robert louis stevenson

Semana duzentos e quarenta e um

^FBEFD3A2E4F63D153D2BEAFBD3CC8B7BB3A0EF3A5E083CA558^pimgpsh_fullsize_distr

Ano Zero — Uma história de 1945, de Ian Buruma (Tradução de Paulo Geiger)
Ano zero é um livro sobre o drama que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Uma era terminava, e outra, feita de novidades e incertezas, tinha início. Por toda a Ásia — China, Coreia, Indochina, Filipinas e Japão — e Europa Continental, governos caíram e novos regimes tomaram o poder. Das diversas disputas que surgiram neste momento, nasceu o mundo atual. Ao mesmo tempo, na esteira de perdas irreparáveis, a euforia liberada foi indescritível, os festejos sem precedentes. Os anos de pós-guerra deram origem ao estado do Bem-Estar na Europa, à ONU, à descolonização, à União Europeia. Uma “reeducação” social, cultural e política foi imposta pelos vitoriosos também em escala inédita.

História dos jornais no Brasil — Da era colonial à Regência (1500-1840), de Matías M. Molina
Resultado de décadas de pesquisa, este livro prevê a publicação de três volumes capazes de abarcar toda a história da imprensa no país, desde suas primeiras manifestações no Brasil colônia até os dias atuais. O primeiro volume aborda a imprensa no período colonial, no tempo em que o Rio de Janeiro era sede da Corte, estende-se até a época da Independência, quando os jornais foram palco de renhidas disputas políticas, e termina com a ascensão de D. Pedro II ao poder, na década de 1840. Como epílogo, traz uma análise dos fatores que condicionaram o desenvolvimento da imprensa no país e ajudam a explicar a baixa penetração dos jornais na sociedade brasileira. Pela primeira vez, o leitor tem acesso a uma compreensão ampla de como o jornalismo foi forjado e construído no Brasil.

Escuta, de Eucanaã Ferraz
A morte é o principal tema de Escuta. Suicídios, assassinatos e guerras surgem por vezes em cenas que parecem saídas de noticiários. Para equilibrar esse quadro, uma das partes do livro se chama “Alegria”. O leitor vê-se então arrastado por um feixe intenso de cores, vibrações e desejos. Há ternura e lirismo, mas também ironia e humor. Neste livro, tomamos parte numa penetrante escuta do mundo. Alargando ao extremo os limites da expressão lírica, o poeta lançou-se ao encontro de experiências, cenas, fatos, personagens, palavras, e em tudo reconhecemos tempos e espaços contemporâneos construídos por uma voz singular. Assim, conjugam-se violência e delicadeza, veemência e construção, silêncio e tumulto, subjetividade e emoção social.

Cartas a um jovem cientista, de Edward O. Wilson (Tradução de Rogerio Galindo)
Um dos mais celebrados biólogos da atualidade, Edward O. Wilson divide sua experiência com seus leitores em vinte e uma cartas sobre o amor pela ciência e o prazer da descoberta. Passando por tópicos que vão desde sua infância como escoteiro no sul dos Estados Unidos à sua paixão por formigas e borboletas, Wilson mostra de onde veio a motivação para se tornar um biólogo, numa bem-humorada visita a seus maiores sucessos e fracassos. Seja falando do colapso de estrelas, da exploração de florestas tropicais ou da profundidade dos oceanos, Wilson retrata a ciência como um campo de criatividade e dedicação. E, a partir de sua brilhante carreira, mostra ao leitor o lugar modesto e especial que o ser humano ocupa no ecossistema do planeta.

Penguin-Companhia

O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson (Tradução de Jorio Dauster)
Ao narrar as experiências de um médico que, numa “noite maldita”, tomou uma poção fumegante de coloração avermelhada e descobriu “a dualidade absoluta e primordial do homem”, o Robert Louis Stevenson criou uma história de suspense e horror, em que o perigo iminente não está do lado de fora, mas do lado de dentro, na parte obscura da alma. Esta edição, além de uma introdução de Robert Mighall, Ph.D. em ficção gótica e ciência médico-legal vitoriana na Universidade de Wales, conta com um prefácio do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, que define o romance como “um dos mais perfeitos e provavelmente o mais famoso romance de mistério da literatura de língua inglesa”.

Paralela

After — Depois da verdade (Vol. 2), de Anna Todd (Tradução de Carolina Caires Coelho e Juliana Romeiro)
No segundo livro, Tessa tenta esquecer Hardin, o jovem caótico e revoltado que partiu seu coração em vários pedaços. Mas ela está prestes a descobrir que alguns amores não podem ser superados. Como apagar da memória as noites apaixonadas em seus braços, ou a eletricidade de seu toque? Hardin sabe que cometeu o pior erro de sua vida ao ter magoado Tessa tão profundamente. Ele não acha que merece tê-la de volta, mas se recusa a deixá-la partir. Neste livro, Hardin vai lutar com toda a sua força para reconquistar o grande amor da sua vida. Ao longo do caminho, os seus mais profundos segredos serão revelados. Depois da verdade, será que o amor de Tessa e Hardin resistirá?

