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O embate clássico do “Bem vs. Mal” sob a ótica de Stephen King

Por Edilton Nunes

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Foto: Shane Leonard.

Para comemorar o laçamento de Mr. Mercedes, de Stephen King, convidamos fãs do autor para escreverem sobre a incursão do mestre do horror na literatura policial. Neste texto, Edilton Nunes, professor e criador do portal stephenking.com.br, fala sobre o embate entre o detetive e o assassino de Mr. Mercedes.

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Mr. Mercedes, novo lançamento de Stephen King pela Suma de Letras, conta a história de Bill Hodges, um policial aposentado que se vê obrigado a voltar à ativa para capturar um assassino conhecido pela alcunha que dá título ao livro.

Trata-se de um romance policial por excelência. A retórica consagrada, a presença da figura do herói (distorcida, até certo ponto, pelas peculiaridades autorais do personagem criado pelo Sr. Stephen). Todos os aspectos folhetinescos inerentes ao gênero estão lá, permeados pelo talento de quem vive há mais de cinquenta anos contando histórias. De todos, entretanto, o que mais se destaca talvez seja a já clássica oposição mítica, a presença muito bem-definida do bem (retratado, como foi dito anteriormente, na imagem um pouco distorcida de um herói na figura do detetive Bill Hodges) e do mal (Brady Hartfield).

A diferença é que aqui o embate entre o detetive e o criminoso é travado tanto no âmbito físico quanto no psicológico, já que a narração do livro oscila entre os pontos de vista de ambos. Conhecemos tanto da personalidade e motivação de Hodges, quanto da mente doentia e igualmente motivada de Hartfield (não o suficiente para causar empatia, mas ainda assim o bastante para compreendê-lo). A graça não está, por fim, na investigação em si — afinal, já sabemos quem é o assassino do Mercedes desde o início do romance —, mas na briga de gato e rato e no modo extremamente inteligente (para não dizer frio) como Hartfield parece manipular o destino daqueles que “escolhe” matar.

Não é um Stephen King que muitos considerariam como “clássico”, com cenas de terror de tirar o fôlego ou carnificina manchando as páginas de sangue (ok, só um pouco!), mas ainda assim é o Stephen que conhecemos, o mesmo que nos acostumamos a ver colocar pessoas comuns em situações extraordinárias, das quais elas podem sair vivas, ou não. E um Stephen com o qual o leitor, seja ele novato ou não, provavelmente vai se familiarizar.

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Edilton Nunes é professor, graduado em Letras pela UEG (Universidade Estadual de Goiás) e fã incondicional de literatura de terror/suspense. Criador e administrador do blog stephenking.com.br, ele acompanha de perto o trabalho do autor há pelo menos vinte anos.

Stephen King escreve uma carta de amor ao suspense

Por Boni Neto

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Para comemorar o laçamento de Mr. Mercedes, de Stephen King, convidamos fãs do autor para escreverem sobre a incursão do mestre do horror na literatura policial. Começamos com a participação de Boni Neto, responsável por um dos maiores sites brasileiros dedicados ao autor.

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Tive minha primeira experiência literária com Stephen King em meados de 2008. O Concorrente foi o primeiro livro que li, e a escolha não poderia ter sido mais estranha. Stephen King, um dos autores norte-americanos mais populares do mundo há 40 anos, tem como marca registrada o horror. Contudo, isso não o impede de ocasionalmente explorar a ficção-científica (caso de O Concorrente), o drama, a fantasia e outros gêneros.

Não é de surpreender que sua incursão no mundo do suspense policial tenha dado tão certo. Mr. Mercedes é o primeiro volume de uma trilogia, seguido por Achados e Perdidos (em maio) e End of Watch (em julho), e não traz qualquer elemento sobrenatural, um dos artifícios favoritos de King. Nesta nova narrativa, o detetive Bill Hodges será obrigado a revogar sua aposentadoria para resolver seu único caso em aberto: o Massacre do Mercedes, chacina em que um maníaco utilizou um Mercedes para atropelar várias pessoas, matando oito delas, durante uma feira de empregos.

