mireille guiliano

Semana duzentos e dezessete

Por escrito, de Elvira Vigna
A prosa de Elvira Vigna ocupa um lugar único na literatura brasileira. Na contramão de tudo que soa tradicional ou corrente, a autora vem, desde o fim dos anos 1980, trilhando um caminho próprio, na criação de um universo pessoal que parece se expandir a cada romance ou conto que publica. Com uma linguagem cortante e antissentimental, e uma visão de mundo cáustica e desiludida, os personagens de Elvira caminham trôpegos por cenários de devastação afetiva, emocional e pessoal. Este Por escrito é uma história de separação. Mas engana-se quem espera encontrar aqui mulheres chorando pelos cantos da casa. As vidas de Molly, Izildinha, Valderez e das outras personagens do livro são tão inquietantes e inesperadas quanto a prosa da autora. Por escrito é também uma história de desencontros, em que as pessoas parecem não ver quem está à frente delas. E quem está presente na cena vai sumindo devagarinho sem ninguém notar. Ao nos virarmos para o lado, encontramos apenas quem não esperávamos que estivesse lá. Uma história de esperas, sem Ulisses que valham a pena. E de muitos erros.

Editora Paralela

Mulheres francesas não engordam, de Mireille Guiliano (Trad. de Marisa Murray)
As mulheres francesas não engordam, mas comem pão e doce, bebem vinho e fazem três refeições por dia. Ao revelar os segredos desse “paradoxo francês”, Mireille Guiliano nos dá uma fascinante lição sobre como cuidar da saúde e da aparência de forma elegante, convincente, inteligente e engraçada. Depois de passar uma temporada nos Estados Unidos quando garota, Mireille voltou para casa com dez quilos a mais na silhueta. Felizmente, o bom médico de sua família ofereceu-se para ajudá-la a recuperar a boa forma. O segredo? Nada de culpa ou privação, mas tirando o máximo das coisas de que você gosta mais. Agora, em uma simples mas eficiente estratégia, além de dezenas de receitas que você jura que são engordativas, ela revela os ingredientes para uma vida inteira de controle de peso. Uma vida de vinho, pão e até chocolate — sem medidas e sem culpas? Por que não?

A arte da procrastinação, de John Perry (Trad. de Marcelo Brandão)
Pode soar contrário ao senso comum, mas funciona: você pode realizar muitas coisas deixando-as para depois. Essa é a filosofia apresentada no livro A arte da procrastinação. Se você é do tipo que reluta em entregar as coisas no prazo estabelecido, se distrai facilmente, navega na internet em vez de pagar as contas, ou é do tipo que compra o presente do seu amigo a caminho da festa, este livro vai mudar sua vida. Com uma linguagem simples e direta, John Perry nos mostra, por meio de exemplos práticos, como repensar a importância de nossos afazeres e conseguir realizar todos eles (e muito mais!), mesmo quando adiamos aquelas tarefas mais chatas. Prepare-se para descobrir estratégias efetivas e cientificamente testadas contra a procrastinação, mas lembre-se de que, acima de tudo, é necessário aceitar sua tendência a deixar as tarefas para amanhã. Crie coragem, faça o que tem de ser feito, mas não deixe, é claro, de aproveitar o tempo que você perde.

Dicas para o Dia das Mães

O Dia das Mães está chegando, e se você ainda não pensou em um presente para a sua, podemos ajudar.

Preparamos uma lista com dicas de livros para todos os tipos de mães para você não errar no presente. De guerreira a boa de cozinha, de trabalhadoras e independentes a sonhadoras e religiosas, há sempre uma boa leitura que poderá inspirar e emocionar a sua mãe. Confira a lista!

Para mães guerreiras

  • Eu sou proibida, de Anouk Markovits: Partindo da zona rural da Europa Central pouco antes da Segunda Guerra, passando por Paris e chegando a Williamsburg, no Brooklyn dos dias de hoje, Eu sou proibida dá vida a quatro gerações de uma família chassídica em que as escolhas acabam levando duas irmãs para caminhos opostos.

Para mães batalhadoras

  • Eu sou Malala, de Malala Yousafzai: Aos dezesseis anos, Malala se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher.

Para mães politizadas

  • Almanaque 1964, de Ana Maria Bahiana: Com a linguagem mais descontraída do almanaque, muitas fotos, texto leve e altamente informativo, Ana Maria Bahiana faz um passeio delicioso e instrutivo por um tempo que ajudou a definir, com violência, paixão, som e fúria, o mundo de hoje.

Para mães nostálgicas

  • Nu, de botas, de Antonio Prata: O autor retrocede ao ponto de vista da criança e revive sua infância, em que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular – cômico, misterioso, lírico e encantado.

Para mães cult

  • Fim, de Fernanda Torres: O livro conta a história de um grupo de cinco amigos cariocas que rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos. Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia.

Para mães bem-humoradas

  • Bridget Jones: Louca pelo garoto, de Helen Fielding: Quatorze anos depois do último livro, o tempo se encarregou de trazer à vida de Bridget Jones outros dramas e dilemas, mas não levou embora seu jeito estabanado e a personalidade luminosa sem a qual ela não poderia enfrentar os momentos comoventes que a aguardam.

Para mães saudáveis

  • O melhor momento, de Jane Fonda: Abordando questões sobre sexo, amor, sociabilidade, espiritualidade, alimentação, atividade física e autoconhecimento na maturidade, Jane Fonda mostra como a fase após os sessenta anos pode ser aquela em que realmente nos tornamos as pessoas ativas, afetuosas e plenas que sempre deveríamos ter sido.

Para mães trabalhadoras

  • Faça acontecer, de Sheryl Sandberg: Eleita uma das dez mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes, Sheryl encoraja as mulheres a sonharem alto, assumirem riscos e se lançarem em busca de seus objetivos sem medo. Ela acredita que um maior número de mulheres na liderança levará a um tratamento mais justo de todas as mulheres.

Para mães independentes

  • O amor chegou tarde em minha vida, de Ana Paula Padrão: Neste livro comovente e inspirador, Ana Paula Padrão abre o jogo e revela que por trás da jornalista bem-sucedida há uma mulher profundamente humana, que amadureceu tendo de lidar com inseguranças, dores e desejos.

Para mães boas de cozinha

  • Pitadas da Rita, de Rita Lobo: Livro inédito de receitas e dicas que foram testadas e aprovadas pela chef Rita Lobo. Deliciosas e práticas, essas Pitadas prometem trazer novo fôlego para a cozinha do dia a dia.

Para mães vaidosas

  • Mulheres francesas não fazem plástica, de Mireille Guiliano: Mireille Guiliano, ex-presidente da Clicquot, Inc., revela os segredos e truques das francesas na alimentação, estilo e hábitos, e convida o leitor a abandonar alguns padrões, redefinir prioridades, aproveitar os anos de maturidade  e cuidar da aparência de uma nova forma, antes de recorrer ao bisturi do cirurgião plástico.

Para mães religiosas

  • A Igreja da misericórdia, de Papa Francisco: Escrevendo pela primeira vez como papa, Francisco nos passa uma bonita e esperançosa mensagem de misericórdia, em que busca rever seu papel no mundo moderno, ressaltando a importância de servir e acolher os necessitados.

Para mães sonhadoras

  • A invenção das asas, de Sue Monk Kidd: Uma obra-prima de esperança e ousadia, A invenção das asas usa a imagem histórica de Sarah Grimké para contar a história de duas mulheres que questionam as regras da sociedade em que vivem e buscam a liberdade.