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20 leituras sobre amor (com finais felizes ou não)

O Dia dos Namorados está chegando, e nós aqui da Companhia das Letras achamos que um livro é um ótimo presente para celebrar, ou enfrentar, o amor. Eles contam histórias de grandes paixões e não importa se no final os relacionamentos dão certo ou errado: cada livro apresenta uma forma diferente de amar ou de encarar o amor. Pensando nisso, selecionamos vinte leituras inspiradas no Dia dos Namorados, seja para quem quer se emocionar com o final feliz de um romance ou para quem prefere histórias em que, apesar do amor, nada dá certo. Na alegria ou na tristeza, o amor é sempre belo. Confira!

1. Declaração de amor, de Carlos Drummond de Andrade

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Quem está apaixonado ou buscando inspiração não pode deixar de ler os poemas mais românticos de Carlos Drummond de Andrade. Este volume, organizado pelos seus netos Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond, reúne os poemas mais amorosos, românticos e deliciosamente apaixonados do grande poeta mineiro. E ainda conta com ilustrações de Nik Neves para deixar os versos de Drummond ainda mais belos.

2. Afterde Anna Todd

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Para jovens leitores e adultos, Anna Todd conta nesta série a romântica e inconstante história de amor entre Tessa e Hardin. Ela acaba de completar 18 anos e ir para a faculdade, uma garota certinha e estudiosa. Ele é um garoto rude, que implica logo de cara com o jeito de Tessa. Mas a atração que um sente pelo outro é irresistível, e depois de Hardin, Tessa nunca mais será a mesma. A série nasceu como uma fanfic da banda One Direction e teve mais de 1 bilhão de leituras na plataforma Wattpad. No Brasil, serão publicados cinco livros pela Editora Paralela, e o terceiro chega às livrarias nesta semana. Uma leitura para quem gosta de rir, chorar, amar, odiar, enfim, para quem quer sentir tudo pelas personagens.

3. Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, de Benjamin Alire Sáenz

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Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão. Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Em Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, Benjamin Alire Sáenz conta uma história belíssima em que Ari e Dante descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

4. A arte de ouvir o coração, de Jan-Philipp Sendker

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Um bem-sucedido advogado de Nova York desaparece de repente sem deixar vestígios e sem que sua família tenha qualquer ideia de onde ele possa estar. Até o dia em que Julia, sua filha, encontra uma carta de amor que ele escreveu há muitos anos para uma mulher birmanesa da qual nunca tinham ouvido falar. Com a intenção de resolver o mistério e descobrir enfim o passado de seu pai, Julia decide viajar para a aldeia onde a mulher morava, onde descobre histórias de um sofrimento inimaginável, a resistência e a paixão que irão reafirmar a crença no poder que o amor tem de mover montanhas.

5. A imortalidade, de Milan Kundera

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A partir do gesto que uma mulher faz a seu professor de natação quando sai da piscina, a personagem Agnes surge na mente de um autor chamado Kundera. Como a Emma de Flaubert ou a Anna de Tolstoi, a Agnes de Kundera se torna objeto de fascínio e de uma busca insondável. Ao imaginar o cotidiano dessa personagem, o narrador-autor dá corpo a um romance em sete partes, que intercala as histórias de Agnes, seu marido Paul e sua irmã Laura com uma narrativa retirada da história da literatura: a relação de Goethe e Bettina von Arnim. Com seus personagens reais e inventados, Kundera reflete sobre a vida moderna, a sociedade e a cultura ocidentais, o culto da sentimentalidade, a diferença entre essência individual e imagem pública individual, os conflitos entre realidade e aparência, as variedades de amor e de desejo sexual, a importância da fama e da celebridade, e a típica busca humana pela imortalidade.

6. O irresistível café de cupcakes, de Mary Simses

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Ellen é uma advogada de Manhattan e seu noivo está prestes a se tornar um importante político. Tudo em sua vida parece estar perfeito e no caminho certo. Até que ela decide realizar o último desejo de sua avó e entregar em mãos uma carta. Para isso, ela precisa ir para Beacon, uma charmosa cidadezinha do interior. Entre cupcakes de blueberry e deliciosas rosquinhas, Ellen desvenda os mistérios da vida de sua avó. Aos poucos, ela descobre os simples prazeres da vida e que “perfeito” nem sempre é o que parece.

7. Ligue os pontos, de Gregorio Duvivier

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Os “poemas de amor e big bang” de Gregorio Duvivier têm foco na importância descomunal dos momentos insignificantes do cotidiano. Ligue os pontos mostra que, para além da prosa humorística do autor, um dos responsáveis pelo sucesso do Porta dos Fundos, o tratamento lúdico das palavras pode render poesia de qualidade, falando da adolescência, do mistério da criação, das palavras e suas relações inusitadas, da experiência do amor vivido enfim como gente grande e da transitoriedade de tudo.