Para encontrar o homem que se autodenomina “O Assassino do Mercedes”, Hodges contará com a ajuda de uma dupla de improváveis aliados: Jerome Robinson, um rapaz esperto e leal, e Holly Gibney, uma moça de saúde mental abalada, que se mostra disposta a enfrentar suas dificuldades graças à amizade com Hodges. Com o passar da leitura, nota-se que o coração do livro está justamente no relacionamento do trio, na dinâmica que cada um traz à perseguição ao doentio e provocador assassino, e na descoberta de que, juntos, os três são imbatíveis, apesar de terem talentos e personalidades completamente diferentes.

É claro que estamos falando de Stephen King, então humor não vai faltar na história, e são nas figuras de Holly e Jerome — personagens desacostumados com o lado perigoso do mundo — que o autor insere esse seu lado, procurando contrabalancear a personalidade do detetive Bill Hodges, um homem mais sério e obcecado.

Além dos personagens muito bem construídos, o romance apresenta situações memoráveis que deixa o leitor ansioso para virar a próxima página, mas, ao mesmo tempo, cauteloso para não perder um detalhe sequer. É um livro ideal para os amantes do suspense que pode ser lido independentemente de ter acompanhado a carreira do autor. Mas não se surpreenda se no decorrer da leitura surgir a vontade de fazê-lo!

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Boni Neto é formado em Direito e graduando em Jornalismo, com uma grande sede de leitura que nem mesmo Stephen King foi capaz de matar depois de quase 70 livros lidos. Amante da literatura clássica e do jornalismo literário, é webmaster do King of Maine, site dedicado a Stephen King que está no ar desde 2012.

 

Semana duzentos e oitenta e oito

Mais um dia magnífico no mar, Geoff Dyer (Tradução Pedro Maia Soares)
Dyer relata aqui a experiência de passar duas semanas num porta-aviões norte-americano. Em 45 pequenos capítulos, escritos no estilo elegante e divertido que o tornou célebre, Dyer descreve cada aspecto da vida num navio de guerra – os marinheiros encarregados de administrar freezers gigantescos de comida processada, a academia de ginástica repleta de oficiais obcecados por musculação, o bloco prisional ocioso, que transforma os vigias em verdadeiros cativos obrigados a supervisionar celas vazias. É um cotidiano completamente oposto aos hábitos do autor. Alto, magro, incapaz de andar no convés sem se curvar, é também, em suas próprias palavras, um ranzinza cheio de restrições alimentares, com aversão a motores, ruído e combustível, e disposto a infernizar a tripulação até conseguir uma cabine privativa – luxo impensável a bordo de um porta-aviões. Ainda assim, seu relato é leve e generoso, cheio de curiosidade e respeito pelo trabalho incansável dos tripulantes: consertar aviões, lançá-los ao céu e recebê-los quando voltam da missão. Um inglês típico frente a um mundo profundamente americano, com suas constantes incitações ao sucesso e à superação, Dyer registra com brilho o cotidiano no navio. O porta-aviões é a representação de uma sociedade em que disciplina, conformidade, dedicação e otimismo se transmutam em formas de identidade.

Penguin

O homem dos lobos, Sigmund Freud (Tradução de Paulo César de Souza)
No início do século XX, Sigmund Freud revolucionou o estudo das ciências humanas ao publicar ensaios sobre o inconsciente e a sexualidade. Embora suas teorias tenham sofrido grande resistência da sociedade e em especial da classe médica, foram muito disseminadas, alterando radicalmente a percepção do indivíduo sobre o mundo e sobre si mesmo. O homem dos lobos, como ficou conhecido um dos mais instigantes casos clínicos de Freud, conta a história de um garoto amável que se torna, sem razão aparente, irritadiço e amedrontado. E dá ao leitor o privilégio de ver o pai da psicanálise destrinchar as memórias mais remotas de seu paciente, repletas de nuances e contradições, até chegar a um diagnóstico.

