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Semana cento e sessenta e um

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Os lançamentos desta semana são:

A prisão da fé, de Lawrence Wright (Trad. Laura Teixeira Motta e Denise Bottmann)
Das religiões surgidas nas últimas décadas, poucas angariaram a riqueza e o poder da Igreja da Cientologia. Conhecida como a “religião das celebridades”, a cientologia diz contar com milhões de membros ao redor do globo, e seus praticantes mais graduados às vezes são descritos como pessoas com poderes sobre-humanos. Assim, cada passo da igreja foi também acompanhado de escândalos, polêmicas e guerras judiciais. Para trazer à tona os bastidores do enigmático culto que atraiu atores como John Travolta e Tom Cruise, Lawrence Wright, vencedor do prêmio Pulitzer pelo livro-reportagem O vulto das torres — A Al-Qaeda e o caminho até 11/9, realizou mais de duzentas entrevistas com cientologistas e ex-membros da igreja, a maioria deles falando pela primeira vez com um jornalista. Wright combinou ao trabalho de campo anos de pesquisa em arquivos, traçando, assim, o mais completo panorama que se tem do funcionamento interno da Igreja da Cientologia. Com imparcialidade e sem cair num sensacionalismo fácil, mostra como a igreja persegue celebridades e como elas são usadas para promover os objetivos do Sea Org, o clero da organização, cujos membros assinam um contrato de 1 bilhão de anos com a igreja. Mostra ainda as perseguições e humilhações que recaem sobre muitos que se pronunciaram contra a cientologia, ou que às vezes apenas tentavam escapar dela. O resultado é uma reportagem corajosa sobre a igreja e seus líderes, mas também uma reflexão profunda sobre a natureza da fé.

Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade
Publicado em 1930, Alguma poesia é um desses momentos chave em qualquer cultura literária: a estreia de um autor que marcaria as gerações futuras, no caso o mineiro Carlos Drummond de Andrade. Com poemas que desde então se impuseram como clássicos do nosso modernismo, como “Poema de sete faces”, “No meio do caminho”, “Infância”, “O sobrevivente”, o livro já demonstrava os caminhos a serem traçados pelo poeta ao longo de sua longa e produtiva carreira, como o lirismo, a memória familiar, o humor meio gauche, a meditação sobre a brevidade da vida. Um dos livros mais importantes da literatura brasileira, Alguma poesia cativa desde sempre os leitores da melhor poesia.

Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari
Uma agência de turismo especializada em locais mal-assombrados que não existem. Uma seita que quer trazer de volta um antigo deus-serpente dos celtas. Um grupo de terroristas que pretende destruir simbolicamente a Irlanda. É na rota de colisão entre esses elementos que Daniel Pellizzari, de volta à ficção após oito anos, extrai um romance ao mesmo tempo sombrio e cômico sobre o amor nos tempos do apocalipse. Através das vozes de Magnus Factor, Bartholomew O’Shaugnessy, Demetrius Vindaloo e outros idiotas extraordinários, somos conduzidos por uma Dublin que deve menos aos guias turísticos do que aos becos escuros, às epidemias de tifo e às revoluções impossíveis.

Os transparentes, de Ondjaki
Ondjaki faz neste romance um painel ficcional poderoso de Angola a partir de histórias permeadas pelo afeto, pela imaginação e pelas vozes de moradores de um bairro de Luanda. A narrativa captura o leitor por meio de uma linguagem poética e bem-humorada, retratando um país dividido entre a modernidade pós-colonial e as tradições africanas. Os personagens protagonizam uma coleção de histórias vividas nos dias de hoje. São pessoas simples e extraordinárias, jovens e velhas, sofridas e esperançosas, autoridades e gente comum. São angolanos — e também estrangeiros —, habitantes de Luanda e de outras regiões, com seus hábitos e tradições, suas atribulações diárias, seus desejos e sonhos.

Essencial Celso Furtado, de Celso Furtado
Celso Furtado (1920-2004) é economista com uma trajetória fecunda e original. Seu horizonte sempre foi além da economia, abarcando as dimensões histórica, social, política e cultural dos problemas estudados, fossem do Nordeste, da América Latina — onde trabalhou muitos anos —, dos Estados Unidos ou da Europa — onde passou o longo exílio. Renomado teórico do subdesenvolvimento e da dependência, pioneiro do estruturalismo latino-americano, é, acima de tudo, um dos mais lúcidos intérpretes do Brasil. Esta edição, que traz alguns trabalhos inéditos, divide-se em quatro eixos: textos autobiográficos, pensamento econômico, pensamento político e reflexões sobre cultura, ciência e profissão de economista. A divisão temática ajudará o leitor a captar a abrangência de uma obra vasta, marcada pela visão interdisciplinar e global que tem interessado, mais e mais, estudantes e pesquisadores não só da área de economia como de ciências políticas, cultura e relações internacionais.

