mo willems

Semana duzentos e noventa e um

Terra Negra, Timothy Snyder (Tradução de Donaldson M. Garschagen e Renata Guerra)
Neste épico de extermínio e sobrevivência, Timothy Snyder apresenta uma nova explicação sobre o Holocausto e revela os riscos que corremos no século XXI. Com base em novas fontes e testemunhos, Terra negra descreve o extermínio de judeus como um evento mais compreensível do que gostaríamos de admitir, e por isso mais aterrorizante. O início do século XXI se parece com o início do século XX na medida em que preocupações crescentes com alimentos e água acompanham desafios ideológicos à ordem global. Nosso mundo se aproxima do de Hitler, e preservá-lo pede que encaremos o Holocausto como ele foi. Inovador e envolvente, Terra negra revela um Holocausto que não é apenas história, mas também advertência.

As meninas de Cabul, Jenny Nordberg (Tradução de Denise Bottmann)
Durante cinco anos de pesquisas no Afeganistão, a repórter Jenny Nordberg descobriu que algumas famílias criam suas filhas como se fossem meninos, tentando fazer com que a comunidade acredite que as crianças são de fato do sexo masculino. A prática, conhecida como “bacha posh”, foi revelada por Jenny em reportagem de grande repercussão no New York Times. Embora o Talibã tenha deixado o poder em 2001, muito do que aquela milícia fundamentalista acreditava sobre as mulheres continua em voga. Este livro mostra em detalhe os horrores de um ambiente machista, e serve de alerta para a comunidade internacional sobre um crime que nenhum relativismo cultural é capaz de atenuar.

Dois anos, oito meses e 28 noites, Salman Rushdie (Tradução de Donaldson M. Garschagen)
Depois de uma tempestade em Nova York, fatos estranhos começam a ocorrer. Um jardineiro percebe que seus pés não tocam mais o chão. Um quadrinista acorda ao lado de um personagem que parece um de seus desenhos. Ambos são descendentes dos djins, figuras mágicas que vivem num mundo apartado do nosso por um véu invisível. Séculos atrás, Bunia, princesa dos djins, apaixonou-se por um filósofo. Juntos, tiveram filhos que se espalharam pelo mundo humano. Quando o véu é rompido, tem início uma guerra que se estende por mil e uma noites — ou dois anos, oito meses e vinte e oito noites. Mais uma vez, Salman Rushdie cria uma obra prima sobre os conflitos ancestrais que permanecem no mundo contemporâneo.

Sim, eu digo sim, Caetano Waldrigues Galindo
Depois de publicar Ulysses, James Joyce disse que a receita para se tornar imortal era simples: bastava manter os críticos literários ocupados por décadas a fio. Foi a partir dessa ideia que Caetano Galindo, cuja tradução do Ulysses venceu os prêmios Jabuti, APCA e da Academia Brasileira de Letras, pensou neste guia. O leitor conhecerá melhor os passos de Bloom, Stephen e Molly naquele 16 de junho de 1904, mas também irá aprender sobre a própria natureza do romance e mais dezenas de assuntos que povoam essas páginas. Irá, sobretudo, ter um contato privilegiado com a leitura de um dos maiores especialistas em Joyce no Brasil, uma leitura calorosa, erudita e, mais que tudo, surpreendente.

Memória por correspondência, Emma Reyes (Tradução de Hildegard Feist)
Em 23 cartas enviadas entre 1969 e 1997 a seu amigo e confidente Germán Arciniegas, a artista plástica Emma Reyes relata as adversidades que viveu durante sua infância na Colômbia. Emma era filha ilegítima e, nesta autobiografia epistolar, conta desde suas lembranças mais antigas até o momento em que deixou o convento onde passou sua juventude, sem ao menos saber ler. Estes textos não só expõem um belíssimo relato pessoal, mas também descrevem o contexto da sociedade colombiana na década de 1930. Emma Reyes foi vítima de uma sociedade hipócrita e do mundo sombrio das comunidades religiosas, mas isso não impediu que ela construísse uma reconhecida carreira artística na França quando adulta.

Companhia das Letrinhas

A inacreditável história de 2 crianças perdidas, Jean-Claude R. Alphen
Gilda vivia aprisionada por um Ogro horrível. Era sempre muito obediente, porque não queria ser devorada. Godofredo também estava preso com uma Bruxa horrorosa. Ele tinha que fazer tudo que ela pedia e não tinha sossego nunca. Os dois não aguentam mais, vão ter que bolar um plano e juntar coragem para sair dessa situação, ou melhor, fugir!

