stela greco loducca

Semana duzentos e trinta e oito

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O pai Goriot, de Honoré de Balzac (Tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
Um comerciante decadente ama as filhas de modo incondicional e assiste apático a sua fortuna sendo consumida pelos caprichos de sua prole e um estudante de direito deseja de todo modo inserir-se na alta sociedade parisiense e para isso abandona, aos poucos, os padrões morais para atingir seu objetivo. Balzac apresenta ao leitor as várias facetas de uma sociedade cruel, de moral elástica e dividida entre as regras de um passado regido pela nobreza e a nova ordem social em que o dinheiro é o protagonista.

Companhia das Letrinhas

Dudu e a Caixa, de Stela Greco Loducca (Ilustrações de Jean-Claude R. Alphen)
Quando a campainha tocava, Dudu adorava ficar imaginando quem estava do outro lado da porta. Até que um dia, chegou para sua mãe uma encomenda dentro de uma embalagem bem grande. Ou melhor, aquilo até podia ser uma simples embalagem de papelão, mas para Dudu ela se tornou um carro potente, uma prisão para bandidos perigosos, um barco cheio de navegantes e tudo mais que a criatividade dele permitiu. Mas pena que a brincadeira não durou para sempre. De repente, a caixa não estava mais lá. Onde será que tinha ido parar?

O estranho caso da massinha fedorenta, de Heloisa Prieto (Ilustrações de Adriana Fernandes)
Na classe de Caio, Estela, Flora, Victoria e João Afonso, a mania de brincar de massinha pegou pra valer. Eram cachorros barrigudos e serpentes peçonhentas de um lado, bolas espaciais e seres extraterrestres de outro — e farinha por todos os cantos. Mas no meio de tantas cores, formatos e ideias, um pote cheio de uma massa pra lá de esquisita e fedida chamou a atenção das crianças. Como aquela coisa tinha ido parar ali? É assim que toda a turma — e também os leitores — vão perceber que os mistérios podem surgir a qualquer hora e em qualquer lugar, e será preciso coragem para encarar o desafio de desvendar esse estranho e fedido caso.

O livro da vida, de Pernilla Stalfelt (Tradução de Fernanda Sarmatz Åkesson)
Este livro não pretende dar uma definição exata sobre o que é a vida — até porque isso seria impossível! —, mas sim, com palavras simples e ilustrações divertidas, trazer ao pequeno leitor temas que dizem respeito a todos que estão ou um dia já estiveram vivos. Pensando sobre essas questões, que costumam passar batidas no dia a dia, será possível perceber como a vida é importante e que cada um pode viver à sua maneira, mas também que todos nós passamos por algumas experiências em comum, como nascer, comer, respirar e envelhecer, e que então não estamos sozinhos no mundo.

Semana duzentos e vinte

Os lançamentos desta semana são:

A caverna das maravilhas (Infinity Ring #5), de Matthew J. Kirby (Trad. de Alexandre Boide)
Próxima parada: Bagdá, 1258. É para lá que o Anel do Infinito manda Sera, Dak e Riq, com o objetivo de corrigir mais uma falha histórica em sua missão de salvar a humanidade. Em meio a caravanas de mercadores e feiras onde são vendidos perfumes, sedas, tapetes e especiarias, os três aventureiros precisam descobrir um jeito de impedir a destruição de uma das maiores bibliotecas da época. Os mongóis estão cada vez mais perto, e o cerco a Bagdá é inevitável. Pelo que Dak sabe, os invasores vão jogar todos os livros da cidade no rio Tigre, até deixá-lo preto de tanta tinta! Mas a importância dessas páginas vai além de da preservação de documentos históricos: sem as informações contidas ali, os três viajantes do tempo não poderão continuar a missão, e tudo o que eles conseguiram até então irá por água abaixo. Agora, os riscos são maiores do que nunca.

O pum, de Stela Greco Loducca e Luciano Tasso
Com o pum é assim: mesmo tentando evitar, vira e mexe ele acontece. Mas até Gabo descobrir isso, foi uma pesquisa e tanto. Ele queria muito entender quem era e de onde vinha esse tal de pum, que ele nunca via e cujos barulhos sempre escutavam. E, para encontrar essa resposta, Gabo teve de enfrentar cheiros nada agradáveis… Mas valeu a pena. Ele percebeu, por exemplo, que existem vários tipos de pum e finalmente compreendeu o que as pessoas já sabem mas não gostam muito de assumir: o pum vem lá de dentro da gente, por isso TODO MUNDO solta – e nem adianta dizer o contrário!

Pati e os lobos, de Pija Lindenbaum (Trad. de Fernanda Sarmatz Åkesson)
Todo mundo tem medo de alguma coisa: de aranha, tempestade, dentista… Mas Pati tem medo de quase tudo, até de fazer carinho em cachorros ou de segurar minhocas. E é justo ela que se perde de sua turma da escola durante um passeio no bosque. Pior do que estar sozinha, rodeada por árvores assustadoras, é ter a companhia de lobos cinzentos, dentuços… e apavorantes. Ou pelo menos à primeira vista. Pati não vai ter outra opção a não ser enfrentar os seus piores temores – e aprender que as coisas não são sempre aquilo que parecem ser.