Editora Paralela

Porque você é minha, de Beth Kery (Trad. Alexandre Boide e Carolina Caires Coelho)
No momento que Francesca e Ian se conheceram, a atração foi imediata. Pura e intensamente física. Para Ian, ela era o tipo de mulher à qual não conseguiu resistir: totalmente inocente. Para Francesca, ele era o cara que a fascinava, mas também a amedrontava — sombrio, intenso, controlador e inacessível. A tensão entre os dois é enlouquecedora e, por mais que tentem resistir, entregar-se a essa paixão é algo inevitável. Render-se a esse desejo é tentador e provocante, mas uma paixão tão arrebatadora seria capaz de ensinar um homem completamente inflexível a amar?

Editora Seguinte

Infinity Ring: Dividir e conquistar, de Carrie Ryan (Trad. Flávia Souto Maior)
Depois de garantirem que Colombo descobrisse a América e que a Revolução Francesa fosse um sucesso, Dak, Riq e Sera viajam com o Anel do Infinito para tentar corrigir mais uma falha histórica e salvar a humanidade. O cenário é a Paris medieval, e centenas de navios tripulados por guerreiros vikings estão cercando a região, prontos para exigir que a população se renda. Sem saber ao certo que caminho tomar, os três jovens acabam causando uma guerra entre os parisienses e os nórdicos invasores, e se preparam para defender a cidade. Mas a situação se complica quando Dak é capturado e forçado a lutar junto ao exército adversário. Em meio a chuvas e flechas, jatos de óleo quente e ataques de catapultas, os três viajantes só conseguirão sair vivos — e continuar sua missão de restituir a ordem do mundo — se encontrarem um aliado entre os soldados inimigos mais ferozes da história.

Semana cento e dezesseis

Os lançamentos desta semana são:

Bahia de todos-os-santos, de Jorge Amado
Há poucas cidades no mundo tão fascinantes, complexas e repletas de história quanto Salvador. E que outro guia melhor do que Jorge Amado para desvelar os encantos, mistérios — e mazelas — seculares de suas ruas, ladeiras, terreiros, igrejas, mercados, trapiches e praias? O autor de tantos romances ambientados em Salvador, responsável em grande parte pela difusão de sua mitologia popular pelo mundo afora, abre aqui de modo generoso as portas da cidade para quem quiser conhecê-la, mas sem perder o olhar crítico e transformador. Diferentemente dos guias turísticos e prospectos oficiais, este livro, publicado originalmente em 1944 e alvo de sucessivas atualizações, não esconde o lado obscuro da capital baiana, seus bairros miseráveis e sem higiene, a vida dura e sem perspectivas da população mais pobre, bem como a deterioração paulatina do meio ambiente e da arquitetura. Bahia de todos-os-santos entrega ao leitor a cidade por inteiro, não só na paisagem física mas também em seus ritos tradicionais e em seus costumes cotidianos.

Notícias do planalto, de Mario Sergio Conti (Edição econômica, com novo posfácio)
“Com sua força narrativa concentrada, um amplo panorama de personagens de cima e de baixo, denso nos detalhes, e com um desenlace dramático à altura, lê-se Notícias do Planalto como um trabalho documental de Balzac. Sem poupar ninguém — proprietários, comentaristas ou repórteres —, o livro quebrou o tabu fundamental da imprensa: cachorro não come cachorro.” Foi assim que Perry Anderson, um dos grandes historiadores ingleses, classificou Notícias do Planalto num ensaio na London Review of Books. Lançado em 1999, o livro deflagrou uma imensa controvérsia acerca das relações perigosas entre a imprensa e o poder e entre jornalistas e donos de órgãos de comunicação. Com mais de 70 mil exemplares vendidos, entrou para a bibliografia básica de inúmeras faculdades de jornalismo.

Os inimigos íntimos da democracia, de Tzvetan Todorov (Trad. Joana Angélica d’Ávila Melo)
Em Os inimigos íntimos da democracia, Todorov emite um enfático alerta contra a maior ameaça à sobrevivência dos valores democráticos no século XXI: as estruturas autoritárias gestadas nas entranhas do próprio sistema político ocidental. Para o autor, o risco de uma regressão global a modos de agir e pensar típicos do totalitarismo é o efeito mais alarmante da perversão interna dos valores democráticos nas últimas décadas. Todorov denuncia os descomedimentos da política contemporânea por meio de uma lúcida compreensão dos discursos ideológicos em jogo nos conflitos decisivos da realidade social.

