mark owen

Semana duzentos e quarenta e três

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Uma história de ópera, de Carolyn Abbate e Roger Parker (Tradução de Paulo Geiger)
A ópera é uma das formas de arte mais extraordinárias dos últimos quatro séculos. Proibitivamente cara e irrealista por essência, representa no entanto as paixões humanas com inigualáveis poder e drama. O livro de Carolyn Abbate e Roger Parker já nasce como clássico: o leitor especializado encontrará neste ensaio análises profundas e o leigo terá um guia que o conduzirá às várias facetas e períodos da ópera. Da corte dos Médici na Florença do século XVI até o presente, passando por Monteverdi, Händel, Mozart, Verdi, Puccini, Berg e Britten, os autores traçam análises profundas dos contextos sociais, políticos e literários, das circunstâncias econômicas e das quase constantes polêmicas que acompanharam o desenvolvimento do gênero nos últimos quatro séculos. Isso sem se descuidar da apreciação propriamente estética das óperas estudadas e do aspecto central e talvez definidor dessa forma de arte: as tensões entre palavra e música, personagem e intérprete.

Paralela

Não há heróis, de Mark Owen e Kevin Maurer (Tradução de Berilo Vargas e Renata Pucci)
Mark Owen, ex-SEAL da Marinha Americana, escreve seu segundo livro, Não há heróis, no qual conta as histórias que mais o marcaram em sua carreira, transformando-o no soldado e na pessoa que é hoje. Diferentemente do primeiro livro, o autor apresenta um relato mais pessoal e relembra as histórias mais marcantes vividas ao longo dos 13 anos em que ele serviu como SEAL, incluindo momentos-chave em que, no sucesso e no fracasso, passou a conhecer melhor seus colegas e a si próprio. Com histórias que vão dos treinamentos ao campo de batalha, o livro traz ao leitor uma perspectiva interna das experiências e valores que fizeram com que Mark Owen e seus colegas fossem capazes de executar suas missões sem que elas nem sequer chegassem às manchetes.

Companhia das Letrinhas

O piloto e o pequeno príncipe — A vida de Antoine de Saint-Exupéry, de Peter Sís (Tradução Érico Assis)
Mundialmente conhecido como o autor de O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry foi piloto de profissão. Ele nasceu na França, em 1900, justamente na época em que foram inventados os aviões, e foi uma das primeiras pessoas no mundo a entregar correspondências via aérea. Nesta biografia escrita e ilustrada por Peter Sís, os leitores vão descobrir como Antoine ajudou a criar novas rotas para lugares distantes, os acidentes que sofreu e as suas reflexões enquanto estava nos céus — que depois o inspiraram a escrever sobre suas experiências —, além de muitas outras histórias dessa figura tão apaixonante.

O único e verdadeiro rei do bosque, de Iban Barrenetxea (Tradução de Eduardo Brandão)
Em um lindo bosque de bétulas, os irmãos Jaska, Kaspar e Másia vivem tranquilamente em uma minúscula casa de madeira. Na primeira manhã de inverno, porém, uma série de acontecimentos mudará completamente suas vidas. Isso porque Másia quer porque quer um cachecol de pele de lobo — e ninguém melhor que seus irmãos para caçar no bosque. Jaska, alto e tonto, e Kaspar, baixinho e medroso, acabarão cruzando com um lobo bem diferente, conhecerão um tal de rei Primus I e sua guarda real e assistirão à chegada da primeira neve depois de uma festa pra lá de animada. Mas tudo só vai realmente se transformar quando eles descobrirem quem é o verdadeiro — e único — rei do bosque.

Semana cento e dezoito

Os lançamentos desta semana são:

A Odisseia de Homero adaptada para jovens, de Frederico Lourenço
Para o grande herói da guerra de Troia, a aventura estava apenas começando. Depois de combater em sangrentas batalhas e de arquitetar o golpe final que daria a vitória ao povo grego, Ulisses precisa apenas regressar à sua terra natal. Mas não vai ser nada fácil, e ele só chegará a Ítaca após dez longos anos. Perseguido pelo poderoso Posêidon, o deus dos mares, ele enfrenta inimigos ainda mais perigosos que os resistentes troianos: mata o ciclope Polifemo, sobrevive ao ameaçadores canibais, resiste ao encanto das sereias, escapa do cativeiro de Calipso. Nesta adaptação em prosa pensada especialmente para o público jovem, Frederico Lourenço narra essas e outras peripécias do célebre guerreiro atentando para a fluência narrativa do texto. Assim, respeitando a obra-prima de Homero, esta Odisseia traz nova vida à Antiguidade Clássica e à viagem mais famosa de todos os tempos.

