ou são meros instrumentos de uma burocracia autorreferente? Partindo do ordenamento jurídico em vigor — que negligencia a realidade concreta dos cidadãos para privilegiar a formulação de arranjos institucionais —, que caminhos podem levar à construção de um planeta mais inclusivo e menos iníquo? Neste livro ao mesmo tempo rigoroso e inovador, Amartya Sen, prêmio Nobel de economia em 1998, retira o foco das utopias conceituais do direito para tentar responder as questões mais urgentes da cidadania, desviando-se das elucubrações sobre a essência da justiça ideal que, desde o Iluminismo, vêm balizando a ciência do direito. Sen traz as esperanças e necessidades das pessoas reais para o centro da discussão, sugerindo uma radical reavaliação das prioridades da justiça e da política.

Como vou?, de Mariana Zanetti, Renata Bueno e Fernando de Almeida
Podemos ir de um canto a outro das mais diversas formas, dependendo de onde moramos, de quanto tempo temos e, às vezes, de algumas das nossas preferências também. Quando vamos a um lugar do ladinho de casa é bom ir a pé; se moramos em uma cidade grande, tem até metrô; se é preciso atravessar o oceano, só mesmo de avião ou navio; e quem não gosta de ir até a casa do amigo de bicicleta? Nas brincadeiras infantis, os meios de transporte estão sempre presentes e levam as crianças até onde a imaginação mandar. Neste livro, três artistas arquitetos se uniram para falar sobre a nossa movimentação no espaço, seja embaixo da terra, na água ou no ar — para cada situação, um jeito diferente de se deslocar —, e usaram um pouco de tudo de que gostam na hora de ilustrar: colagem, lápis e tinta.

Denúncias, de Ian Rankin (Tradução de Álvaro Hattnher)
Malcolm Fox tem que ser exemplar. Como inspetor da Divisão de Denúncias da Polícia de Edimburgo, na Escócia, ele precisa manter a linha para não dar munição aos policiais corruptos que investiga. Mas o passado de alcoolismo e a tendência a passar por cima de autoridades fazem de Fox uma presa fácil para seus inimigos. Especialmente quando ocorre um assassinato em sua família. Suspeito do crime, Fox tenta encontrar o verdadeiro assassino, e descobre que o encarregado da investigação é seu próximo alvo na Divisão de Denúncias: o sargento-detetive Jamie Breck, acusado de fazer parte de uma rede de pedofilia na internet. Na busca pela verdade, Fox e Breck topam com outra morte e uma intrincada trama de interesses que envolve pessoas importantes da sociedade escocesa. Para conseguir resolver o crime, o inspetor precisa decidir em quem confiar — quando todos parecem estar contra ele.

A especulação imobiliária, de Italo Calvino (Tradução de Mauricio Santana Dias)
O protagonista de A especulação imobiliária, o sr. Anfossi, espécie de alter ego do autor, é um intelectual em crise com suas ideias, que volta à sua cidade natal, na Riviera da Ligúria, para incorporar um imóvel — o que, por motivos óbvios, acaba complicando ainda mais sua vida. Incapaz de lidar com os problemas da vida prática, Anfossi acaba envolvido numa série interminável de problemas causados por seu antagonista, o sr. Caisotti, construtor trambiqueiro e inescrupuloso. Em meio a uma legião de advogados, engenheiros, funcionários públicos e operários, Anfossi e sua família assistem impotentes ao desenrolar dos fatos. O fracasso da empreitada, porém, convive com o sucesso dos agentes que contribuíram para transformar a nova Itália num paraíso de arrivistas, negociatas e do turismo de massa. Sem conseguir realizar-se nem no campo das ideias, ao anti-herói deste romance ao mesmo tempo cômico e amargo resta a alternativa improvável de reinventar para si um novo modo de sobrevivência neste mundo que muda vertiginosamente.

A crônica dos Wapshot, de John Cheever (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)
Primeiro romance de John Cheever, A crônica dos Wapshot é o retrato de uma família tradicional e decadente da Nova Inglaterra, cenário dileto das narrativas ácidas e minimalistas do autor. Na pequena e depauperada cidade de St. Botholphs, o patriarca da família é operador de balsa, o que não é um grande emprego para quem descende de lendários comandantes de navio, mas ele vai levando a vida com a esposa e os filhos. Os filhos crescem, deixam a casa dos pais para começar vida própria em Washington e Nova York, e a narrativa passa a girar em torno deles. Os dois parecem reconquistar o lugar “de direito” da família, mas o individualismo exacerbado e a vacuidade de suas existências são a tônica desta que é uma das grandes narrativas familiares do século XX.

Semana dezessete

Os lançamentos da semana foram:

Felicidade demais, de Alice Munro (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)
Nessa coletânea de contos da ganhadora do Man Booker Prize, personagens femininas protagonizam histórias arrebatadoras sobre sedução, os mistérios do passado, a finitude e promessas de felicidade intensa. São mulheres de idades e ocupações diversas, mas todas elas, a certa altura da vida, deparam com acontecimentos que mudam o rumo de suas vidas.

Eu vos abraço, milhões, de Moacyr Scliar
A primeira paixão de Valdo foi a leitura. A leitura o aproximou de Geninho. E Geninho o apresentou ao comunismo. A ideia de que a desigualdade fosse uma injustiça e de que houvesse pessoas lutando pelo fim da opressão social mudou a vida do garoto. Decidido a entrar para o Partido Comunista, Valdo abre as porteiras da estância e parte para a cidade grande em busca de um sentido para a vida.

A valsa dos adeuses, de Milan Kundera (Tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca)
Em um pequeno balneário decadente, oito personagens se encontram e desencontram como se rodopiassem ao som de uma valsa. Esterilidade, amor não correspondido, adultério, depressão, aborto: Kundera reúne neste romance todos os elementos que podem perturbar o amor.

Nome, sobrenome, apelido, de Renata Bueno e Mariana Zanetti
Logo que as crianças aprendem o seu próprio nome, gostam de mostrar que o decoraram inteirinho. Não que alguém entenda a resposta ao “Qual o seu nome”, mas daí percebemos como essa é uma questão importante e presente na vida delas, que vivem dando nomes, sobrenomes e apelidos às suas bonecas, bichos, brinquedos, amigos, desenhos… Neste livro, quinze histórias curtas, escritas em prosa, falam sobre cachorros, gatos, homens e mulheres e suas várias alcunhas.