Aninha, a pestinha, de Juliet Mickelbugh (Trad. Eduardo Brandão)
Aninha era sempre uma gracinha — pintava que era uma gracinha, cantava que era uma gracinha, e todo mundo só dizia: “Que gracinha, a Aninha!”. Mas, irritada com a situação, um dia resolveu passar a fazer só abobrinha. Falava de boca cheia, subia na cadeira, rabiscava a mesa inteira, pintava as paredes de casa, respondia para os adultos, só aprontava confusão! Logo, logo, para todos tinha virado “a pestinha”. Foi aí que ela percebeu que não queria ser nem uma coisa nem outra: queria mais ser ela mesma, só a Aninha.

O voo do golfinho, de Ondjaki
E se todos tivéssemos o dom de mudar de corpo ao longo da vida? E se voar fosse mesmo possível para todos os que sempre desejaram ter asas? Esta é a história de um golfinho que queria ser passarinho e que um dia ousou dar um salto a mais…

A força da escravidão, de Sidney Chalhoub
“Esses escravos ilegais estão a todo momento e por toda parte em presença das autoridades brasileiras, mas eles não são vistos.” A irônica observação de um cônsul britânico diante do escândalo dos africanos escravizados sintetiza o descaso criminoso a que a cidadania dos negros foi submetida no Brasil oitocentista. Em aberta afronta ao direito internacional, mais de 750 mil pessoas foram contrabandeadas para o país após a lei de 1831 que proibia o comércio de cativos. por outro lado, a notória tolerância das autoridades em relação aos horrores do tráfico deteriorava a já instável condição social dos ex-escravos e dos nascidos livres, sinalizando-lhes que seus direitos pouco valiam contra a força avassaladora do poder escravista. Apoiado numa abrangente pesquisa em arquivos da época, o historiador Sidney Chalhoub demonstra como a precária experiência da liberdade dos negros esteve à mercê da cumplicidade entre o Estado e as classes proprietárias durante a maior parte do Segundo Reinado.

Fora do tempo, de David Grossman (Trad. Paulo Geiger)
Em 12 de agosto de 2006, o sargento Uri Grossman foi morto no Líbano, a dois dias do cessar-fogo em nome do qual seu pai, o escritor David Grossman, havia se manifestado anteriormente, em público, ao lado de Amós Oz e A. B. Yehoshua. Cinco anos depois, o ficcionista oferece uma investigação das maneiras de dizer o luto, fazendo a poesia e o maravilhoso ressoarem num espaço próprio, embora permeado pela política e pela biografia. Destituídas das virtudes mágicas capazes de dar corpo ao ausente, as palavras ainda assim insuflam vida em quem encontra fôlego para dizê-las. Em algum ponto da jornada inconcebível limite entre “aqui” e “lá”, o enlutado vislumbra uma hipótese de caminho de volta do exílio. Com Fora do tempo, Grossman testemunha, mais uma vez, que a vida não acabou. Confiando nas virtudes da escrita, ele prossegue em busca das imagens “em alta resolução”, pelas quais “vivemos a nossa própria vida, não um clichês que outros formularam para nós”, conforme declarou certa vez em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Uma certa justiça, de P. D. James (Trad. Celso Nogueira)
O crime central deste romance é o assassinato de Venetia Aldridge, uma mulher obsessiva e arrogante que, dedicando-se de corpo e alma à advocacia criminal, conseguiu chegar ao topo da carreira, brilhando no tribunal mais famoso da obsessiva e arrogante que, dedicando-se de corpo e alma à advocacia criminal, conseguiu chegar ao topo da carreira, brilhando no tribunal mais famosos da Inglaterra, o Old Bailey. Foi lá que realizou a defesa de Garry Ashe, um jovem acusado do assassinato brutal de sua tia. Venetia, porém, não poderia prever que um mês depois seria morta com violência em seu próprio escritório — pois, como diz P.D. James no início deste livro, “os assassinos não costumam alertar suas vítimas”. Por mais hábeis que sejam, entretanto, os criminosos sempre deixam pistas, e segui-las é o trabalho do inspetor Adam Dalgliesh e de sua equipe da Scotland Yard. Uma das melhores autoras do romance policial, Phyllis Dorothy James nasceu em 1920 e só estreou na literatura em 1962. Desde então, publicou cerca de duas dezenas de livros.

Vencedores do 52º Prêmio Jabuti


(Foto por Danilo Máximo)

O Prêmio Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do Livro, divulgou hoje de manhã os vencedores da edição de 2010. Abaixo você vê os livros premiados da Companhia das Letras; a lista completa está no site do Jabuti. Estamos muito felizes porque, além de tudo, a Companhia foi a editora com mais obras premiadas este ano! Parabéns a todos os autores e colaboradores!