Será que divido meu sorvete?, Mo Willems (Tradução de Liciane Côrrea)
O elefante Geraldo adora sorvete! Será que ele deve saborear sozinho seu doce predileto ou fazer uma surpresa para a Porquinha, dividindo com ela sua guloseima? Bem, talvez a Porquinha não goste daquele sabor… Por outro lado, um sorvete certamente vai deixá-la muito contente. Geraldo tem que tomar logo uma decisão, antes que o sorvete derreta! Mais uma divertida história para os pequenos leitores sobre a amizade, em que as ilustrações e o texto de Mo Willems se complementam, criando uma narrativa repleta de possibilidades de interpretação.

Meu amigo está triste, Mo Willems (Tradução de Luara França)
O elefante Geraldo está muito triste. A Porquinha não sabe o porquê, mas resolve fazer alguma coisa para ajudá-lo. Quem sabe arrumar uma fantasia bem divertida com os personagens que seu melhor amigo mais gosta não ajudaria? Ela tenta um robô, um palhaço, um caubói… e nada. Quando a Porquinha não sabe mais o que inventar, algo inesperado acontece. A solução para a tristeza de Geraldo vai fazer até os elefantes mais pessimistas sorrirem.

Semana duzentos e sessenta e sete

Sombras de reis barbudos, José J. Veiga
Publicado pela primeira vez em 1972,Sombras de reis barbudos foi tido como alegoria do regime militar brasileiro, ao contar a história de uma cidade que recebe a Companhia Melhoramentos de Taitara, símbolo da modernidade. Aos poucos, porém, a empresa impõe uma rotina tirânica aos moradores. Embora tenham influência do realismo mágico, seus livros não se encaixam nessa vertente; exploram o universo infantojuvenil, mas vão além do romance de formação. O leitor pode agora atestar por si só por que José J. Veiga é considerado um dos melhores autores brasileiros do século XX.

Claro Enigma

Se liga no som, Ricardo Tepeman
Não há como falar sobre o rap sem associá-lo ao racismo e à desigualdade social. Assim como nos Estados Unidos, os rappers brasileiros saíram dos bairros periféricos para se projetarem no cenário musical. Com posições de enfrentamento, outras mais apaziguadoras, questões caras sobre a sociedade brasileira emergem na produção artística desses jovens músicos. A ambiguidade do poder público em relação às batalhas de rua, o posicionamento dos rappers no mercado musical, a adesão da indústria fonográfica e de artistas consagrados são alguns dos temas tratados neste livro, que, longe de trazer respostas definitivas, propõe, a partir de uma introdução da história do rap, provocar, questionar, levantar dúvidas sobre essa nova e, acima de tudo, estimulante forma de fazer música.

Nos caminhos do barroco – Roteiros visuais do Brasil, Alberto Martins e Glória Kok
Poucas vezes um livro sobre arte atingiu um equilíbrio tão harmonioso entre clareza narrativa, simplicidade e erudição. Neste segundo volume da Coleção Roteiros Visuais no Brasil, Glória Kok e Alberto Martins fazem uma instigante incursão pelo período Barroco, guiando o leitor desde os primórdios do movimento até a sua consolidação como identidade nacional. Se a arte é em grande medida feita de forma, luz e movimento, entender o Barroco é saber como os artistas se apropriaram dessas ferramentas para criar a sua identidade. Ainda que instintivamente todos saibam sobre a arte barroca – seja pelo legado das cidades históricas como Tiradentes e Ouro Preto, seja pela figura do mestre Aleijadinho e suas igrejas, ou ainda pelos versos ácidos de Gregório de Matos, o Boca do Inferno, que disparavam críticas contra todas as classes sociais -, este é um livro essencial para quem deseja conhecer um período importante da história da arte no Brasil.

Seguinte

A bailarina fantasma – Anabela em quatro atos, Socorro Acioli
Anabela mal podia conter a empolgação quando seu pai foi o arquiteto escolhido para coordenar uma obra no Theatro José de Alencar, em Fortaleza. A proposta era que aquela casa de espetáculos maravilhosa mantivesse as mesmas características de quando foi inaugurada há mais de um século, em 1910. Em pouco tempo vira rotina para Anabela passar as tardes naquele teatro antigo fazendo a lição de casa enquanto o pai trabalha. Mas essa reforma acaba desenterrando mistérios escondidos há muitos e muitos anos… Para a surpresa de Anabela, uma bailarina translúcida e vestida de azul aparece dançando no palco e passeando pelos corredores, perseguindo Anabela. O que será que ela está fazendo ali? E por que será que apenas a garota consegue enxergá-la? Quem é essa bailarina e por que ela aparece?

Companhia das Letrinhas

Cartas Lunares, Rui de Oliveira
Um astrônomo solitário descobre uma nova pequena estrela; um exímio cantor tenta convencer a tecla favorita do seu pianoforte a não lhe abandonar; uma princesa ajuda três amigos – a Chuva, o Raio e o Trovão – a encontrar trabalho; um rei sem castelo conhece uma semente cantora; um grande astrônomo prevê a passagem de um cometa, que não chega. Nesta nova edição de Cartas Lunares, o premiado ilustrador Rui de Oliveira acrescenta uma quinta história para completar este conjunto lunar. São contos líricos, sobre a amizade e o amor, escritos e ilustrados com uma delicadeza ímpar.

