sylvia day

Semana duzentos e noventa e dois

Todo Seu, Sylvia Day (Tradução de Alexandre Boide e Juliana Romeiro)
Gideon Cross. A coisa mais fácil que já fiz foi me apaixonar por ele. Aconteceu instantaneamente, de forma completa e irrevogável. Casar com ele foi um sonho realizado. Continuar casada com ele é a maior batalha da minha vida. O amor transforma. O nosso é um refúgio e também a pior tempestade. Duas almas danificadas que se entrelaçaram. Nossos votos foram apenas o começo. Lutar por esse casamento pode nos libertar… Ou nos separar de vez. Sedutor e comovente, Todo Seu é a quinta e última parte da saga Crossfire, uma história de amor que cativou milhões de leitores ao redor do mundo.

 

Semana duzentos e quarenta e cinco

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O cinema no século, de Paulo Emílio Sales Gomes
A curadoria da coleção Paulo Emílio Sales Gomes está a cargo de Carlos Augusto Calil, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, ex-aluno de Paulo Emílio e autor de diversos textos sobre o mestre. Deve-se a ele a organização dos volumes, a seleção dos textos críticos e a opção por dividi-los a partir de critérios temáticos. Sergei Eisenstein, Charles Chaplin, D. W. Griffith, Orson Welles, Federico Fellini e Jean Renoir são alguns dos nomes que formam o panteão do crítico e que servem de objeto de análise a ele neste volume de textos iluminados e esclarecedores. São trabalhos que atestam o empenho militante de Paulo Emílio pelo cinema no país.

Três mulheres de três PPPês, de Paulo Emílio Sales Gomes
Três mulheres de três PPPês é composto de três novelas — “Duas vezes com Helena”, “Ermengarda com H” e “Duas vezes Ela” — que têm em comum o narrador Polydoro, uma figura abastada da elite paulistana. Em “Duas vezes com Helena”, Polydoro, ainda jovem, é seduzido pela mulher de seu querido professor. Trinta anos mais tarde, o menino já maduro fica sabendo que Helena o seduzira a pedido do próprio marido. Em “Ermengarda com H”, Polydoro, passados os quarenta anos, está envolvido numa guerra conjugal e faz o que pode para tornar insuportável a vida de sua mulher, na esperança de conseguir o divórcio. Em “Duas vezes Ela”, já setentão, Polydoro registra num diário sua satisfação conjugal. Contra a vontade de parentes e sócios, ele casara com uma secretária chamada Ela, com idade para ser sua neta. Anos depois, começa a redação de um segundo diário, para entender as mudanças da mesma Ela, que agora quer o desquite.  A sátira à classe alta paulistana, a prosa inventiva e bem-humorada, os delírios e as obsessões amalucadas se juntam neste clássico da literatura brasileira.

Cenário com retratos – esboço e perfis, de Antonio Arnoni Prado
Esta reunião de ensaios de Antonio Arnoni Prado procura investigar, por meio da trajetória pessoal e criativa de autores como Lima Barreto, Mário de Andrade, Gilberto Freyre e Erico Verissimo, como são percorridos, num país como o Brasil, os caminhos para a excelência e para a independência intelectual. Com maestria argumentativa e clareza estilística, o autor dá conta de questões como nacionalismo, vida intelectual, originalidade criativa e a saudável contaminação dos gêneros literários.

Funny Girl, de Nick Hornby (Tradução de Christian Schwartz)
Com seu ritmo fluente e trama engenhosa, em Funny Girl Nick Hornby fala de cultura popular, juventude e velhice, fama, diferenças de classe e trabalho em equipe. Ele constrói um retrato fascinante da exuberância da juventude e do processo criativo, em uma época especial em que ambos, de repente, puderam florescer. Um livro apaixonante para os fãs de Hornby e para todos os outros leitores.

