reinaldo moraes

Prepare-se para a Flip

Hoje tivemos a coletiva da Festa Literária Internacional de Paraty, que anunciou os convidados de sua 13ª edição. Em 2015, a Flip vai acontecer entre os dias 1º e 5 de julho e tem como autor homenageado Mário de Andrade. A Companhia das Letras e a Objetiva têm diversos autores entre os convidados deste ano. Conheça!

Colm Tóibín

TÓIBÍN, Colm_Steve Pyke-1

Um dos principais nomes da ficção estrangeira, o irlandês Colm Tóibín ganhou o Costa Book Award e o Los Angeles Times Book Prize, entre diversos outros prêmios. É autor de seis livros, todos publicados no Brasil pela Companhia das Letras: A luz do farol (2004), O mestre (2005), Mães e filhos (2008), Brooklyn (2011) — que ganhou uma adaptação para os cinemas — e O testamento de Maria (2013). Seu romance mais recente, Nora Webster, está nas listas de melhores livros de 2014 dos principais jornais e revistas literárias, e chega em junho às livrarias brasileiras. O autor vive em Dublin e em Nova York.

Mesa Encontro com Colm Tóibín — Quinta-feira, 2 de julho, às 19h30.

Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz nasceu no Rio de Janeiro em 1961. É autor de, entre outros, Martelo (1997), Desassombro (2002) — vencedor do prêmio Alphonsus Guimarães, da Biblioteca Nacional, de melhor livro de poesia de 2002 — e Cinemateca (2008). É professor de literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, além de autor, também foi organizador de livros como Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), de Caetano Veloso. É coordenador editorial da Coleção Vinicius de Moraes. Seu livro de poemas mais recente, Escuta, foi lançado março deste ano. Na Flip, Eucanaã vai participar da mesa “A Cidade e o Território”, um diálogo entre arquitetura e literatura brasileira com Antonio Risério.

Mesa “A cidade e o território” — Quinta-feira, 2 de julho, às 10h.

Ngũgĩ wa Thiong’o

Ngugi - credito - Daniel Anderson

Ngũgĩ wa Thiong’o é um escritor queniano. A sua obra inclui novelas, peças teatrais, contos e ensaios, da crítica social à literatura infantil. Um grão de trigo, publicado originalmente em 1967, será lançado no Brasil pela Alfaguara em junho e trata do difícil processo de independência do Quênia. O autor participa da mesa com Richard Flanagan sobre literatura no Hemisfério Sul.

Mesa “Escrever ao sul” — Sexta-feira, 3 de julho, às 17h15.

Eduardo Giannetti

Eduardo Giannetti, filósofo.

Eduardo Giannetti nasceu em Belo Horizonte em 1957. É formado em economia e em ciências sociais pela USP e PhD em Economia pela Universidade de Cambridge. Foi o vencedor do Prêmio Jabuti de 1994 na categoria Estudos Literários (Ensaio) com o livro Vícios privados, benefícios públicos?, e no Jabuti de 2006 ficou em segundo lugar na categoria Economia, Administração, Negócios e Direito com O valor do amanhã. Giannetti participa de uma conversa sobre a mente na mesa com o neurocientista Sidarta Ribeiro.

Mesa “As ilusões da mente” — Sexta-feira, 3 de julho, às 15h.

José Miguel Wisnik

Jose Miguel Wisnik1 - 2008 ©Adriana Vichi

Nasceu em São Vicente, São Paulo, em 1948. É professor de literatura brasileira na Universidade de São Paulo, além de pianista e compositor. Pela Companhia das Letras, publicou O som e o sentido — Uma outra história das músicas (1989) e Veneno remédio — O futebol e o Brasil (2008). Também selecionou e escreveu o prefácio do livro Poemas escolhidos de Gregório de Matos (2010). Em sua mesa, que encerra a Flip 2015, fará um retrato de Mário de Andrade, autor homenageado desta edição.

Conferência de encerramento — Domingo, 5 de julho, às 14h.

Rafael Campos Rocha

deus

Nascido em São Paulo, em 1970, Rafael Campos Rocha já trabalhou como produtor gráfico, desenhista de animação, professor de história da arte, cenógrafo, artista plástico, cartunista e ilustrador. Em 2012 lançou pela Quadrinhos na Cia. a sua primeira graphic novelDeus, essa gostosa, em que Deus assume a forma de uma mulher negra, proprietária de um sex-shop, ligada nos movimentos mais exóticos (e esotéricos) do assim chamado amor carnal. Vai participar da mesa com Riad Sattouf, ex-colaborador da Charlie Hebdo, sobre batalhas culturais nas HQs.

Mesa “Letras e imagens” — Sexta-feira, 3 de julho, às 10h30. 