Alfaguara

O elefante e a porquinha: Elefantes não dançam!, Mo Willems
O elefante Geraldo está convencido de não sabe dançar. Então a Porquinha, que é sua melhor amiga, resolve ajudá-lo. Juntos, eles ensaiam vários passos. E quando parece que Geraldo realmente não conseguirá acompanhar as instruções da Porquinha, algo surpreendente acontece…Quem disse mesmo que elefantes não sabem dançar?

Semana duzentos e sessenta e seis

Te vendo um cachorro, Juan Pablo Villalobos (Tradução de Sérgio Molina)
Te vendo um cachorro trata de uma mãe e de um vendedor de tacos obcecados por cães. Ela para aplacar a solidão; ele para lucrar um pouco mais com o seu negócio. É também a história de um garoto que herdou, não se sabe se por destino ou talento, a taqueria do tio e, com ela, a técnica de preparar tacos à base de filés caninos… Mas é possível que o cerne desse romance seja mesmo ironizar os desejos sexuais, a velhice, a vida adulta, a juventude, a literatura, os religiosos, os críticos, os leitores e o México.

A conexão Bellarosa – 4 novelas, Saul Bellow (Tradução de Caetano Waldrigues Galindo e Rogério Galindo)
As quatro novelas deste volume, escritas na fase final da vida do autor – Um furto, A conexão Bellarosa, Uma afinidade verdadeira e Ravelstein -, são o testemunho do talento e da vitalidade do maior renovador do romance americano depois de William Faulkner. Com temas como a perseguição ao próprio passado, as tragédias do século XX, o adultério e a comédia da vida intelectual, as histórias são tão divertidas e leves quanto melancólicas e intrincadas. Um triunfo.

Alfaguara

A orgia perpétua – Flaubert e Madame Bovary, Mario Vargas Ll0sa (Tradução de José Rubens Siqueira)
Neste ensaio memorável, Vargas Llosa mescla memória e erudição para falar de um autor essencial para a arte do romance: Gustave Flaubert. Vargas Llosa não fala apenas “por que Madame Bovary remexeu camadas tão profundas do meu ser, por que me deu o que outras histórias não conseguiram me dar”, fala também das circunstâncias em que Flaubert o escreveu, de suas dificuldades para encontrar “a palavra justa” em cada frase, e de suas frequentes discussões e ideias sobre a literatura. A orgia perpétua é uma porta de entrada ao mundo flaubertiano, mas é também uma experiência emocionante sobre a força transformadora da ficção.

A linha azul, Ingrid Betancourt (Tradução de Julia da Rosa Simões)
Buenos Aires, década de 1970. Julia, uma jovem que tem o misterioso dom de prever o futuro, se apaixona por Theo – um ativista político idealista. O caso de amor faz com que Julia se una à luta contra a ditadura argentina, marcando profundamente a trajetória de ambos. Mais tarde, grávida de poucos meses, Julia e Theo são capturados pelos militares. Após um período de torturas inimagináveis, eles conseguem. Somente anos depois, refugiados nos Estados Unidos, terão a chance de se reencontrar. Contudo, o casal nunca mais será o mesmo.

Um homem chamado Ove, Frederik Backman (Tradução de Paulo Chagas de Souza)
Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda. Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo. Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada uma de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda. Mas, quando uma estranha família se muda para a casa ao lado, Ove aos poucos passa a encarar o mundo de outra forma.

O elefante e a porquinha: Posso brincar também, Mo Willems (Tradução Nina Lua)
Em Posso brincar também?, o Elefante e a Porquinha estão brincando de jogar e pegar a bola quando aparece uma nova amiga para participar do jogo: a cobrinha. Mas cobras não tem braços e eles não sabem como dizer isso a ela. Será que conseguirão encontrar um jeito de incluí-la na brincadeira?

Suma de Letras

O risco, Rachel Van Dyken (Tradução de Flora Pinheiro)
Beth nunca fez nada de arriscado. De inconsequente. De divertido. Isso é, até acordar em um quarto de hotel ao lado de Jace, um senador sexy, que ela reencontrou em uma festa de casamento na noite anterior. O problema é que sua última lembrança da noite é estar na cama, abraçada a uma caixa de biscoitos, chorando copiosamente. E Jace também não se recorda de muito mais. Outro problema? Eles foram fotografados entrando juntos no hotel, e agora a mídia está em polvorosa, especulando quem é a misteriosa acompanhante do senador. Uma amiga? Uma antiga namorada? Uma… prostituta?