miguel nicolelis

Semana cento e oitenta e oito

Os lançamentos desta semana são:

Medo, reverência, terror, de Carlo Ginzburg (Tradução de Federico Carotti, Joana Angélica d’Avila Melo e Júlio Castañon Guimarães)
Em quatro ensaios dedicados à história das representações artísticas da política, Carlo Ginzburg investiga os significados cambiantes de gestos, objetos e palavras em momentos selecionados do imaginário visual do Ocidente. Baseando-se num conceito do historiador alemão Aby Warburg (1866-1929) ainda pouco explorado — a recorrência de “fórmulas de emoções” [Pathosformeln] no repertório iconográfico das culturas europeias desde a Grécia clássica –, o autor de O queijo e os vermes analisa as interseções entre religião, ideologia, arte e propaganda.

Os filhos da noite, de Dennis Lehane (Tradução de Fernanda Abreu)
A Lei Seca fez brotar do chão uma vasta rede de destilarias subterrâneas, bares clandestinos, gângsteres e policiais corruptos. Há muito que Joe Coughlin, o filho mais novo de um proeminente capitão da polícia de Boston, deu as costas à sua criação rígida e severa. Dos pequenos delitos cometidos na infância, Joe agora desfruta com gosto de uma carreira no crime construída a soldo de um dos mais temidos mafiosos da cidade.
A jornada de Joe pelos escalões do crime organizado o leverá de Boston e de seus bares tomados pelo jazz ao bairro latino de Tampa e até às ruas efervescentes de Cuba. Os filhos da noite é um épico à maneira de Scarface e Os bons companheiros, repleto de traficantes, femmes fatales, amigos leais e inimigos implacáveis, todos lutando pela sobrevivência e por seu quinhão do sonho americano. Lehane traz à vida uma época em que o pecado era motivo de celebração e o vício era uma virtude nacional.

O maior de todos os mistérios, de Giselda Laporta Nicolelis e Miguel Nicolelis (Ilustrações de Nick Neves)
Imagine que em vez de as pessoas se comunicarem pela internet ou pelo celular, a pesquisa científica tenha avançado tanto que no futuro todos nós seremos capazes de conversar à distância usando apenas o nosso cérebro. Imagine também controlar todo tipo de máquina apenas com a força do pensamento. E que tal escutar as memórias de seus antepassados que foram gravadas e estocadas para que seus descendentes tenham acesso a elas? Parece impossível? Para os autores de O maior de todos os mistérios, que contam com muito bom humor e clareza as últimas descobertas a respeito do cérebro, impossível é tudo aquilo que ainda não foi descoberto.

Companhia das Letras na FLIP – parte 2

Depois de muito planejamento e de alguns dias de montagem, a Casa da Companhia na FLIP abriu suas portas às 17h de 4ª.

Até domingo estaremos aqui, com cantinho para crianças, wifi e espaço de leitura. Além de distribuir balões para as crianças!

Fora isso, os dias têm sido bastante corridos. Além de acompanhar as mesas da FLIP e a programação paralela, toda a equipe se dividiu para auxiliar os autores convidados. Seja mostrando-os um pouco de Paraty e da cultura brasileira…

…ou acompanhando-os nas entrevistas e mesas de autógrafos.

Se você não pôde vir a Paraty, aproveite para ver os trechos que os autores estão lendo em seus bate-papos:

E não se esqueça que uma parte dos autores estará no Rio de Janeiro e em São Paulo na próxima semana!

Concorra a um livro de Miguel Nicolelis

O premiado e internacionalmente reconhecido neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis está à frente de um estudo revolucionário capaz de transformar a experiência humana na Terra.

