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Semana oitenta e um

Os lançamentos da semana são:

O espetáculo mais triste da Terra, de Mauro Ventura
Com base num minucioso trabalho de campo e de pesquisa, Mauro Ventura traz à tona um drama sem precedentes na história do Brasil: o incêndio no Gran Circo Norte-Americano, que tem entre seus heróis médicos, escoteiros, religiosos e até uma elefanta, que salvou dezenas de espectadores ao abrir um rasgo na lona.

Reparação, de Ian McEwan (Nova edição econômica; Tradução de Paulo Henriques Britto)
Na tarde mais quente do verão de 1935, na Inglaterra, a adolescente Briony Tallis vê uma cena que vai atormentar a sua imaginação: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, tira a roupa e mergulha, apenas de calcinha e sutiã, na fonte do quintal da casa de campo. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a menina, que nutre a ambição de ser escritora, constrói uma história fantasiosa sobre uma cena que presencia. Comete um crime com efeitos devastadores na vida de toda a família e passa o resto de sua existência tentando desfazer o mal que causou.

14 contos, de Kenzaburo Oe (Tradução de Leiko Gotoda)
Estes contos brilhantes e provocadores revelam a trajetória literária de um dos maiores escritores japoneses vivos, ganhador do prêmio Nobel de 1994. Escritos entre 1957 e 1990, eles refletem não apenas a evolução da escrita do autor, mas também os seus temas recorrentes. Kenzaburo Oe foi construindo aos poucos um universo tipicamente japonês, habitado por personagens que jamais poderiam ser ocidentais. Inéditos em português e traduzidos direto do japonês.

Bom dia para nascer, de Otto Lara Resende
Em textos leves e cheios de estilo, o escritor comenta, discute e ilumina grandes momentos da história, mas
também aqueles eventos que quase passam desapercebidos em nosso cotidiano. Publicadas originalmente no início dos anos 1990, as crônicas de Otto converteram-se em um clássico instantâneo do gênero. Lirismo, comentário político, literatura e humor — nada escapa ao olhar agudo daquele que foi chamado por Paulo Francis de “o mais carioca dos mineiros e o mais mineiro dos cariocas”.

O Rio é tão longe: cartas a Fernando Sabino, de Otto Lara Resende
Um dos maiores missivistas das nossas letras em cartas francas, doloridas, engraçadas e altamente literárias. Honesto e até impiedoso consigo mesmo, Otto Lara Resende enfileira cartas em que relata ao amigo Fernando Sabino seu cotidiano em lugares como Bruxelas e Lisboa. A insônia, a literatura, os amigos (como Vinicius de Moraes, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos) e as mudanças culturais no Brasil e na Europa aparecem na prosa encantatória e sempre inteligente desse carteador incurável.

O romancista ingênuo e o sentimental, de Orhan Pamuk (Tradução de Hildegard Feist)
Em ciclo de seis conferências ministradas em Harvard, Orhan Pamuk fala sobre seu gênero literário de predileção, o romance, e sobre a experiência de ser escritor em um país periférico.

O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, adaptado por Stanislas Gros (Tradução de Carol Bensimon)
Em sua versão para os quadrinhos do clássico de Oscar Wilde, Stanislas Gros reconta com maestria a história do jovem narcisista que se dedica aos prazeres da vida, morais ou imorais, enquanto um retrato escondido em sua casa mostra sua decadência ao passar do tempo.

Mercado sombrio, de Misha Glenny (Tradução de Augusto Pacheco Calil, George Schlesinger e Luiz A. de Araújo)
A internet mudou a face do crime. Os novos ladrões e falsários têm conhecimentos avançados em engenharia eletrônica e programação, e podem lucrar milhões morando confortavelmente na casa dos pais. Misha Glenny narra aqui a história do crime organizado na internet e das primeiras comunidades eletrônicas do crime, grandes feiras digitais em que era possível adquirir e vender números de cartões de crédito e dados pessoais de usuários, além de uma série de outros serviços e programas escusos.

Madame Bovary, de Gustave Flaubert (Tradução de Mário Laranjeira)
Madame Bovary, publicado pela primeira vez em 1856, ainda é uma história atual sobre desilusão, infidelidade e a busca da felicidade. Revolucionário em sua época, foi o primeiro romance a exprimir a extenuante busca de Gustave Flaubert pela perfeição. Além do prefácio de Lydia Davis, um dossiê recupera a importância de Flaubert em seu tempo, com destaque para um artigo de Charles Baudelaire, escrito em defesa do escritor, reconhecendo a beleza deste livro.