Paralela

Ardente/Em chamas, de Sylvia Day (tradução de Juliana Romeiro)
Nunca misture trabalho com prazer. Nunca fale de política dentro do quarto. De certa forma, no momento em que me tornei amante de Jackson Rutledge, fiz exatamente essas duas coisas. E não posso dizer que foi por falta de aviso. Dois anos depois, ele voltou. Mas eu não era mais a garotinha que ele havia conhecido, enquanto ele não mudara nada. Ao contrário da última vez em que nos esbarramos, eu sabia exatamente com quem estava lidando… e quão viciante seu toque poderia ser. Só que desta vez eu conhecia as regras do jogo. No ambiente competitivo e impiedoso do mundo dos negócios, há uma regra que vale para todo mundo: mantenha seus inimigos por perto, e seus ex-amantes mais perto ainda…

 

Semana cento e noventa e dois

Os lançamentos desta semana são:

Max, o corajoso, de Ed Vere (Tradução de Eduardo Brandão)
Max é um gato muito corajoso. É por isso que ele odeia quando as pessoas o chamam de “gracinha” ou amarram um laço no pescoço dele – afinal, uma fita cor-de-rosa não cai bem para um gato que não tem medo de nada!
Então, para provar a sua braveza, Max decide virar um grande caçador de ratos. Mas o único detalhe é que, na verdade, ele nunca fez isso antes, e agora vai ter de descobrir o que é um rato antes de começar a sua caçada…

Barrigão no chão (Hora do bebê)
É importante deixar seu bebê de bruços algumas vezes ao dia. Este livro em formato de carrossel foi feito para tornar esses momentos mais prazerosos. Abra-o todo, amarre-o com a fita e deixe seu bebê explorar um universo colorido e cheio de texturas. Fazendo cócegas na barriga macia dos gatinhos, tocando a nuvem fofinha e sentindo o couro da baleia, os pequenos vão desenvolver os movimentos e fortalecer o pescoço.

O xixi da Lulu, de Camilla Reid (Tradução de Júlia Moritz Schwarcz. Ilustrações de Ailie Busby).
A Lulu está tirando a fralda. Ganhou um penico, que ela usa por toda a casa, e já está experimentando até a privada. Acidentes acontecem, mas no geral ela está indo muito bem! Abrindo a fralda da Lulu, puxando o papel higiênico e olhando embaixo da tampa da privada as crianças vão viver o adeus às fraldas com muito mais diversão.

Editora Paralela

Um desejo selvagem, de Sylvia Day (Tradução de Alexandre Boide)
Neste segundo livro da série, Vash, a segunda vampira mais importante do mundo, e Elijah, líder dos licanos, assumem o papel central. Além de serem representantes de duas espécies que sempre se perseguiram, Elijah e Vash se odeiam, mas são obrigados a se aproximar em busca de parceria numa guerra contra os anjos. O único problema é que o ódio entre eles vai se transformando em uma paixão incontrolável. Vash, uma mulher dura e determinada, perde a concentração nas lutas, passa a ter ciúmes e a não controlar mais seus sentimentos, enquanto Elijah parece decidido a conquistá-la, usando os mais tentadores artifícios.

Tabuleiro dos deuses, de Richelle Mead (Tradução de Guilherme Miranda)
Justin March, um investigador de religiões charmoso e traiçoeiro, volta para a República Unida da América do Norte (RUAN), após um misterioso exílio. Sua missão é encontrar os responsáveis por uma série de assassinatos relacionados com seitas clandestinas. Sua guarda-costas, Mae Koskinen, é linda, mas fatal. Membro da tropa de elite do exército, ela irá acompanhar e proteger Justin nessa caçada. Aos poucos, os dois descobrem que humanos são meras peças no tabuleiro de poderes inimagináveis.

Semana cento e sessenta e sete

Os lançamentos desta semana são:

A maçã envenenada, de Michel Laub
Em 1993, o grupo norte-americano Nirvana fez uma única e célebre apresentação no estádio do Morumbi, em São Paulo. Um estudante de 18 anos, guitarrista de uma banda de rock e cumprindo o serviço militar em Porto Alegre, precisa decidir se foge do quartel — o que o levaria à prisão — para assistir ao show ao lado da primeira namorada. A escolha ganha ressonâncias inesperadas à luz de fatos das décadas seguintes. Um deles é o suicídio de Kurt Cobain, líder do Nirvana, que chocou o mundo em 1994. Outro é o genocídio de Ruanda, iniciado quase ao mesmo tempo e aqui visto sob o ponto de vista de uma garota, Immaculée Ilibagiza, que escapou da morte ao passar 90 dias escondida num banheiro com outras sete mulheres.