8. Mil rosas roubadas, de Silviano Santiago

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Como nasce e de que se alimenta o afeto entre dois adolescentes do mesmo sexo? Da solidão em família, do repúdio à rotina estudantil, das caminhadas pela metrópole? Como esse afeto se frustra e se transforma em amizade duradoura? No ano de 1952, dois rapazes se encontram em Belo Horizonte à espera do mesmo bonde. O acaso os transforma em amigos íntimos. Passam-se sessenta anos. Numa tarde de 2010, Zeca, então produtor cultural de renome, agoniza no leito do hospital. Ao observá-lo, o professor aposentado de História do Brasil entende que não perde apenas o companheiro de vida, mas seu possível biógrafo. Compete-lhe inverter os papéis e escrever a trajetória do amigo inseparável.

9. Amor ao pé da letra, de Melissa Pimentel

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Quando se mudou para Londres, Lauren pensou que seria fácil sair com os belos ingleses. Mas a animação inicial foi logo frustrada: por mais que fosse linda, independente e não procurasse por um relacionamento sério, os homens pareciam fugir dela. Até que teve uma ideia meio maluca: a cada mês, seguir ao pé da letra os conselhos dos mais famosos guias de relacionamento, e contando em seu blog os resultados dessa experiência.

10. O amor natural, de Carlos Drummond de Andrade

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Se em Declaração de amor Drummond mostra a sua faceta mais romântica, em O amor natural a coisa é um pouco diferente. Publicado originalmente em 1992, cinco anos depois da morte do poeta, O amor natural foi saudado, com justiça, como um grande acontecimento cultural: a lírica erótica (e por vezes pornográfica) de um dos maiores poetas da literatura brasileira finalmente vindo a lume. Compostos no decurso da longa carreira literária do autor, os textos reafirmam a enorme vitalidade — pessoal e literária — do autor.

11. Nunca vai embora, de Chico Mattoso

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Renato Polidoro conheceu Camila no consultório odontológico — não em consulta, mas durante uma filmagem. Ocorreu então um pequeno milagre: a esperta aluna de cinema se apaixonou pelo dentista em eterna crise de autocomiseração. Quando a garota termina a faculdade, decide arrastar o namorado para a viagem tão sonhada: Havana. Na capital cubana, ela pretende fazer um documentário que dê vazão a suas elevadas (e um tanto quanto idealizadas) ambições estéticas. Mas logo o que prometia ser uma temporada caliente resulta em uma sucessão de desencontros — e em um desaparecimento misterioso.

12. Os enamoramentos, de Javier Marías

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María Dolz, uma solitária editora de livros, admira à distância, todas as manhãs, aquele que lhe parece ser o “casal perfeito”: o empresário Miguel Desvern e sua bela esposa Luisa. Esse ritual cotidiano lhe permite acreditar na existência do amor e enfrentar seu dia de trabalho. Mas um dia Desvern é morto por um flanelinha mentalmente perturbado e María se aproxima da viúva para conhecer melhor a história. Passa então de espectadora a personagem, vendo-se cada vez mais envolvida numa trama em que nada é o que parecia ser, e em que cada afeto pode se converter em seu contrário: o amor em ódio, a amizade em traição, a compaixão em egoísmo.

13. Diga o nome dela, de Francisco Goldman

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Em 2005, o escritor e professor norte-americano Francisco Goldman se casou com Aura Estrada, uma jovem e promissora estudante de literatura. Pouco antes de o casamento completar dois anos, durante as férias numa praia do México, Aura quebrou o pescoço após ser tragada por uma onda. Responsabilizado pela morte de Aura e mortificado pela culpa, Francisco entregou-se ao desespero. Passava os dias sem rumo, bebendo e flertando com a catatonia, a depressão, o suicídio. Para vencer a crise, escreveu Diga o nome dela, um romance sobre o amor e a dor da perda. Diga o nome dela é uma história sobre o luto — uma mostra pungente de que só com a organização da memória é possível driblar a falta de sentido e reafirmar o desejo de seguir adiante.

14. Cartas extraordinárias, de Shaun Usher

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Nem todas as cartas reunidas neste livro por Shaun Usher são de amor, mas tem ato mais romântico do que escrever ou receber cartas? Cartas extraordinárias é uma celebração do poder da correspondência escrita, que captura o humor, a seriedade e o brilhantismo que fazem parte da vida de todos nós. A coletânea reúne mais de 125 cartas, com sua transcrição e uma breve contextualização, além de ser ricamente ilustrado com fotografias e documentos. A engenhosa organização de Shaun Usher cria uma experiência de leitura que proporciona muitas descobertas, e cada nova página traz uma bela surpresa para o leitor. Não apenas um deleite literário, mas também um livro-presente inesquecível.