Romance:
2º – Leite derramado – Chico Buarque

Juvenil:
1º – AvóDezanove e o segredo do soviético – Ondjaki

Infantil:
2º – Carvoeirinhos – Roger Mello
3º – A visita dos 10 monstrinhos – Angela-Lago

Ciências humanas:
3º – Um enigma chamado Brasil – André Botelho, Lilia Moritz Schwarcz

Poesia:
3º – Lar, – Armando Freitas Filho

Biografia:
2º – Padre Cícero – Poder, fé e guerra no Sertão – Lira Neto

Reportagem:
1º – O leitor apaixonado – Prazeres à luz do abajur – Ruy Castro

Teoria e crítica literária
1º – A clave do poético – Benedito Nunes
2º – O controle do imaginário & a afirmação do romance – Luiz Costa Lima

Capa:
1º – O resto é ruído – Alex Ross (capa por Retina_78)

Tradução de obra literária do espanhol para o português:
1º – Purgatório – Tomás Eloy Martínez (tradução por Bernardo Ajzenberg)

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O Jabuti agora abriu a votação para o melhor livro de ficção e de não-ficção escolhido por Júri Popular : basta ir na página do prêmio e votar no seu favorito de cada categoria. Para facilitar a sua decisão, clique nas capas abaixo e leia um trecho de cada livro:

Links da semana

Hoje foram divulgados os vencedores do Troféu HQ Mix, e a Quadrinhos na Cia. foi escolhida a editora de quadrinhos do ano. Spacca (Jubiabá), Chris Ware (Jimmy Corrigan) e Craig Thompson (Retalhos) também foram premiados. Obrigado a todos que votaram em nosso trabalho!

Falando em premiações, a casa britânica Ladbrokes está aceitando apostas sobre o próximo ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. No momento, o poeta sueco Thomas Transtromer é o mais cotado para ganhar o prêmio.

Semana passada aconteceu a Homenagem a José Saramago, no SESC Vila Mariana. No site do programa Metrópolis você pode ver um trecho da apresentação. As fotos estão no nosso álbum do Picasa.

Uma pesquisa americana descobriu que um em cada quatro leitores de quadrinhos tem mais que 65 anos. A Raquel Cozer, do suplemento Sabático, entrevistou o quadrinista Joe Sacco, autor de Notas sobre Gaza.

A Juliana, do Portal PUC-Rio Digital, entrevistou Moacyr Scliar sobre seu novo livro, Eu vos abraço, milhões. A Kika, do Meia Palavra, escreveu uma resenha sobre o livro.

A revista Paris Review colocou em seu website todas as famosas entrevistas que realiza desde a década de 1950, com escritores como Truman CapoteJorge Luis BorgesJohn UpdikeGay Talese.

O Julio, do Digestivo Cultural, resenhou Ponto final, de Mikal Gilmore. O Mauro, do blog De vermes e outros animais rastejantes, falou sobre O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca.

Um longo artigo do New York Times fala dos julgamentos que decidirão o destino de documentos até então desconhecidos de Franz Kafka.

A Andréia, do Guia de Leitura, falou de AvóDezanove e o segredo do soviético, de Ondjaki. O Felipe, do Meia Palavra, leu Scott Pilgrim contra o mundo, de Bryan Lee O’Malley, e a Amanda, do blog O Café, resenhou Cachalote, de Daniel Galera e Rafael Coutinho.

O escritor Neil Gaiman disse pelo Twitter que está lendo Fábulas italianas, de Italo Calvino. A Kelly, do Blog da Cultura, falou sobre as manias que cada escritor tem.

O blog Classics Rock! se dedica exclusivamente a reunir músicas que mencionam ou foram inspiradas por livros, e o site Flavorwire critica os clichês em fotos de escritores.

O Evaldo falou em seu blog sobre Henry Louis Mencken, autor de O livro dos insultos. A Mariana, do Outra xícara por favor, resenhou O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder, e o Alfredo falou em seu blog de O senhor vai entender, de Claudio Magris.

Os designers da IDEO divulgaram um vídeo com três idéias de inovações que a leitura digital pode trazer para os livros.

E Malcolm Gladwell, em um artigo na New Yorker, desdenha da possibilidade de as redes sociais causarem alguma mudança real no mundo. O texto causou um certo furor na internet, e respostas a ele apareceram em sites como WiredThe Atlantic Wire.

Semana quinze

Ynari, a menina das cinco tranças, de Ondjaki (Ilustrações de Joana Lira)
O que faz uma menina que guarda as palavras no coração quando conhece a guerra? Com a ajuda de suas cinco tranças, Ynari vai dar aos povos em conflito as palavras que enfim lhes faltavam, mas também tem muito a aprender com essa aventura, como um novo sentido, cheio de magia, para uma palavra antiga: “amizade”. Ondjaki usa seu talento de poeta e a oralidade do português angolano para falar às crianças sobre as duras marcas que os quase trinta anos de guerra civil deixaram em seu país. Alguns termos típicos da cultura africana são esclarecidos em um glossário ao final do livro.