Jogo Roubado, de Brett Forrest (Tradução de Renata Pucci)
Neste livro, o jornalista Brett Forrest nos leva até o coração de um mercado de 700 bilhões de dólares: o mundo de apostas do futebol. Em 2013, a polícia europeia (Europol) revelou que mais de 700 partidas internacionais já tinham seus resultados definidos desde 2008. Forrest joga luz sobre esse caso, expondo uma rede nefasta que se espalha pelo mundo, através de oportunistas que subornam jogadores, influenciam árbitros e criam partidas armadas, tudo sob o controle de sindicatos criminosos localizados no continente asiático. Nenhuma partida é imune — nem mesmo na Copa do Mundo — especialmente quando a polícia local é carente de recursos e de vontade política para investigar. Repleto de revelações dignas de manchetes de jornal, Jogo roubado é um livro obrigatório para quem é fã de futebol.

Semana duzentos e dezenove

Mansfield park, de Jane Austen (Trad. Hildegard Feist)
Na literatura, esperamos que o herói seja vigoroso, tenha um espírito aventureiro, audácia, bravura, capacidade de superação e uma pitada de imprudência. Ele deve ser ativo, enfrentar obstáculos e afirmar a própria energia. Fanny Price, a heroína de Mansfield Park, é o oposto de tudo isso.
Frágil, tímida, insegura e excessivamente vulnerável, a pequena Fanny deixa a casa dos pais pobres para morar com os tios mais afortunados em Mansfield Park. Lá, convive com diversos familiares, mas se aproxima apenas do primo Edmund, seu companheiro inseparável. A tranquilidade de casa, no entanto, é abalada com a chegada dos irmãos Mary e Henry Crawford em uma propriedade vizinha. Edmund se apaixona por ela, enquanto Henry flerta com todas as moças. Mansfield Park é o romance que marca a maturidade de Jane Austen. Apresenta um tom mais contido, sardônico, em comparação com obras idealizadas antes, como Orgulho e preconceitoRazão e sensibilidade. Aqui, mais consciente dos verdadeiros males e sofrimentos inerentes à vida em sociedade, uma das maiores autoras da língua inglesa enaltece, na figura de Fanny, a imobilidade, a solidez, a permanência e a resignação.

O pirata e o farmacêutico, de Robert Louis Stevenson (Trad. Eduardo Brandão)
Neste poema inédito de Robert Louis Stevenson, o autor de A ilha do tesouro, as crianças conhecerão Robin e Ben: amigos que cresceram juntos mas, como muitas vezes acontece, acabaram tomando caminhos opostos. Com toda a aventura, ação e fantasia desta história, não vai ser difícil mergulhar na vida desses dois simpáticos – apesar de um pouco violentos – personagens e se deleitar com as ilustrações incríveis do artista alemão Henning Wagenbreth.

O livro do contra, de Atak
Este livro é meio do contra – até lembra certas crianças que todos conhecemos. Gosta de contar histórias sobre um mundo de pernas para o ar. Em suas ilustrações, o rato caça o gato; o urso polar vive no mato; o trem voa nos ares e o avião desliza nos mares. O bombeiro apaga a água com fogo e a Chapeuzinho caça o pobre do lobo. Que bagunça! O leitor vai dizer: quanta barbaridade! Mas, cada vez que descobrir uma mentira da boa, vai aprender um pouco sobre o mundo de verdade.O autor deste livro é um renomado artista alemão, e para a edição brasileira ele fez uma ilustração especial inspirada no nosso país.

Editora Seguinte

Coração ardente, de Richelle Mead (Trad. Guilherme Miranda)A alquimista Sydney Sage não é mais a mesma. Criada desde criança para desprezar os vampiros, ela acabou vencendo seus preconceitos em sua última missão, durante a qual foi obriada a conviver diariamente com essas criaturas. Aos poucos, ela não só criou laços de amizade com vampiros como acabou se apaixonando por um deles e, surpreendendo até a si mesma, decidiu levar o relacionamento adiante, em segredo.  Tudo se complica quando Zoe, sua irmã, se junta à missão. Apesar de querer resgatar a amizade entre elas, Sydney conseguirá manter essa vida oculta por muito tempo? A ameaça de ser descoberta – e mandada para a terrível reeducação – é maior do que nunca.