Objetiva

Quando os fatos mudam, Tony Judt (Tradução de Claudio Figueiredo)
Editado e apresentado pela viúva de Tony Judt, a historiadora Jennifer Homans, Quando os fatos mudam reúne importantes ensaios escritos ao longo da carreira de Judt de modo a compor uma crônica tanto da evolução de seu pensamento como da notável coerência de seu intenso engajamento e entusiasmo intelectual. Seja ao abordar a pobreza acadêmica da nova história social, a obstinada cegueira da memória coletiva francesa sobre o que aconteceu aos judeus do país na Segunda Guerra Mundial ou o desafio moral enfrentado por Israel em face à questão palestina, a grandeza da obra de Tony Judt reside na combinação de franqueza, brilho intelectual e clareza ética.

Companhia das Letrinhas

Vou crescer assim mesmo, Carlos Drummond de Andrade
Todo mundo foi criança um dia. Mas nem todo mundo fez desse tempo poesia, como Carlos Drummond de Andrade. Nos poemas reunidos neste livro, Drummond fala sobre a infância de um jeito que só os artistas sabem fazer – e é impossível não se identificar. Quem é que nunca levou uma bronca do pai, comeu jabuticabas do pé, ouviu a pergunta “o que você vai ser quando crescer”? Este livro faz parte da coleção Lembrete, que procura despertar o gosto pela leitura com o melhor da literatura brasileira, em seleções pensadas para o público entre 9 e 13 anos.

Suma de Letras

Mr. Mercedes, Stephen King (Tradução de Regiane Winarski)
Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à TV, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado.

Paralela

A cadeia da sereia, Sue Monk Kidd (Tradução de Thereza Christina Rocque Motta)
Na abadia de santa Senara, batizada com o nome de uma santa celta que fora sereia antes de ser convertida, existe uma cadeira encantada. Reza a lenda que quem tomar assento e fizer um pedido a santa Senara será ouvido. Quando Jessie Sullivan precisa retornar à ilha para cuidar de sua mãe, deixando o marido, Hugh, para trás, é forçada a encarar uma série de dúvidas sobre o seu casamento. Apesar do amor cordial que sente pelo companheiro, ela se vê atraída por um monge, o irmão Thomas, que está prestes a fazer seus votos solenes. Em meio ao mistério que envolve os poderes da “santa pecadora”, Jessie luta contra os desejos que parecem tomar conta de sua vida. Ao ser tocada pela liberdade que a Ilha inspira, seria Jessie capaz de deixar de lado a responsabilidade e o conforto do lar que criou ao lado de Hugh? Uma história comovente sobre espiritualidade e as escolhas que precisamos fazer.

 

 

 

A carta de Mr. Mercedes

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Stephen King volta às livrarias brasileiras no dia 11 de março com Mr. Mercedes, thriller policial que apresenta o personagem Bill Hodges. Na narrativa, Hodges é um detetive recém-aposentado assombrado por um caso não resolvido: o atropelamento e assassinato de oito pessoas por um Mercedes prateado. Ao receber uma carta do homem que se autodenomina “O Assassino do Mercedes”, Hodges encontra nova motivação para continuar sozinho a investigação.

Hoje no blog, reproduzimos um trecho desta carta que marca o momento em que Stephen King começa a mergulhar com maestria na mente psicótica do assassino. Mr. Mercedes é o primeiro volume da Trilogia Bill Hodges, seguido por Achados e perdidos (lançamento em maio) e End of Watch (título original do volume previsto para julho).

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Prezado Detetive Hodges,

Estou escrevendo por vários motivos, mas tenho que começar parabenizando-o por seus anos de serviço, 27 como detetive e 40 ao todo. Vi parte da sua Cerimônia de Aposentadoria na TV (Canal Público 2, um recurso ignorado por muitos) e acabei descobrindo que houve uma festa no Raintree Inn perto do aeroporto na noite seguinte.

Em um artigo (publicado na mesma data de sua Cerimônia de Aposentadoria), seu parceiro de longa data descreveu você como “uma combinação de disciplina e intuição brilhante”.

Se isso for verdade, e acho que é, já deve ter descoberto que sou um dos poucos que você não conseguiu capturar.

