marlyse meyer

Adeus a Marlyse

(Foto por Bel Pedrosa)

Com pesar, a Companhia das Letras comunica o falecimento da autora Marlyse Meyer. Em 1997, ela publicou por esta editora o livro Folhetim, uma história, que ganhou o prêmio Jabuti daquele ano na categoria ensaio. Marlyse estudou e deu aulas na Faculdade de Letras de Veneza, recebeu o título de Professora Emérita da Universidade de São Paulo e deu aulas no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. Ela traduziu o clássico Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda, para o francês.

Entre outros livros, Marlyse Meyer foi autora de Pirineus, caiçaras deambulações literárias (Unicamp, 1991), Surpresas do amor: a conversação no teatro de Marivaux (Edusp, 1993), Caminhos do imaginário no Brasil (Edusp, 1993), e As mil faces de um herói canalha (UFRJ, 1998). Em dezembro de 2009, deu entrevista a Vilma Arêas e Luci Banks-Leite, publicada na revista Pro-Posições, na qual conta que desfilou pela Mangueira no ano em que a escola de samba homenageou Carlos Drummond de Andrade.

No livro que acaba de publicar (O guardador de segredos, Companhia das Letras, 2010), Davi Arrigucci Jr. dedica a Marlyse Meyer um ensaio com o título de “A imaginação andarilha”. Nele, o crítico literário diz que ela “é uma leitora capaz de contar o que leu. Narra e dramatiza suas leituras. Ao narrar, revela a consciência do processo e de seus percalços, explicitando os bastidores de seu modo de ler. Esse teatro da leitura recorrente em seus textos é um dos encantos de seu método de exposição. Aproxima-nos, além disso, da matéria, por mais espinhosa que seja, envolvendo-nos, sem nenhuma empáfia, como parceiros iguais, no ato plenamente humano de comunicação da palavra”.