Cidadania insurgente, de James Holston (Tradução de Claudio Carina)
Investigação etnográfica, ensaio histórico, análise sociológica, intervenção no debate político: diversas e enriquecedoras são as maneiras de ler Cidadania insurgente. Publicado originalmente nos EUA em 2008, este livro é o resultado de décadas de pesquisa sobre a cidadania brasileira e a luta por direitos como moradia e infraestrutura urbana na periferia de São Paulo. James Holston explica os processos formadores de nossa sociedade desde o período colonial até a atualidade, circunscrevendo sua aguda leitura em torno dos construtos jurídicos e práticas sociais responsáveis pela natureza ao mesmo tempo inclusiva e desigual de nossa cidadania. O autor de A cidadania modernista, clássico da crítica ao urbanismo utópico e excludente de Brasília, desmascara os mecanismos perpetuadores da desigualdade e da marginalização ao longo da violenta história social do Brasil.

Mínima lírica, de Paulo Henriques Britto
Esta edição reúne os dois títulos iniciais de um poeta que, ao longo de trinta anos de carreira, iria ostentar uma das trajetórias mais sólidas e brilhantes da lírica brasileira contemporânea. Para além da reflexão acerca da “música banal dos sentimentos” (como escreve nos versos de abertura do poema “Pour Élise”), as peças reunidas neste volume também dão conta de uma vasta gama de interesses do tradutor de, entre outros, Elizabeth Bishop e Wallace Stevens. A tradição literária, a poesia de língua inglesa e as tentativas do eu lírico de abarcar — de forma nada pretensiosa — as diversas esferas da experiência concreta estão entre os grandes momentos de um livro permeado de astúcia literária, humor e observação do cotidiano.

Manual do pequeno skatista cidadão, de Vinícius Patrial (Ilustrações de Jimmy Leroy)
O skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil, com milhares de pistas espalhadas pelo país todo. Mas, apesar de toda essa fama, há muito pouco material sobre o skate no Brasil. Pensando nesse público, que adora se jogar nas pistas e precisa aprender a se proteger e a cair direito, a banda Pequeno Cidadão preparou um almanaque completo sobre o assunto, inspirado em uma canção do novo CD. Com informações aprovadas pela Confederação Brasileira de Skate, este manual é ideal para os que são apenas simpatizantes, para aqueles que começaram a arriscar um ollie e até para os praticantes mais experientes.

Tutu-Moringa: história que tataravó contou, de Elizabeth Rodrigues da Costa e Gabriela Romeu (Ilustrações de Marilda Castanha)
Os bichos-papões são tão assustadores quanto antigos. Com fama de feiosos e cruéis, rondam a noite infantil, assustando e roubando criancinhas, desde a Antiguidade. Na Grécia, por exemplo, os pequenos temiam ser raptados por uma velha feiíssima, a Strigalai. Já os romanos se apavoravam com a Caprimulgus, uma senhora que saía de noite para tirar leite da cabra e papar meninos e meninas. Aqui no Brasil, há vários papões: a cabra-cabriola, a cuca, o jurupari… — e os tutus, seres encantados que chegaram com os escravos africanos escravizados muito tempo atrás. Neste livro, Tataravó conta, para os netos vidrados e ao mesmo tempo apavorados, a história de Tutu-Moringa, aquele que morava numa moita no meio do mato e que, no final da tarde, saía à caça de crianças que imaginava serem seus filhinhos roubados pelos portugueses lá na África.

Editora Seguinte

Sombras vivas (Reckless, vol. 2), de Cornelia Funke (Tradução de Sonali Bertuol)
Mais uma vez no Mundo do Espelho, Jacob Reckless precisa se libertar de uma maldição que em poucos meses lhe custará a vida. Depois de tentar diferentes formas de magia, sua última opção é uma lendária balestra, arma capaz de dizimar exércitos, mas também de salvar aqueles que realmente precisam. Para encontrar esse objeto extraordinário, ele terá de viajar por Álbion, Lorena e Austrásia, enfrentar criaturas terríveis e competir com Nerron, um ser perigosíssimo que está decidido a derrotá-lo a qualquer custo e ser o primeiro a encontrar a balestra, para então se tornar o caçador de tesouros mais talentoso de todos. Jacob não tem tempo a perder. E se não fosse a presença de Fux, sua companheira de aventuras capaz de assumir tanto a forma humana quanto a figura de uma raposa, ele talvez não tivesse forças para encarar tantos obstáculos. Só assim, no limite entre a vida e a morte, ele conseguirá perceber que existem tesouros ainda mais preciosos que sua própria vida.

