pernilla stalfelt

Semana duzentos e noventa e cinco

Cidade em chamas, Garth Risk Hallberg (Tradução de Caetano Waldrigues Galindo)
Nova York, 1976. O sonho hippie acabou, e dos escombros surge uma nova cultura urbana. Saem as mensagens de paz e amor e as camisetas tingidas, entram as guitarras desafinadas, os acordes raivosos e os coturnos caindo aos pedaços. Por toda a cidade brotam galerias de arte e casas de show esfumaçadas. É nesse cenário que Garth Risk Hallberg situa esta obra colossal, aclamada pela crítica como uma das grandes estreias literárias de nosso tempo. Combinando o ritmo de um thriller ao escopo dos grandes épicos da literatura, Garth Risk Hallberg constrói um meticuloso retrato de uma metrópole em transformação. Dos altos salões do poder às ruelas do subúrbio, ele captura a explosão social e artística que definiu uma década e transformou o mundo para sempre. Cidade em chamas é um romance inesquecível sobre amor, traição e perdão, sobre arte e punk rock. Sobre pessoas que precisam umas das outras para sobreviver. E sobre o que faz a vida valer a pena.

Voltar para casa, Toni Morrison (Tradução de José Rubens Siqueira)
Frank Money volta da Guerra da Coreia com mais do que cicatrizes visíveis em seu corpo. Veterano como tantos outros, vive em profundo conflito com seus fantasmas, perturbado pela enorme culpa de ser um sobrevivente e pelas atrocidades que cometeu. Ao se deparar com um país racista e segregado, ele reluta em voltar à sua cidade natal na Geórgia, onde deixou dolorosas memórias de infância e a pessoa que lhe é mais querida, a irmã Ycidra. Ci sobreviveu como pôde aos anos de ausência do irmão, numa sociedade machista e opressiva em que as mulheres não têm vez, são sistematicamente abandonadas pelos maridos e muitas vezes mutiladas sem piedade. Ainda que não seja um soldado, é com imperativos que a menina foi criada: “Amarre o sapato, largue essa boneca de trapo e pegue a vassoura descruze as pernas vá tirar as ervas daninhas daquele jardim endireite as costas não me responda”. O ambiente nos Estados Unidos dos anos 1950 é tão hostil — que não se diferencia muito de um campo de batalha –, especialmente para uma mulher. Nesse mundo desfigurado, ao se reencontrarem no caminho de volta para casa, os irmãos poderão enfim ressignificar seu passado e voltar a ver com esperança o futuro. Afinal, o que é o lar, senão o lugar onde estão os nossos afetos? É no retorno à casa e no amor fraterno que Frank poderá entender sua experiência traumática na guerra e reencontrar uma força que já não acreditava ter.

Censores em ação, Robert Darnton (Tradução de Rubens Figueiredo)
Em Censores em ação, Robert Darnton recria três momentos em que a censura restringiu a expressão literária. Na França, no século XVIII, censores, autores e livreiros colaboravam no fazer literário ao navegar na intricada cultura do privilégio em torno da realeza. Em 1857, na Índia, o Rajá britânico empreendeu uma investigação minuciosa dos aspectos da vida no país, transformando julgamentos literários em sentenças de prisão. Na Alemanha Oriental, a censura era tão onipresente que se instaurou na mente dos escritores como autocensura, com sequelas visíveis para a literatura nacional. Ao enraizar a censura nas particularidades da história, este estudo revelador expõe o impacto da repressão na literatura.

Seguinte

Maré congelada — A queda dos reinos vol.4, Morgan Rhodes (Tradução de Flávia Souto Maior)
As disputas pela Tétrade, quatro cristais mágicos capazes de conferir poderes inimagináveis a quem os encontrar, continua. Amara roubou o cristal da água, Jonas conseguiu o da terra, Felix enganou os rebeldes para ficar com o cristal do ar, e Lucia está com o do fogo. Mas nem todos sabem como ativar a magia da Tétrade, e apenas a princesa feiticeira conquistou poder até agora, aliando-se ao deus do fogo que libertou de seu cristal. Gaius, o Rei Sanguinário, também não desistiu de encontrar os cristais. Ele está mais sedento por poder do que nunca, especialmente agora que não conta mais com a ajuda da imortal Melenia nem com o apoio de Magnus, o herdeiro que o traiu para poupar a vida da princesa Cleo. Para conquistar todo o mundo conhecido, Gaius resolve atravessar o mar gelado até Kraeshia, e tentar um acordo com o imperador perverso de lá. No caminho, o rei vai encontrar muitas dificuldades e inimigos, como Amara, princesa de Kraeshia, que tem seus próprios planos para conquistar o poder.