Arnaldo Antunes

ANTUNES, Arnaldo

Músico, compositor, artista visual e poeta, Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo em 1960 e foi integrante da banda Titãs até 1992. Entre projetos solo e com outros músicos, é um dos principais compositores brasileiros. Já tem 18 livros publicados, entre eles As coisas, que ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia em 1993. Em junho, lança pela Companhia das Letras Agora aqui ninguém precisa de si. Rock e poesia se unem na mesa com o autor e a estreante Karina Buhr.

Mesa “Desperdiçando verso” — Sábado, 4 de julho, às 21h30.

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo, São Paulo, 2015.

Roberto Pompeu de Toledo nasceu em São Paulo. Desde 1991 assina uma coluna na revista Veja. Trabalhou no Jornal da Tarde, no Jornal da República, na revista Isto É e no Jornal do Brasil. É autor de reportagens sobre política, cultura e história e autor dos livros A capital da solidãoA capital da vertigem, que chega em breve nas livrarias. Participa da mesa “Como era a cidade em que o Mário viveu?”.

Mesa “São Paulo! comoção de minha vida…” — Sexta-feira, 3 de julho, às 12h.

Reinaldo Moraes

REINALDO MORAES

Nasceu em São Paulo, em 1950. Estreou na literatura em 1981 com Tanto faz e depois publicou Abacaxi (1985) — reeditados em 2011 num volume único pelo selo Má Companhia. Passou dezessete anos sem publicar ficção, até lançar o romance juvenil A órbita dos caracóis (2003), os contos de Umidade (2005), a história infantil Barata! (2007) e o romance Pornopopéia (2009, Objetiva). Reinaldo Moraes vai participar da mesa Os Imoraes sobre literatura erótica e pornográfica.

Mesa “Os imoraes” — Sexta-feira, 3 de julho, às 21h30.

Confira a programação completa da Flip.

Comemore o centenário de Jorge Amado

Em 10 de agosto de 1912, há exatamente 100 anos, nascia Jorge Amado. Em comemoração pelo seu centenário, vamos sortear 3 livros do escritor baiano.

Para concorrer, deixe um comentário neste post dizendo qual livro de Jorge Amado você gostaria de ganhar. Sortearemos 3 comentários no dia 14 de agosto, às 12h, e seus autores receberão o título que tiverem escolhido.

Aproveite a data para ver o material especial que estamos postando no Blog do Centenário. A longo dos próximos meses, serão adicionados vídeos, curiosidades, fotos e homenagens. Veja abaixo os depoimentos de Milton Hatoum e Reinaldo Moraes sobre Amado:

[Atualizado dia 14 de agosto, 12h10]
Resultado da promoção: foram sorteados pelo random.org os comentários 122, 2 e 181, logo os vencedores são:

122) Laís C. Pedrilli Gomes – Capitães da areia
2) Gabriela Miyuki – Capitães da areia
181) Gustavo W. F. – Tieta do agreste

Parabéns, entraremos em contato por email!

Má Companhia em vídeo

Em março nós lançamos o selo Má Companhia, dedicado a obras polêmicas. Por enquanto já estão disponíveis Tanto faz & Abacaxi, de Reinaldo Moraes, e O invasor, de Marçal Aquino. Em breve Não há nada lá, de Joca Reiners Terron, também fará parte da coleção.

Para vocês conhecerem um pouco mais sobre os livros, pedimos para várias pessoas lerem um trecho deles, e o resultado foi o seguinte:

Semana quarenta e cinco

Os lançamentos da semana são:

Tanto faz & Abacaxi, de Reinaldo Moraes
De volta às livrarias, o lirismo deliciosamente pornográfico destes dois romances cult.
Ricardo de Mello é o herói-narrador de Tanto faz — o garotão à beira dos 30 que deixa um emprego burocrático em São Paulo para morar em Paris, com um ano de bolsa de estudos num curso de economia. Mas seu verdadeiro projeto é ser escritor. E ele logo pula fora da faculdade para investir numa vida aventureira e desregrada, animada com bebida, haxixe, drogas mais pesadas e as dezenas de girls que vai seduzindo.
Depois de um ano de esbórnia em Paris, é hora de voltar para casa. E é essa volta, com escala em Nova York e no Rio, que ele narra em Abacaxi, polvilhada de cenas de sexo ou escatológicas e toda sorte de jorros e fluidos.
Transgressores para a época e ainda capazes de chocar qualquer cidadão, Tanto faz e Abacaxi escancaram o talento de um grande escritor, com seus achados linguísticos, diálogos hilários e um cruzamento vertiginoso e saboroso entre alta e baixa cultura.