Ilusões perdidas, de Honoré de Balzac (Tradução de Rosa Freire d’Aguiar)
Por volta de 1830, aos trinta e poucos anos de idade, Honoré de Balzac elegeu seu projeto de vida: escrever uma série de romances, novelas e contos que retratasse a sociedade de sua época em todos os seus aspectos. Publicado em três partes entre 1837 e 1843, Ilusões perdidas explora com maestria três aspectos fundamentais para compreender a sociedade francesa do século XIX: os jogos de poder e intriga das classes aristocráticas, o contraste entre a vida na capital e na província e o lado sujo — cínico e politiqueiro — da atividade jornalística.

Apontamentos de viagem, de Joaquim de Almeida Leite Moraes
Diário de viagem escrito no final do século XIX pelo político e jurista J. A. Leite Moraes, avô de Mário de Andrade, é considerado um marco do gênero no Brasil. Introdução de Antonio Candido.

Saúde em questão, de Francisco I. Bastos (Ilustrações de Mariana Newlands)
Dos átomos e moléculas mais elementares até as grandes estruturas econômicas e sociais, Saúde em questão explica em linguagem acessível as bases do funcionamento da vida humana e de sua incessante luta contra as doenças. Da mesma série de Biodiversidade em questão, desenvolvida em parceria com a Fiocruz.

Biodiversidade e renovação da vida, de Henrique Lins de Barros (Ilustrações de Mariana Newlands)
Volume de lançamento da série Em Questão, desenvolvida em parceria com a Fiocruz, Biodiversidade apresenta a história da vida na Terra e sua atual degradação ambiental, propondo uma nova abordagem para a preservação dos ecossistemas ainda não destruídos — entendendo-a num sentido global, indissociável da cultura e da cidadania.

De olho em Zumbi dos Palmares, de Flávio dos Santos Gomes
Neste novo volume da coleção De Olho Em, Flávio Gomes elabora uma biografia de Zumbi dos Palmares a partir de ricas fontes documentais, discutindo a transformação do personagem em herói da resistência contra a escravidão e em símbolo da luta contra o preconceito racial.

Semana cinquenta e oito

Os lançamentos da semana são:

Idade Média, idade dos homens, de Georges Duby (Tradução de Jônatas Batista Neto)
O livro reúne diversos textos do grande historiador francês Georges Duby, tratando em sua maior parte da questão do amor na Idade Média. Permitindo uma visão de conjunto de seu pensamento, este trabalho é quase um “caderno de anotações”, no qual Duby se permitiu, de forma menos rígida e mais ensaística, interrogar-se sobre aspectos fundamentais da chamada “sociedade feudal”. Grande parte dos textos tem, como tema, o amor e o casamento, e é por isso que se fala de uma “Idade dos Homens”. Além de estudar o casamento monogâmico a partir do século XII, Duby examina as estruturas familiares, a vida da aristocracia, o amor cortês e a questão do sofrimento físico na Idade Média.

Orgulho e preconceito, de Jane Austen (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu. A edição conta com prefácio e notas de Vivien Jones, e introdução de Tony Tanner.

Primeiros socorros, de Drauzio Varella e Carlos Jardim (Ilustrações de Caeto)
Quando alguém se acidente ao seu lado, você: a) fica desesperado; b) faz um pouco de tudo o que passa pela sua cabeça; c) procura atendimento médico; d) nenhuma das anteriores. Em geral, pensamos que prestar os primeiros socorros é coisa de médico, mas isso só é verdade quando desconhecemos o que fazer em casa situação. Mas, como você verá neste manual, essas providências não passam de um conjunto de medidas práticas e bastante simples, ditadas pelo bom senso. São procedimentos que podem e devem ser aprendidos por mulheres, homens e crianças, pois acidentes ocorrem de forma imprevista, esteja quem estiver por perto. Conhecendo os primeiros socorros, sentimos menos medo ao enfrentar a adversidade, e nos tornamos muito mais capazes de cuidar dos outros e de nós mesmos.

Água sim, de Eucanaã Ferraz (Ilustrações de Andrés Sandoval)
Eucanaã Ferraz é um grande poeta, atualmente apaixonado pelos livros para crianças. Depois de Palhaço, macaco, passarinho, com a parceria de Jaguar, escreveu um poema sobre a água, com ilustrações de Andrés Sandoval. A partir de frases extremamente simples, com pequenas mudanças a cada página, Eucanaã serpenteia com a água em todos os seus estados físicos, pelas pedras, árvores, nuvens, passando pelo gelo, pelo sol, pelo rio. As ilustrações de Andrés partiram de um desafio gráfico — o trabalho com a monotipia, uma técnica de impressão explorada a fundo neste livro — e alcançaram uma linguagem totalmente nova e específica. Recheados de texturas que remetem à água, os desenhos acompanham o jogo de experimentação de sensações que existe no texto. Uma verdadeira viagem poética.