15. O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de João Paulo Cuenca

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Este romance de J. P. Cuenca se passa em um futuro próximo na cidade de Tóquio e é centrado na figura de Shunsuke Okuda, um jovem funcionário de uma multinacional. Conquistador inveterado, ele cria uma identidade para cada namorada que conhece nos bares do distrito de Kabukicho. Mas sua rotina é abalada pelo aparecimento de Iulana, uma garçonete por quem fica obcecado. Iulana é apaixonada por uma dançarina e mal fala japonês, mas nada disso impede que os dois mergulhem numa relação conturbada. O maior problema, contudo, é que estão sendo observados. O pai de Shunsuke, sr. Okuda, paira sobre o livro como uma figura onipresente e maligna que parece querer destruir qualquer chance de felicidade do filho.

16. Uma teoria provisória do amor, de Scott Hutchins

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Uma modesta empresa de informática de San Francisco, a Amiante Systems, fundada e comandada pelo genial pioneiro Henry Livorno — hoje velho e decadente —, aposta todas as suas fichas na tentativa de criar o primeiro computador verdadeiramente inteligente do mundo. Para isso, contrata o ex-redator de publicidade Neill Bassett Jr. O motivo é simples: a memória do computador é alimentada pelos diários secretos escritos pelo pai de Neill, o dr. Basset, um médico do Arkansas que se suicidou quando o filho tinha dezenove anos. Dilacerado pelos dilemas morais envolvidos na operação de fazer reviver, ainda que virtualmente, o próprio pai, Neill ainda tem que lidar com a nova namorada desmiolada de vinte anos e com os encontros perturbadores com a ex-mulher.

17. Meu coração de pedra-pomes, de Juliana Frank

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Lawanda trabalha num hospital, mas não está ali para lidar com os pacientes — não oficialmente, pelo menos. Ela é uma das encarregadas da limpeza e vive sob a fiscalização da insuportável Lucrécia, que insiste em controlar seus horários e reclamar de seus atrasos. Mas, como os serviços de faxina são muito mal pagos, Lawanda precisa de outros meios para conseguir comprar os besouros que coleciona (ainda que sua mãe preferisse que ela poupasse para adquirir um apartamento). Assim, presta pequenos serviços escusos aos internos do hospital.
Ela também é colecionadora de borboletas, que costura com esmero em suas calcinhas, sempre usando a linha da mesma cor das asas. Faz esta e outras macumbas para que seu amado José Júnior largue a mulher de uma vez e fique só com ela. Na cama, Lawanda sabe que é imbatível, mas a pressão das tias velhas é grande e o rapaz tem dificuldades de se libertar.

18. Manual do mimimi, de Lia Bock

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Lia Bock se considera uma ativista sentimental que ama amar as coisas. Depois de criar o blog mais acessado da revista TPMManual do mimimi marca a estreia de Lia no mundo dos livros. Em textos irônicos, ácidos, mas também sentimentais, além de profundamente sinceros, Lia (uma verdadeira expert nos assuntos do coração) — com charme e estilo inconfundíveis — falar com todas as mulheres: solteiras, casadas, recém-separadas e à procura.

19. As horas nuas, de Lygia Fagundes Telles

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Rosa Ambrósio, uma atriz de teatro decadente, passa em revista, entre generosas doses de uísque, os amores de sua vida. O primo Miguel, sua paixão adolescente, morreu de overdose por volta dos vinte anos. Gregório, seu marido, virou um homem taciturno depois que foi torturado pela ditadura militar. Diogo, seu amante e último companheiro, trocou-a por moças mais jovens. Neste livro, Lygia Fagundes Telles põe em cena grandes temas de nosso tempo — o movimento feminista, a cultura de massa, a aids, as drogas —, mediados pelos destinos individuais de um punhado de criaturas.

20. Flores azuis, de Carola Saavedra

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No apartamento para onde se mudou depois de se separar da mulher e da filhinha de três anos, um homem recebe uma carta destinada ao antigo morador e não resiste ao impulso de abri-la. É uma carta de amor, escrita por uma mulher e assinada simplesmente com a inicial “A”. Também separada, a autora da carta repassa, inconformada, as últimas horas de seu relacionamento amoroso com o destinatário. Novas cartas chegam diariamente, sempre revisitando o dia da separação e acrescentando detalhes cada vez mais perversos aos acontecimentos. O homem que as recebe não apenas sucumbe ao desejo de lê-las como passa a viver em função disso, o que acaba por desestabilizar a sua relação com o trabalho, com a ex-mulher, com a filha e com a atual namorada, todas elas mulheres que ele não compreende e pelas quais se sente acuado.