Semana cento e sessenta e dois

Os lançamentos desta semana são:

Berlim: 1961, de Frederick Kempe (Trad. Hildegard Feist)
Em junho de 1961, Nikita Khruschóv chamou Berlim de “o lugar mais perigoso do mundo”. Ele não exagerava: a resistência das potências ocidentais em desocupar militarmente a porção oeste da cidade, conforme exigido por diversos ultimatos do líder comunista – que tentava conter as correntes de refugiados do Leste -, gerou sem dúvida a mais grave crise política do pós-guerra.
Culminando na construção do símbolo máximo da divisão do globo entre dois grupos antagônicos – o Muro de Berlim, que tornava palpável a metafórica Cortina de Ferro de Winston Churchill -, a crise de 1961 foi a primeira e única vez na história em que militares e tanques norte-americanos e soviéticos estiveram frente a frente, a metros de distância. Um erro, um soldado que perdesse o controle, um comandante menos preparado, qualquer escaramuça poderia ter gerado uma guerra atômica em questão de minutos.
Baseado em amplo repertório de fontes novas e entrevistas, Berlim, 1961 narra em ritmo de thriller este que foi um dos eventos cruciais do século XX, e é leitura obrigatória para a compreensão da história da Guerra Fria.

Cadê você, Bernadette?, de Maria Semple (Trad. André Czarnobai)
Bee concluiu seus estudos na Galer Street, uma escola liberal de Seattle, com as melhores notas, e tudo o que ela quer como presente de formatura é uma viagem à Antártida na companhia dos pais. Elgin é um pai ausente, mas genial: programador da Microsoft, tornou-se um rock star no mundo nerd por ter dado a quarta palestra mais vista no TED, e está prestes a lançar o Samantha 2, o projeto de sua vida. O momento não poderia ser pior para se isolar no extremo sul do planeta. A mãe, Bernadette, já não aguenta a vida em Seattle e está à beira de um ataque de nervos. poucos dias antes da viagem, ela desaparece, com medo do convívio social e de sentir enjoo durante a travessia da passagem de Drake. Agora Bee fará tudo para encontrar a mãe. Mas antes ela terá de descobrir quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem.

As damas do século XII, de Georges Duby (Trad. Paulo Neves e Maria Lúcia Machado)
O célebre historiador francês Georges Duby (1919-96) já definiu a Idade Média como a idade dos homens, Em estudos posteriores, no entanto, ele mostrou que, de certa maneira, a Idade Média foi também uma idade das mulheres, ou pelo menos de algumas delas. Saídas das sombras, elas acabaram por se revelar mais determinantes do que se costuma pensar. Em As damas do século XII, edição que reúne três de seus trabalhos sobre o tema, Duby analisa como a própria identidade de certas famílias nobres foi construída em torno de mulheres. Esta singular reinterpretação, elaborada em linguagem clara e envolvente, resulta em obra não apenas para especialistas, mas para todos os que buscam, através de leitura agradável, adentrar em camadas pouco conhecidas da história.

A lobinha ruiva, de Stela Greco Loducca
Era uma vez uma lobinha ruiva que precisava visitar a vovozinha doente. No caminho, ela encontra um caçador que é mau pra chuchu e que a engana para chegar antes à casa da vovó. Se você acha que já ouviu essa história, provavelmente está certo. E se acha que não está reconhecendo bem a trama, também acertou! Pois aqui a brincadeira é recontar uma história clássica, trocando o papel dos personagens mais importantes. parece que vai dar um nó na cabeça da gente. mas, no final, essas mudanças nos fazem pensar em um monte de coisas importantes – por exemplo, será que existe um mau que é só mau e um bom que é só bom?

Fábulas de Esopo, adaptação de Jean Philippe Mogenet (Trad. Julia da Rosa Simões)
Há mais de dois mil e seiscentos anos as Fábulas de Esopo são lidas e contadas em todo o mundo. isso porque, além de tratarem de temas que dizem respeito a todas as pessoas, essas histórias podem ser adaptadas de acordo com os costumes de cada época e com o interesse e o estilo dos autores que as recontam. E foi justamente o que fizeram Jean-Philippe Mogenet e Jean François Martin nesta edição, em que fábulas clássicas – como a da lebre que resolveu dar uma cochilada no meio da corrida ou a da raposa que queria muito comer uvas – ganharam narrativas concisas e belíssimas ilustrações, convidando novos leitores a se apaixonarem por esses contos atemporais, e quem sabe quase mágicos.

Breve Companhia

#VemPraRua, de Piero Locatelli
O furioso mês de junho de 2013 pode ter mudado o jogo político no Brasil, além de ter inaugurado uma nova era de mobilização popular no país. Mas qual é a origem dessas manifestações? Afinal, como surgiu o Movimento Passe Livre (MPL), e quem são os membros desse grupo político horizontalizado (sem líderes) que galvanizou a opinião pública desde que começou a conduzir os protestos contra o aumento da tarifa de transporte público nas capitais? O jovem repórter Piero Locatelli retraça – com rigor jornalístico e empenho narrativo – o dia a dia das manifestações, demonstra como a violência policial fez com que todas as forças sociais do Brasil (incluindo a imprensa, antes cética diante dos protestos) se mostrassem simpáticas ao movimento e reconstitui, grito após grito, marcha após marcha, os episódios mais marcantes e fundamentais para que a série de protestos se inscrevesse num dos capítulos mais poderosos da história recente do Brasil. Piero, detido numa das grandes manifestações por estar levando prosaico frasco de vinagre na mochila (artefato que deveria protegê-lo do gás lacrimogêneo), teve acesso privilegiado a diversos integrantes do MPL, jovens habitualmente relutantes em falar com jornalistas. Também conversou com diversas fontes oficiais, funcionários do governo e pessoas comuns que saíram às ruas em busca de um país mais justo para todos. O resultado é uma narrativa jornalística envolvente e esclarecedora. E o começo de uma história nova na vida política brasileira.