Em Muito além do nosso eu, ele nos apresenta um cenário de ficção científica, mas que em breve se tornará real: braços robóticos movidos só com a força do pensamento, dispositivos intracranianos que eliminam os efeitos terríveis do mal de Parkinson e uma veste especial que torna possível aos paraplégicos voltar a caminhar. Veja a entrevista dele no Programa do Jô:

Nos próximos dias, Nicolelis estará no Brasil e participará de diversos encontros com os leitores. Você quer ganhar um exemplar deste lançamento e assistir a uma de suas apresentações? Basta “curtir” a página da Companhia das Letras no Facebook e confirmar presença no evento da sua cidade. Sortearemos 4 pessoas entre os confirmados de cada palestra, e elas receberão um Muito além de nosso eu.

PORTO ALEGRE
Segunda-feira, 27 de junho, às 19h.
SALÃO DE ATOS DA UFRGS – SALA II
Av. Paulo Gama, 110 – Campus Central da UFRGS
Grátis. Vagas limitadas. Inscrições pelo telefone (51) 3019.2326 ou e-mail convite@fronteirasdopensamento.com.br

RIO DE JANEIRO
Terça-feira, 28 de junho, às 19h30.
FUNDAÇÃO PLANETÁRIO – CÚPULA CARL SAGAN
Rua Vice-Governador
Rúbens Berardo, 100 – Gávea
Entrada gratuita.

SÃO PAULO
Quarta-feira, 29 de junho, às 19h.
MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO
Av. Paulista, 1578
Grátis. Vagas limitadas. Distribuição de ingressos na bilheteria, a partir das 17h30, no dia do evento.

BELO HORIZONTE
Quinta-feira, 30 de junho, às 19h30.
SEMPRE UM PAPO – TEATRO NEY SOARES
Rua Diamantina, 463 – Lagoinha – UniBH
Entrada gratuita.

NATAL
Segunda-feira, 4 de julho, às 19h.
TEATRO ALBERTO MARANHÃO
Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira
Entrada gratuita.

SALVADOR
Terça-feira, 5 de julho, às 20h.
SALÃO NOBRE DA REITORIA DA UFBA
Rua Augusto Viana, s/n – Canela
Entrada gratuita.

Confirme sua presença, concorra e convide seus amigos!

* Os sorteados serão anunciados no Facebook às 10h do dia de cada evento, e deverão retirar seu exemplar no local da palestra. Para os encontros de Porto Alegre e São Paulo, cujas vagas são limitadas, os vencedores também terão um ingresso reservado em seu nome.

Semana cinquenta e sete

Os lançamentos da semana são:

A mulher trêmula, de Siri Hustvedt (Tradução de Celso Nogueira)
Desde a infância, a escritora Siri Hustvedt sofria de enxaqueca crônica. Uma condição que, a despeito de incomodá-la durante as crises, não parecia provocar maiores implicações em sua vida. Isso até a luminosa manhã de maio no campus de uma universidade em Minnesota, quando deveria proferir um discuro em homenagem ao pai, morto dois anos antes. Durante a apresentação, seu corpo inteiro começou a tremer convulsivamente e sem controle, embora isso não tivesse afetado a sua fala, que continuava clara. O que estava acontecendo com seus nervos, afinal? Haveria relação entre esses tremores e a velha enxaqueca? E mais: a suposta patologia seria capaz de fornecer uma chave de entendimento para a própria personalidade da autora?

Muito além do nosso eu, de Miguel Nicolelis
Em Muito além do nosso eu, Miguel Nicolelis nos apresenta um cenário de ficção científica, mas que em breve se tornará real: braços robóticos movidos só com a força do pensamento, dispositivos intracranianos que eliminam os efeitos terríveis do mal de Parkinson e uma veste especial que torna possível aos paraplégicos voltar a caminhar. Indo mais além, Nicolelis antevê um futuro no qual, “sentado na varanda de sua casa de praia, de frente para seu oceano favorito, você um dia poderá conversar com uma multidão, fisicamente localizada em qualquer parte do planeta, por meio de uma nova versão da internet (a ‘brainet’), sem a necessidade de digitar ou pronunciar uma única palavra. Nenhuma contração muscular envolvida. Somente através do seu pensamento”.
Nicolelis passará por 7 cidades para apresentar sua pesquisa.