Semana cento e sessenta e nove

Os lançamentos desta semana são:

A cidade, o inquisidor e os ordinários, de Carlos de Brito e Mello
A moral e os bons costumes estão satirizados neste que é um dos mais originais romances da literatura brasileira contemporânea. Um inquisidor percorre as ruas e ocupa as consciências dos cidadãos. A cada pecado proclamado, a noção de comunidade vai sendo gradualmente esmagada pela pequenez de nossos atos diários, tornando o cotidiano um permanente auto de fé. As conversas entre vizinhos indiscretos, a voracidade que muitos têm para investigar a vida alheia e o desmoronamento da sociedade em nome da vigilância de cada uma de nossas ações — alegadamente para o nosso próprio bem-estar — fazem deste romance de Carlos de Brito e Mello um dos textos mais contundentes (e divertidos) da ficção atual.

Uma teoria provisória do amor, de Scott Hutchins (Tradução de José Geraldo Couto)
Apesar de não entender nada de informática, o ex-redator de publicidade Neill Bassett Jr. está engajado na tentativa de criação do primeiro computador inteligente do mundo. A explicação é simples: a memória do computador foi alimentada basicamente com os diários de seu pai, um médico do Arkansas que se matou há quase vinte anos. Esse é o ponto de partida do romance de estreia de Scott Hutchins. Os dilemas e as descobertas dolorosas de Neill no processo de fazer seu pai reviver virtualmente se entrelaçam com seus próprios tropeços na vida pessoal, tendo como pano de fundo a paisagem multicolorida da baía de San Francisco, com sua variada fauna de artistas, nerds,  místicos, pornógrafos e picaretas de todo tipo. Narrado em primeira pessoa pelo protagonista, Uma teoria provisória do amor encanta o leitor desde a primeira página pelo tom leve e satírico com que observa seus personagens e, ao mesmo tempo, comenta as loucuras do mundo contemporâneo.

Dever, de Armando Freitas Filho
Na primeira parte de Dever, apropriadamente chamada “Suíte”, o autor retorna ao Lar, de 2009, e o reelabora viajando, através da vida da memória pretérita à dos dias atuais. Esse conjunto de poemas se detém em “casas, roupas, móveis etc.” que “não são necessariamente obras de arte. São disposições humanas da matéria sensível. Se dispostas de tal forma que sirvam pra fins estéticos, então são obras de arte”, como afirmou James Joyce nos esboços de uma “Estética”, escrita na mocidade. A segunda, “Anexo”, já está na rua, “jornalística”, mas sem abrir mão do transfigurador trabalho literário, dando conta dos eventos de antes e de agora, que atravessaram o poeta. A terceira, “Numeral”, que desde 2003 é a coda dos livros de Armando Freitas Filho, continua obstinadamente a passar em revista sua poética, com um anseio de ensaio, sempre sujeita, ao que parece, a retificações futuras, até quando ele não puder numerar mais.

Editora Paralela

A lista do nunca, de Koethi Zan (Tradução de Elvira Serapicos)
Vítimas de um acidente de carro quando ainda eram crianças, as amigas inseparáveis Sarah e Jennifer decidem tomar todos os cuidados para se manter sempre seguras. No entanto, quando estão no primeiro ano da faculdade acabam sendo sequestradas facilmente depois de entrar em um táxi à noite. Em uma situação pior do que jamais poderiam imaginar, elas passam os três anos seguintes acorrentadas no porão da casa de um professor — alguém acima de qualquer suspeita, mas que praticava com elas as mais diferentes técnicas de tortura. Dez anos depois, a vida de Sarah está longe de ser normal. Seu sequestrador, que ainda lhe manda cartas da prisão, está prestes a ser liberado. Por mais que busque ficar distante, voltar aos acontecimentos do passado pode ser sua única chance de realmente se livrar de tudo. A lista do nunca se torna ainda mais impressionante e assustador quando vemos, na vida real, fatos que não são tão distantes assim da ficção. Um deslize, um único momento de desatenção, pode ser fatal.

Os números do jogo, de Chris Anderson & David Sally (Tradução de André Fontenelle)
De forma surpreendente, o estatístico Chris Anderson e o especialista em estratégias David Sally mostram por que os números do jogo podem nos ajudar a compreender o futebol em sua essência. Ao ler este livro, você vai descobrir por que os escanteios devem ser cobrados curtinho, por que o futebol é um esporte do elo mais fraco e por que demitir o treinador não resolve absolutamente nada.