Editora Paralela

Um toque de vermelho (Renegade Angels, vol. 1), de Sylvia Day (Tradução de Alexandre Boide)
Adrian Mitchell não é um homem qualquer. Além de ser o mais sensual, elegante e charmoso dos seres, ele é também o grande líder de uma unidade de elite de Operações Especiais dos Serafins. Sua missão: controlar vampiros e licanos e manter todo o universo em ordem. No entanto, o seu encontro, depois de quase duzentos anos, com a alma da mulher que ama, no corpo da bela Lindsay, os leva a uma proibida — mas incontrolável — paixão que poderá colocar tudo a perder.

Semana cento e cinquenta e oito

Os lançamentos desta semana são:

Todo aquele jazz, de Geoff Dyer (Trad. Donaldson M. Garschagen)
Todo aquele jazz é uma história de destruição. Chet Baker e seu rosto arruinado ainda jovem, Art Pepper e seus desvarios na cadeia, Lester Young viciado em qualquer droga a seu alcance, Thelonious Monk paralisado pela doença mental. O autor inglês Geoff Dyer rompe a distância educada típica do ensaísmo tradicional e, assumindo um tom intimista, caminha entre os músicos que formam o tema deste livro. Considerado um dos mais instigantes livros já escritos sobre o gênero, Todo aquele jazz é uma mescla de ensaio e ficção que, em um salto de imaginação, aproxima-se dos gênios que construíram a época de ouro da música que deu voz aos oprimidos e mudou a história dos Estados Unidos.

O verão sem homens, de Siri Hustvedt (Trad. Alexandre Barbosa de Souza)
Quando seu casamento chega ao fim – ou a um interlúdio sem prazo para terminar-, Mia Fredricksen se sente uma estranha na própria casa. Ainda abalada pelo colapso nervoso, decide passar as férias de verão bem longe de Nova York e de seu cotidiano habitual, em uma cidadezinha nas pradarias de Missesota, lugar onde nasceu e onde vive sua mãe. Mais perto da infância e da velhice, e longe da sombra das figuras masculinas que marcam sua vida, Mia consegue a serenidade para reavaliar sua existência e, a partir da convivência com as mulheres ao seu redor, encontrar suas próprias respostas para as eternas questões do amor e o casamento, da solidariedade e a rivalidade, e das diferenças e semelhanças entre os sexos.

Ithaca Road, de Paulo Scott
Da janela do apartamento em Ithaca Road, Narelle observa o movimento da rua e do parque. O apartamento pertence ao seu irmão, que fugiu do país às vésperas da falência de seu negócio e lhe deixou um mar de problemas para resolver. No reencontro com algumas peças fundamentais do quebra-cabeça que se tornou sua vida, Narelle mal terá tempo de reparar na menina delicada e silenciosa que passa os dias desenhando no parque em Ithaca Road. Mas um primeiro passo na direção dessa garota pode trazer à tona um inesperado e incerto encontro entre passado e futuro. Ithaca Road traz uma história única e delicada envolvendo Penélopes contemporâneas, emancipadas, inconformadas, à procura do seu lugar num mundo novo que lhes convida a querer mais, muito mais.

Pássaros amarelos, de Kevin Powers (Trad. Donaldson M. Garschagen)
Aos 21 anos, o soldado John Bartle é enviado para lutar no Iraque. Lá, ele se vê confrontado pela morte por todos os lados: seja no número crescente de baixas do Exército norte-americano, seja nos inimigos em que se vê obrigado a atirar. Bartle luta para resistir ao massacre psicológico da guerra e, ao mesmo tempo, proteger Daniel Murphy, um garoto assustado do interior dos Estados Unidos. Mas ele vê o amigo ceder aos poucos e acaba implicado em um conflito que confunde promessas, lealdade e a ética própria da guerra. A tortuosidade da memória de Bartle guia a reconstrução dos anos que se passaram desde então. Kevin Powers, ele mesmo um veterano do Iraque, combina cenas cruas de horror a observações sensíveis sobre a perda da ingenuidade neste seu primeiro romance, considerado pela crítica como “a primeira obra-prima americana produzida pela Guerra do Iraque”.