Tenho certeza de que você fez “o melhor que pôde”, mas infelizmente (para você, não para mim) você falhou. Imagino que, se já houve um “bendito” que você quis pegar, Detetive Hodges, foi o homem que dirigiu deliberadamente para cima da multidão na fila para a Feira de Empregos no City Center no ano passado, matando oito e ferindo muitos mais. (Devo dizer que superei até minhas maiores expectativas.)

Preciso falar que foi muito divertido.

Ainda revivo os ruídos daquele dia, o som dos ossos sendo esmagados e a forma como o carro sacudiu nos amortecedores quando passou por cima dos corpos. Se quiser poder e controle, é só pegar um Mercedes de 12 cilindros!

Agora, você deve estar pensando: “Mas que tipo de Pervertido doente é esse?” A maioria das pessoas recebe Botas de Chumbo quando criança e precisa usá-las pelo resto da vida. Essas Botas de Chumbo são chamadas de consciência. Não tenho isso, então me permito fazer muito mais coisas do que a Galera Normal. E se tivessem me pegado? Provavelmente seria preso e julgado, e teria alegado insanidade. Talvez eu até seja mesmo insano (a ideia já passou pela minha cabeça), mas é um tipo peculiar de insanidade. Só que os ventos sopraram ao meu favor e eu fugi.

A névoa ajudou!

Detetive Hodges, não tenho necessidade alguma de fazer aquilo de novo. Tenho minhas lembranças, ainda claras como água.

Como pode ver, nós dois somos aposentados.

Posso concluir esta carta com uma Nota de Preocupação?

Pesquisei na internet e descobri que a taxa de suicídios entre policiais aposentados é extremamente alta!

Penso em você, sozinho na sua casa na Harper Road, Detetive Hodges, e fico preocupado. Anda assistindo à TV sem parar? Está bebendo mais? As horas passam mais devagar porque sua vida agora está tão vazia? Você está sofrendo de insônia? Caramba, espero que não.

Mas tenho medo de que seja esse o caso!

Eu não iria querer que você começasse a pensar na sua arma.

Mas você já está pensando, não está?

Brincadeirinha!

 

Com carinho,

O ASSASSINO DO MERCEDES

 

PS: Quer fazer contato comigo? Oferecer seu “feedback”? Experimente o site Under Debbie’s Blue Umbrella. Até arrumei um nome de usuário para você: “kermitsapo19”. Posso não responder, mas “ei, nunca se sabe”.

PPS: Espero que esta carta tenha alegrado você!

Tradução de Regiane Winarski.

Os melhores livros de 2015

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Já é tradição fazermos um balanço no blog dos melhores livros do ano que passou. Reunimos neste post diversas listas de importantes veículos da imprensa nacional que escolheram os destaques de 2015. Se você perdeu algum lançamento e procura uma boa história para ler agora em 2016, conheça os livros do Grupo Companhia das Letras que mais se destacaram no último ano.

Entre o mundo e eu

Em Entre o mundo e eu, Ta-Nehisi Coates relembra seus momentos da infância em Baltimore e sobre como as tensões raciais sempre estiveram presentes em um Estados Unidos que se recusa a acordar do sonho americano. Na lista de melhores livros de: O GloboRisca Faca.

Dois irmãos

O grande e trágico épico de Milton Hatoum adaptado por dois dos mais extraordinários quadrinistas da atualidade, Fábio Moon e Gabriel Bá, entrou na lista de melhores HQs do ano do site Risca Faca.

Jeito de matar lagartas

Vencedor do Prêmio APCA na categoria contos/crônicas, o livro de Antonio Carlos Viana narra histórias do cotidiano aparentemente banais, mas que tocam em questões fundamentais como o envelhecimento, o sexo (ou a ausência dele) e a solidão. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco.

A capital da vertigem

No segundo livro de Roberto Pompeu de Toledo sobre a cidade de São Paulo, o jornalista faz um panorama monumental da capital, sobre como surge uma cidade que deixa a condição de vila e se impregna com a fuligem das chaminés, o vapor das fábricas e a fumaça dos automóveis.Na lista de melhores livros do Risca Faca.