Silenciosa algazarra, de Ana Maria Machado
A literatura — o uso estético das palavras — é fundamental e necessária a cada um de nós, e, mais ainda, é um direito de todos. Isso é o que defende Ana Maria Machado há muitos anos, em artigos, palestras e livros para o público adulto e infantojuvenil. Nesta coletânea, que reúne textos recentes, ela trata de temas diversos — como os pontos de contato entre o folclore brasileiro e a obra dos irmãos Grimm; os problemas do convívio entre escritores e críticos; a prática da literatura com os pequenos pacientes de hospitais; o trabalho dos ilustradores nas obras infantis, entre outros — para discutir a importância da leitura e dos livros. Imaginando que, em uma imensa biblioteca imaginária da cultura universal, os livros estariam calados em suas estantes à espera de seus leitores, Ana Maria Machado nos convida a ouvir esse alarido secreto e a perscrutar a sua silenciosa disposição.

Obras completas, vol 16: O eu e o id, estudo autobiográfico e outros textos, de Sigmund Freud (Tradução de Paulo César de Souza)
O volume 16 contém os textos publicados por Freud entre 1923 e 1925, dos quais se destaca O Eu e o Id, um de seus principais trabalhos teóricos, no qual faz a mais detalhada exposição da estrutura e do funcionamento da psique, lançando a hipótese de que ela se dividiria em três partes: Id, Eu (ou “ego”) e Super-eu (ou “superego”). O segundo texto, “Autobiografia”, contém, na verdade, poucas informações pessoais. É um relato do desenvolvimento intelectual do autor e de suas contribuições para o surgimento e a elaboração da psicanálise. Ensaios de menor extensão incluídos no volume, mas bastante influentes, são, entre outros, “A dissolução do complexo de Édipo” e “A negação”.

Guerra aérea e literatura, de W. G. Sebald (Tradução de Carlos Abbenseth e Frederico Figueiredo)
Nos dois últimos anos da Segunda Guerra Mundial, as cidades alemãs foram arrasadas pelos bombardeios aliados, esfacelando famílias e multidões. No entanto, esse triste espetáculo humano está praticamente ausente da literatura alemã pós-1945, e, nos poucos casos em que aparece, é distorcido pelo esteticismo ou pela retórica mística. Esse é o diagnóstico feito por Sebald, que busca compreender essa estranha omissão, relacionando-a com os sentimentos de culpa e humilhação recalcados pelos alemães durante o período de reconstrução material do país. O livro se completa com um estudo sobre Alfred Andersch, tomado como caso exemplar de escritor que viveu o chamado “exílio interno” durante o Terceiro Reich e depois tentou redefinir sua imagem política e moral. Sebald investiga corajosamente um assunto polêmico: de um lado, revela a insensata “história da destruição natural” das cidades e, de outro, expõe a complexa cicatriz da catástrofe nazista.

Quem sou eu?, de Sílvia Zatz (Ilustrações de Simone Matias)
Narrada em versos, esta é a história de um personagem muito misterioso: vive cercado de água por todos os lados, mas não é uma ilha; dele saem pernas, mas não é uma cadeira; passa o tempo todo ouvindo um sonoro baticum, mas não é um relógio; tem a cabeça maior que o corpo, e não se trata de um alfinete; e conforme vão passando os dias vai crescendo tanto que o lugar onde vive já não é mais suficiente para abrigá-lo… Todo montado em forma de adivinhas, Quem sou eu? fala do começo da vida de todos nós, antes de nascermos, quando ainda estamos dentro da barriga de nossas mães. Ao tentar achar a resposta para esse jogo de adivinhação, e acertar quem é o personagem misterioso que passa por incríveis transformações, as crianças vão aprender inúmeras curiosidades sobre esse importante momento da vida.