Na estrada Jellicoe, Melina Marchetta (Tradução de Guilherme Miranda)
A pequena cidade de Jellicoe, na Austrália, vive uma guerra territorial travada entre três grupos: os estudantes do internato, os adolescentes da cidade e os alunos de uma escola militar que acampa na região uma vez por ano. Taylor é líder de um dos dormitórios do internato e foi escolhida para representar seus colegas nessa disputa. Mas a garota não precisa apenas liderar negociações: ela vai ter que enfrentar seu passado misterioso e criar coragem para finalmente tentar compreender por que foi abandonada pela mãe na estrada Jellicoe quando era criança. Hannah, a única adulta em quem Taylor confia e que poderia ajudar, desaparece repentinamente — e a pista sobre seu paradeiro é um manuscrito que narra a história de cinco crianças que viveram em Jellicoe dezoito anos atrás…

Companhia das Letrinhas

Quem é você?, Pernilla Stalfelt (Tradução de Fernanda Sarmatz Åkesson)
Pode ser surpreendente encontrar alguém tão diferente de nós. Podemos ficar de queixo caído e não entender muito bem o por quê de alguém se vestir com determinada roupa, acreditar em certa coisa ou ter uma opinião oposta à nossa. Mas será que, mesmo com essas disparidades, somos tão diferentes assim? O que temos de parecido? Quem é você é um livro sobre tolerância, que nos mostra que somos tão parecidos quanto diferentes, e por isso somos todos iguais!

Portfolio-Penguin

Um ano com Peter Drucker, Joseph A. Maciariello (Tradução de André Fontenelle)
Um ano de curso de liderança, dividido em lições semanais curtas com base no programa de coaching de Peter Drucker, em publicações inéditas e em leituras selecionadas das obras clássicas do guru da administração, foi compilado por Joseph A. Maciariello, seu colaborador durante a vida toda. Este livro destila a essência do programa pessoal de mentoria de Peter Drucker num curso de 52 semanas muito simples de acompanhar, explorando temas que Drucker considerava os mais importantes no desenvolvimento de lideranças. A sabedoria de uma vida inteira está concentrada num volume essencial que serve tanto a antigos admiradores de Drucker como a jovens executivos que descobrirão agora o seu brilhantismo e a oportunidade inestimável de aprender com este grande mestre.

Suma de Letras

O cisne e o chacal, J.A. Redmerski (Tradução de Michele Vartuli)
Fredrik Gustavsson nunca considerou a possibilidade de se apaixonar — certamente nenhuma mulher entenderia seu estilo de vida sombrio e sangrento. Até que encontra Seraphina, uma mulher tão perversa e sedenta de sangue quanto ele. Eles passam dois anos juntos, em uma relação obscura e cheia de luxúria. Então Seraphina desaparece. Seis anos depois, Fredrik ainda tenta descobrir onde está a mulher que virou seu mundo de cabeça para baixo. Quando está próximo de descobrir seu paradeiro, ele conhece Cassia, a única pessoa capaz de lhe dar a informação que tanto deseja. Mas Cassia está ferida após escapar de um incêndio, e não se lembra de nada. Fredrik não tem escolha a não ser manter a mulher por perto, porém, depois de um ano convivendo com seu jeito delicado e piedoso, ele se descobre em uma batalha interna entre o que sente por Seraphina e o que sente por Cassia. Porque ele sabe que, para manter o amor de uma, a outra deve morrer.

Semana duzentos e trinta e oito

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O pai Goriot, de Honoré de Balzac (Tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
Um comerciante decadente ama as filhas de modo incondicional e assiste apático a sua fortuna sendo consumida pelos caprichos de sua prole e um estudante de direito deseja de todo modo inserir-se na alta sociedade parisiense e para isso abandona, aos poucos, os padrões morais para atingir seu objetivo. Balzac apresenta ao leitor as várias facetas de uma sociedade cruel, de moral elástica e dividida entre as regras de um passado regido pela nobreza e a nova ordem social em que o dinheiro é o protagonista.

Companhia das Letrinhas

Dudu e a Caixa, de Stela Greco Loducca (Ilustrações de Jean-Claude R. Alphen)
Quando a campainha tocava, Dudu adorava ficar imaginando quem estava do outro lado da porta. Até que um dia, chegou para sua mãe uma encomenda dentro de uma embalagem bem grande. Ou melhor, aquilo até podia ser uma simples embalagem de papelão, mas para Dudu ela se tornou um carro potente, uma prisão para bandidos perigosos, um barco cheio de navegantes e tudo mais que a criatividade dele permitiu. Mas pena que a brincadeira não durou para sempre. De repente, a caixa não estava mais lá. Onde será que tinha ido parar?

O estranho caso da massinha fedorenta, de Heloisa Prieto (Ilustrações de Adriana Fernandes)
Na classe de Caio, Estela, Flora, Victoria e João Afonso, a mania de brincar de massinha pegou pra valer. Eram cachorros barrigudos e serpentes peçonhentas de um lado, bolas espaciais e seres extraterrestres de outro — e farinha por todos os cantos. Mas no meio de tantas cores, formatos e ideias, um pote cheio de uma massa pra lá de esquisita e fedida chamou a atenção das crianças. Como aquela coisa tinha ido parar ali? É assim que toda a turma — e também os leitores — vão perceber que os mistérios podem surgir a qualquer hora e em qualquer lugar, e será preciso coragem para encarar o desafio de desvendar esse estranho e fedido caso.

O livro da vida, de Pernilla Stalfelt (Tradução de Fernanda Sarmatz Åkesson)
Este livro não pretende dar uma definição exata sobre o que é a vida — até porque isso seria impossível! —, mas sim, com palavras simples e ilustrações divertidas, trazer ao pequeno leitor temas que dizem respeito a todos que estão ou um dia já estiveram vivos. Pensando sobre essas questões, que costumam passar batidas no dia a dia, será possível perceber como a vida é importante e que cada um pode viver à sua maneira, mas também que todos nós passamos por algumas experiências em comum, como nascer, comer, respirar e envelhecer, e que então não estamos sozinhos no mundo.