Submissão

Em Submissão, Michel Houellebecq faz uma sátira precisa, devastadora, sobre os valores da nossa própria sociedade, e foi também um dos livros mais comentados de 2015. Na lista de melhores livros de: Estado de S. Paulo, El País BrasilJornal Opção e Veja

A noite do meu bem

A noite do meu bem, novo livro de Ruy Castro, mergulha na vida noturna da capital carioca nos anos 1940, 50 e 60 para contar a história do samba-canção, e entrou na lista de melhores livros do jornal O Globo.

A ilha da infância

Terceiro livro da série Minha Luta, de Karl Ove Knausgård, este volume narra a infância do autor em uma pequena ilha da Noruega. A ilha da infância está na lista de melhores livros do ano do Risca Faca.

Ainda estou aqui

Após 35 anos do lançamento de Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva volta a falar sobre a história de sua família durante a ditadura militar em Ainda estou aqui. Concentrando o relato também em sua mãe, Eunice, o livro entrou na lista de melhores livros de O Globo.

A queda do céu

Davi Kopenawa, grande xamã e porta-voz dos Yanomami, e o antropólogo francês Bruce Albert oferecem neste livro um relato excepcional sobre a realidade indígena, ao mesmo tempo testemunho autobiográfico, manifesto xamânico e libelo contra a destruição da floresta Amazônica. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco.

O livro das semelhanças

O livro das semelhanças desperta o leitor para o prazer sempre iluminador e sensível de uma das vozes mais originais da poesia brasileira: Ana Martins Marques. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco

Revival

Revival, publicado no Brasil pela Suma de Letras, é uma história eletrizante de Stephen King sobre vício, fanatismo e o que existe do outro lado da vida. Está na lista de melhores livros da revista Veja.

O amor das sombras

Os contos de Ronaldo Correia de Brito em O amor nas sombras falam de traição, repressão, segredos e linhagens assombradas por uma herança de violência. A cada conto, a cada personagem, ele revela algo novo, sempre buscando um caminho distinto. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco.

A zona de interesse

A zona de interesse, de Martin Amis se passa em Auschwitz em 1942, e cada um dos vários narradores do livro testemunha o horror inominável  do campo de concentração a sua maneira. Na lista de melhores livros da Veja.

Brasil: Uma biografia

Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa M. Starling tratam o país como um personagem em Brasil: Uma biografia, livro com texto acessível que propõe uma nova e pouco convencional história do Brasil. Na lista de melhores livros do Suplemento Pernambuco.

Diários da presidência

Durante seus dois mandatos como presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso manteve o hábito quase semanal de registrar, num gravador, o dia a dia do poder. O primeiro volume de Diários da presidência, que traz a transcrição dos dois primeiros anos de FHC como presidente, entrou na lista de melhores livros do Jornal Opção.

Escuta

Com Escuta, Eucanaã Ferraz mais uma vez avança em sua escrita e confere vigor a toda a poesia brasileira. É o que levou o livro a figurar na lista de melhores do ano do Suplemento Pernambuco.

Assim começa o mal

Tendo como título um verso da tragédia shakespeariana Hamlet, o novo romance de Javier Marías apresenta um olhar arrebatador e inesquecível sobre o desejo e o rancor tendo como cenário a Madri pós-ditadura franquista nos anos 1980. Na lista de melhores livros de: Suplemento Pernambuco e Jornal Opção.

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai

Hannah, de 14 anos, é portadora de uma doença congênita e está perdida. No cenário de destruição da Europa após a Segunda Guerra Mundial, ela encontra Marius, um homem que guarda seus próprios segredos e parte com a menina em busca de seu pai. O livro de Gonçalo M. Tavares está na lista de melhores livros do Suplemento Pernambuco.

Assim foi Auschwitz

Primo Levi e Leonardo De Benedetti, logo após o fim da Segunda Guerra, são encarregados de elaborar um relatório detalhado sobre as abomináveis condições de saúde dos campos de concentração. O relato está em Assim foi Auschwitz, que entrou na lista de melhores livros do Jornal Opção.

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