moacyr scliar

Links da semana

Hoje foram divulgados os vencedores do Troféu HQ Mix, e a Quadrinhos na Cia. foi escolhida a editora de quadrinhos do ano. Spacca (Jubiabá), Chris Ware (Jimmy Corrigan) e Craig Thompson (Retalhos) também foram premiados. Obrigado a todos que votaram em nosso trabalho!

Falando em premiações, a casa britânica Ladbrokes está aceitando apostas sobre o próximo ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. No momento, o poeta sueco Thomas Transtromer é o mais cotado para ganhar o prêmio.

Semana passada aconteceu a Homenagem a José Saramago, no SESC Vila Mariana. No site do programa Metrópolis você pode ver um trecho da apresentação. As fotos estão no nosso álbum do Picasa.

Uma pesquisa americana descobriu que um em cada quatro leitores de quadrinhos tem mais que 65 anos. A Raquel Cozer, do suplemento Sabático, entrevistou o quadrinista Joe Sacco, autor de Notas sobre Gaza.

A Juliana, do Portal PUC-Rio Digital, entrevistou Moacyr Scliar sobre seu novo livro, Eu vos abraço, milhões. A Kika, do Meia Palavra, escreveu uma resenha sobre o livro.

A revista Paris Review colocou em seu website todas as famosas entrevistas que realiza desde a década de 1950, com escritores como Truman CapoteJorge Luis BorgesJohn UpdikeGay Talese.

O Julio, do Digestivo Cultural, resenhou Ponto final, de Mikal Gilmore. O Mauro, do blog De vermes e outros animais rastejantes, falou sobre O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca.

Um longo artigo do New York Times fala dos julgamentos que decidirão o destino de documentos até então desconhecidos de Franz Kafka.

A Andréia, do Guia de Leitura, falou de AvóDezanove e o segredo do soviético, de Ondjaki. O Felipe, do Meia Palavra, leu Scott Pilgrim contra o mundo, de Bryan Lee O’Malley, e a Amanda, do blog O Café, resenhou Cachalote, de Daniel Galera e Rafael Coutinho.

O escritor Neil Gaiman disse pelo Twitter que está lendo Fábulas italianas, de Italo Calvino. A Kelly, do Blog da Cultura, falou sobre as manias que cada escritor tem.

O blog Classics Rock! se dedica exclusivamente a reunir músicas que mencionam ou foram inspiradas por livros, e o site Flavorwire critica os clichês em fotos de escritores.

O Evaldo falou em seu blog sobre Henry Louis Mencken, autor de O livro dos insultos. A Mariana, do Outra xícara por favor, resenhou O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder, e o Alfredo falou em seu blog de O senhor vai entender, de Claudio Magris.

Os designers da IDEO divulgaram um vídeo com três idéias de inovações que a leitura digital pode trazer para os livros.

E Malcolm Gladwell, em um artigo na New Yorker, desdenha da possibilidade de as redes sociais causarem alguma mudança real no mundo. O texto causou um certo furor na internet, e respostas a ele apareceram em sites como WiredThe Atlantic Wire.

Semana dezessete

Os lançamentos da semana foram:

Felicidade demais, de Alice Munro (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)
Nessa coletânea de contos da ganhadora do Man Booker Prize, personagens femininas protagonizam histórias arrebatadoras sobre sedução, os mistérios do passado, a finitude e promessas de felicidade intensa. São mulheres de idades e ocupações diversas, mas todas elas, a certa altura da vida, deparam com acontecimentos que mudam o rumo de suas vidas.

Eu vos abraço, milhões, de Moacyr Scliar
A primeira paixão de Valdo foi a leitura. A leitura o aproximou de Geninho. E Geninho o apresentou ao comunismo. A ideia de que a desigualdade fosse uma injustiça e de que houvesse pessoas lutando pelo fim da opressão social mudou a vida do garoto. Decidido a entrar para o Partido Comunista, Valdo abre as porteiras da estância e parte para a cidade grande em busca de um sentido para a vida.

A valsa dos adeuses, de Milan Kundera (Tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca)
Em um pequeno balneário decadente, oito personagens se encontram e desencontram como se rodopiassem ao som de uma valsa. Esterilidade, amor não correspondido, adultério, depressão, aborto: Kundera reúne neste romance todos os elementos que podem perturbar o amor.

Nome, sobrenome, apelido, de Renata Bueno e Mariana Zanetti
Logo que as crianças aprendem o seu próprio nome, gostam de mostrar que o decoraram inteirinho. Não que alguém entenda a resposta ao “Qual o seu nome”, mas daí percebemos como essa é uma questão importante e presente na vida delas, que vivem dando nomes, sobrenomes e apelidos às suas bonecas, bichos, brinquedos, amigos, desenhos… Neste livro, quinze histórias curtas, escritas em prosa, falam sobre cachorros, gatos, homens e mulheres e suas várias alcunhas.

Eu vos abraço, milhões

Por Luiz Schwarcz


Comitiva de Getúlio Vargas (ao centro) fotografada por Claro Jansson durante sua passagem por Itararé (São Paulo) a caminho do Rio de Janeiro após a vitoriosa Revolução de 1930.

Esse é o nome do novo livro de Moacyr Scliar que acaba de ser entregue para o editorial. Heloisa Jahn e eu já lemos e, animados, fizemos algumas poucas sugestões. Moacyr, com quem é ótimo trabalhar, incorporou as que julgou procedentes, e em setembro chega às livrarias um romance histórico, que trata das aventuras de um jovem simpatizante do Partido Comunista em busca de um norte pessoal e político, no Brasil de 1930, às vésperas da revolução que levou Getúlio Vargas ao poder. A capa será do Victor Burton, e a emoção, de todos nós, admiradores da literatura deste que é dos grandes escritores brasileiros vivos. O título é uma citação da Ode à alegria, do poeta alemão Friedrich Schiller, utilizada por Beethoven em sua Nona Sinfonia. A curiosidade fica por conta do fato de que, por coincidência, eu cheguei a pensar em usar a mesma frase como epígrafe de meu futuro livro, também a ser publicado em setembro.

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Luiz Schwarcz é editor da Companhia das Letras e autor de Minha vida de goleiro, entre outros. Seu novo livro se chama Linguagem de sinais, e será lançado pela editora ainda este ano.

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