Cosmópolis, de Don DeLillo (Trad. Paulo Henriques Britto, Nova edição)
O multimilionário Eric Michael Packer, 28 anos, é dono da Packer Capital e mora num triplex no prédio residencial mais alto de Nova York e do mundo. Certo dia de abril do ano 2000, levanta-se de manhã cedo e resolve cortar o cabelo. O presidente da República está na cidade, os mercados estão nervosos, um protesto antiglobalização toma conta da Times Square e o trânsito está completamente abarrotado. Para chegar ao lado oposto de Manhattan – percorrendo uma distância de pouco mais de dez quarteirões -, Eric é obrigado a passar o dia inteiro dentro de sua limusine, de onde controla os negócios, recebe assessores e tem encontros amorosos. No decorrer do dia, a existência de Eric é gradualmente corroída: suas certezas e seus valores se revelam vazios, ao mesmo tempo que o sistema financeiro global é arrastado para uma crise sem precedentes. Cosmópolis é uma novela em forma de fábula – uma fábula amarga para os tempos pós-modernos, assinada por um dos maiores romancistas norte-americanos contemporâneos. O filme baseado no livro estreia no Brasil esta semana, com direção de David Cronenberg.

Toda a saudade do mundo, org. de João Jorge Amado
Jorge Amado era um homem epistolar: cultivava a arte da correspondência, não deixava leitores sem resposta e mantinha o hábito de enviar cartões-postais aos amigos e parentes. Com Zélia Gattai, sua companheira por 55 anos, o autor manteve a troca de cartas mais frequente – e mais apaixonada. Este livro, organizado pelo filho do casal, reúne cartas de Jorge enviadas a Zélia desde a partida para o exílio na França até o período em que a família se estabeleceu em Salvador, na Casa do Rio Vermelho. A correspondência registra as provações do pós-guerra, a vida cultural e política em Paris, a participação do escritor no Conselho Mundial da Paz e as frequentes viagens por cidades como Berlim, Viena, Praga, Bucareste, Estocolmo, Helsinque e Varsóvia. Além das cartas do próprio escritor, de Zélia e de parentes, há também cartões-postais e bilhetes, alguns deles trocados com os filhos Paloma e João Jorge. O livro fornece dados biográficos relevantes do período em que Jorge Amado escreveu e publicou seus maiores sucessos e permite conhecer um pouco mais do cotidiano do autor, de sua escrita íntima e de seus cuidados para com a família, os amigos e a literatura.

A Idade Média passo a passo, de Vincent Carpentier (Trad. Julia da Rosa Simões)
Quantos anos durou a Idade Média? Como era a vida em uma cidade da época? Qual era a importância da religião? De que maneira se transmitia a peste negra? Muitos se referiam à Idade Média como um tempo  de trevas. Mas, se esse período de mil anos entre a Antiguidade e o Renascimento tem seu lado tenebroso – com muita guerra, pestes e ignorância -, há outro, da cultura, que é repleto de riqueza. Este livro nos permite descobrir a vida cotidiana dos homens e das mulheres daquela época e penetrar em suas aldeias, cidades e mercados, onde monges, senhores e camponeses desenvolvem o ensino, inventam ferramentas agrícolas, constroem catedrais e castelos, traçam rotas e se deslocam pela Europa e pelo Oriente. Seguindo os passos dos arqueólogos, descubra mais um período apaixonante da história!

Editora Paralela

Não há dia fácil, de Mark Owen (Trad. Donaldson M. Garschagen)
Não há dia fácil é um retrato da vida nas equipes do Seal e o único relato interno sobre a Operação Lança de Netuno, realizada em 1º de maio de 2011, que resultou na morte do terrorista Osama bin Laden. Desde a pane no helicóptero Black Hawk – que quase fez com que a missão fosse abortada – até o comunicado pelo rádio via satélite confirmando que o alvo estava morto, a operação dos vinte e quatro homens na propriedade secreta de Bin Laden é recontada em mínimos detalhes. Das ruas de Badgá ao resgate do capitão Richard Phillips no oceano Índico; das montanhas ao leste de Cabul ao terceiro andar do esconderijo de Osama bin Laden em Abbottabad, no Paquistão. Não há dia fácil coloca o leitor dentro de uma das mais surpreendentes tropas de elite do mundo. Mark Owen, ex-membro do Grupo para o Desenvolvimento de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos, mais conhecido como Equipe Seis do Seal, foi líder de uma das mais memoráveis operações especiais da história recente, assim como de inúmeras outras missões que nunca chegaram às manchetes.