robet darnton

Semana dez

Os lançamentos desta semana foram:

Atravessar o fogo, de Lou Reed (Tradução de Christian Schwartz e Caetano W. Galindo)
Por meio das mais de trezentas letras disponíveis nessa edição bilíngue, é possível contemplar o gênio de Lou Reed em suas múltiplas facetas: o cronista do submundo nova-iorquino, o narrador de inegável talento para capturar as vozes das ruas, o fetichista depressivo com tendências suicidas e masoquistas, o amante da literatura e das artes de vanguarda. Um retrato completo da obra de uma das figuras mais polêmicas e influentes da música contemporânea.

Fogo amigo, de A.B. Yehoshua (Tradução de Davy Bogomoletz)
Fogo amigo acompanha sete dias decisivos na vida de um casal israelense de meia-idade. Durante a semana do Hanukah, Daniela parte para uma viagem de cinco dias à Tanzânia, para onde o cunhado, decidido a cortar todos os vínculos com Israel, se mudou após o único filho ter sido morto por fogo amigo. Enquanto isso, o engenheiro Yaári permanece em sua casa, em Tel-Aviv, onde tenta descobrir a origem dos uivos lancinantes emitidos pelo poço de elevadores de um edifício ultramoderno projetado por ele.

O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca
Destaque da nova geração de escritores brasileiros, J.P. Cuenca narra a tórrida e acidentada relação de um jovem executivo de Tóquio com uma garçonete do Leste Europeu. O casal é ameaçado pelo perverso pai do rapaz, um velho poeta que vive com uma boneca erótica e mantém uma rede de voyeurismo. Leia aqui o começo do livro, que faz parte da coleção Amores Expressos.

A casa do Rio Vermelho, de Zélia Gattai
Zélia Gattai e Jorge Amado viveram longos anos num belo casarão no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Casa festiva e cheia de amigos, distante da clausura dos gabinetes e das academias literárias, é ela o centro deste livro. Em A casa do Rio Vermelho, Zélia continua a narrar a saga de sua vida — que se mistura não só com a do marido Jorge Amado, mas com a aventura de toda uma geração de artistas. Sua grande proeza é fazer da literatura não só registro de emoções e de acontecimentos, mas uma maneira de se apropriar do mundo.

A teoria das janelas quebradas, de Drauzio Varella
Seleção de crônicas publicadas na Folha de S.Paulo ao longo de dez anos, A teoria das janelas quebradas traz a voz ponderada, a graça narrativa e a sabedoria sem artifícios de Drauzio Varella. O cardápio é variado, incluindo desde histórias engraçadas de adultério, reflexões sobre o crime, temas atuais de ciência e medicina, até questões sociais, sempre abordadas pelo autor com seu olhar atento para os dramas humanos. Clique aqui para ler uma das crônicas.

Haroun e o mar de histórias, de Salman Rushdie (Tradução de Isa Mara Lando)
Rashid, um contador de histórias profissional, é o próprio “mar de ideias”. Um dia, porém, ele perde o dom da palavra, e com isso perde também seu ganha-pão e toda a alegria de viver. É então que seu filho Haroun descobre que toda história vem de um grande mar de histórias, o que o faz entregar-se à fantástica aventura de ir em busca das palavras. Escapando de muitos perigos, Haroun conseguirá vencer as tenebrosas forças da escuridão e do silêncio.

O beijo de Lamourette, de Robert Darnton (Tradução de Denise Bottmann)
Em quinze ensaios que tratam da história em geral e da história dos meios de comunicação, o historiador norte-americano Robert Darnton mostra como o passado atua no presente e propõe a criação de uma disciplina particular: a história do livro.