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Semana vinte

Os lançamentos desta semana foram:

Introdução à história da filosofia — Volume 2, de Marilena Chaui
Nesta aguardada e inédita segunda parte da Introdução à história da filosofia, Marilena Chaui aborda as escolas helenísticas. O rigor dos conceitos filosóficos se combina à leveza do texto, convidando novos leitores a entrar no universo da filosofia, árduo na exigência de reflexão e, ao mesmo tempo, de incomparável beleza.

Atlas, de Jorge Luis Borges com María Kodama (Tradução de Heloisa Jahn)
Em 1984, Borges reuniu pela primeira vez num volume os relatos de suas andanças pelo mundo. O resultado é uma coletânea ímpar em capa dura de breves textos permeados pelas lembranças dos locais que amorosamente visitou, ilustrados pelas fotos de sua companheira, María Kodama.

O grande, de Juan José Saer (Tradução de Heloisa Jahn)
Construída com elementos de romance policial, a obra póstuma de Saer se desenvolve em torno de uma pergunta central: por que Willi Gutiérrez voltou a sua cidade natal depois de trinta anos de ausência? Uma obra brilhante, do escritor que a crítica considera um dos maiores desta virada de século.

Operação Massacre, de Rodolfo Walsh (Tradução de Hugo Mader)
Publicado em 1957, Operação Massacre narra os bastidores da ação policial que resultou no fuzilamento clandestino de doze civis acusados de conspirar contra o governo ditatorial que depusera Perón um ano antes. Ao empregar técnicas narrativas da ficção, esta reportagem inaugura o jornalismo literário na Argentina.

Essencial Jorge Amado (Seleção e introdução de Alberto da Costa e Silva)
Escritor profícuo, Jorge Amado também é dono de uma das obras mais vastas da literatura brasileira. Neste Essencial Jorge Amado, o historiador Alberto da Costa e Silva, que, ao lado de Lilia Moritz Schwarcz, coordena a Coleção Jorge Amado na Companhia das Letras, realizou uma seleção a fim de oferecer ao leitor um panorama geral desta obra. Como ocorre na coleção Portable, da Penguin, que inspirou a série, Essencial Jorge Amado dá um giro por toda a produção do autor: são trechos de romances, reportagens, contos e uma novela completa, A morte e a morte de Quincas Berro d’Água. Cada trecho é precedido de um comentário de Alberto da Costa e Silva, que contextualiza a obra e a aproxima do leitor de hoje.

Muchacha, de Laerte
Partindo dos bastidores de uma série de tevê da década de 1950 — e do enlouquecimento de um de seus protagonistas —, Laerte cria uma história que é ao mesmo tempo homenagem e reinvenção dos antigos programas televisivos de aventura. Série publicada originalmente na Folha de S.Paulo, Muchacha é, nas palavras do autor, o primeiro “graphic-folhetim” de sua carreira.

Memória de elefante, de Caeto
Seguindo a trilha aberta por autores de romances gráficos autobiográficos como Art Spiegelman e David B., em Memória de elefante o quadrinista Caeto transforma sua vida em matéria-prima para uma epopeia de dissabores sucessivos, empregos miseráveis, lares inabitáveis e porres monumentais.