O invasor, de Marçal Aquino
Ambientado em São Paulo, o livro narra a história de três engenheiros, sócios numa construtora, que entram em conflito no momento em que são convidados a participar de uma falcatrua. Dois deles decidem eliminar o sócio que atrapalha os negócios, sem imaginar que estão colocando em movimento engrenagens que irão tragá-los num pesadelo de ambição, culpa e violência.
Assim é O invasor, novela que só foi concluída cinco anos depois de ter virado roteiro do premiado filme do diretor Beto Brant, com Paulo Miklos e Sabotage no elenco.
Junto com Tanto faz & Abacaxi, o livro marca a inauguração do selo Má Companhia, dedicado a autores polêmicos. O evento de lançamento será dia 13 de abril, em São Paulo, com bate-papo entre os autores mediado por Joca Reiners Terron.

Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
Com uma literatura engajada e realista, Lima Barreto (1881-1922) compôs um romance cuja história oscila do humor ao drama. Ambientado no final do século XIX, o livro conta a história do major Policarpo Quaresma, nacionalista extremado, cuja visão sublime do Brasil é motivo de desdém e ironia. Interessado em livros de viagem, defensor da língua tupi e seguidor de manuais de agricultura, Policarpo é, sobretudo, um “patriota”, e quer defender sua nação a todo custo. O patriotismo aferrado leva o protagonista a se envolver em projetos, que constituem as três partes do livro.
Esta nova edição traz uma introdução da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, um texto de Oliveira Lima, publicado em 1916 no Jornal do Commercio, e também cerca de trezentas notas elaboradas por Lilia Moritz Schwarcz, Lúcia Garcia e Pedro Galdino que recuperam citações, textos, autores e personalidades históricas presentes no romance.

Vesuvio, de Zulmira Ribeiro Tavares
O aviso está nos primeiros versos: “Tua cabeça a prumo emplaca o tempo. Dentro dela guardas o Vesuvio”. É esse conteúdo incandescente que Zulmira exporá aos olhos do leitor com seu estilo direto e provocador, agora organizado em torno do eixo de uma lírica desarmante para quem está habituado a lê-la com o sorrisinho interno suscitado por sua malícia incansável. Claro, é a Zulmira de sempre. Mas que extraordinário encontrá-la assim, exposta, grave — e brilhante, extraordinária.
O livro se divide em sete partes que convergem para a seção final, “Glosa”, que, como ressalta Vilma Arêas no texto de orelha, “pode servir de guia para escalarmos o Vesuvio”. Escalada paradoxal, que não é para o alto mas segue o exemplo das folhas — falsos pássaros que aguardam sua ocasião de voo para atender aos “impulsos precisos que os dirigem pelos declives do ar à terra de sua breve vida”.
Primeiro livro de poesia de uma escritora premiada que não cessa de surpreender, Vesuvio reúne poemas da vida inteira.

Retrato de um viciado quando jovem, de Bill Clegg (Tradução de Julia Romeu)
O relato comovente — e assustador — do jovem agente literário Bill Clegg, que abandona a carreira promissora em Nova York e mergulha no mundo de paranoia e desespero do vício em crack. Ele experimenta a droga pela primeira vez no apartamento de um advogado no Upper East Side. A fumaça com “gosto de remédio, ou desinfetante” gera “um raio de energia renovada” que “eletriza cada centímetro do seu corpo”. Rapidamente a experiência o atira no circuito costumeiro dos viciados: em vez de pensões imundas e noites na sarjeta, porém, sua via crucis inclui hotéis e bares de luxo, aeroportos e táxis que o conduzem de um lado a outro em Manhattan enquanto duram as dezenas de milhares de dólares em sua conta. Escrito com uma sinceridade atordoante, o livro acompanha a queda e a redenção final, quase por milagre, de alguém que se propôs a destruir tudo o que tem e ama.

Amor sem fim, de Ian McEwan (Tradução de Jorio Dauster)
Joe e Clarissa Mellon eram um casal feliz. Professora e crítica literária, ela acabara de retornar de uma longa viagem de pesquisa sobre o poeta John Keats. Joe mal podia esperar por seu retorno. Escritor de divulgação científica, autor bem-sucedido de diversos livros e artigos, ele não era alguém que se deixasse levar facilmente pelas emoções, mas Clarissa, acreditava, era a mulher com quem dividiria o restante de seus dias. Eles haviam decidido fazer um piquenique no campo, e para lá seguiriam imediatamente após o reencontro no aeroporto. A poucos quilômetros de Londres, a paisagem verdejante das Chilterns oferecia um cenário perfeito para aquele idílio de primavera. Comida italiana e vinho francês completavam a felicidade da ensolarada excursão campestre. Ao fundo, um balão pairava sobre as árvores, como se simbolizasse a tranquila harmonia da tarde. Antes de ouvirem o grito aterrorizado que deflagrou a catástrofe, eles ainda não sabiam que suas vidas mudariam para sempre.