Um domingo na cozinha, de Lycia Kattan e Daniel Kondo
Para os pais de Tom, Lola e Leo, os domingos eram sinônimo de cozinha: quando finalmente tinham conseguido arrumar a bagunça do café da manhã, já era hora de preparar o almoço, e nunca sobrava tempo para os programas em família. Mas aquele seria um domingo especial; afinal, era o primeiro dia de S.A.N.D.R.O. (ou Super Auto New-Design Rare Overcooking machine) como robô-chef da casa. Acontece que o primeiro prato feito por aquela “revolução culinária”, segundo o comercial da tevê, não ficou lá muito saboroso – nem o segundo nem o terceiro nem o quarto… Apesar da decepção, as crianças acabaram arregaçando as mangas para ajudar os pais e descobriram receitas deliciosas e divertidas (que aparecem ao final do livro) e que não precisavam da ajuda de nenhum robô!

Editora Paralela

Para sempre sua, de Sylvia Day (Trad. Alexandre Boide)
Alto, moreno, rico, bem-sucedido, poderoso e, claro, lindo, Gideon Cross era o homem que qualquer mulher adoraria ter ao seu lado. Desde a primeira vez que se cruzaram, surge uma atração incontrolável entre eles. O que no começo parece ser só sexo, aos poucos vai se tornando uma paixão arrebatadora. Gideon e Eva não conseguem ficar um minuto sequer sem pensar um no outro, sem desejar-se. Os dois se entregam profundamente, revelando traumas e segredos de um passado complicado que até hoje os assombra com as suas marcas. Além disso, o dia a dia vai se revelar ainda mais desafiador. Se por um lado, Gideon e Eva não se cansam de seus encontros pra lá de sensuais, por outro, a presença implacável de Corinne, ex-mulher de Gideon, de Brett, ex-namorado gatíssimo de Eva por quem ela era apaixonada, e de Deanna, uma jornalista que só pensa em acabar com Gideon, fazem com que qualquer passo errado possa colocar tudo a perder. Mas até onde estariam dispostos a ir um pelo outro? O que sacrificariam por uma relação tão dependente quanto esta? Será que mesmo diante de todos os obstáculos conseguirão, enfim, ficar juntos?

Portfolio-Penguin

A teoria do bambu, de Ping Fu (Trad. André Fontenelle)
Ping Fu sabe o que significa ser operária de fábrica e presa política num país cuja Revolução Cultural quis eliminar todas as pessoas que tinham instrução. Sabe o que é ser espancada e estuprada apenas por fazer parte de uma família rica. Sabe o que é ser deportada para outro continente, sem dinheiro, família ou amigos, e começar uma nova vida como faxineira e garçonete. Por outro lado, Ping Fu também sabe o que é ser CEO de uma grande empresa de tecnologia, e ser eleita Empresária do Ano. Sabe como é ser amiga e mentora de um dos maiores programadores de software de que se tem notícia. Sabe o que é dar palestras para multidões e conselhos ao presidente dos Estados Unidos. Essa é a história de Ping Fu, a história de uma vida em dois mundos. Nascida às vésperas da Revolução Cultural da China, Ping Fu foi separada de sua família aos oito anos. Cresceu em meio a ritos de humilhação praticados pela Guarda Vermelha de Mao, e aos 25 anos foi forçada a deixar seu país natal para buscar uma nova vida nos Estados Unidos. Falando apenas três palavras em inglês e seguindo os ensinamentos taoistas aprendidos na infância, Ping Fu chegou aos Estados Unidos e menos de dez anos depois já era uma empresária bem-sucedida. Aos 38 anos fundou a Geomagic, empresa que é hoje a maior fornecedora de softwares 3D para a criação de modelos digitais de objetos reais. A teoria do bambu é o relato de uma jornada quase inacreditável. Um verdadeiro tributo à coragem de uma mulher em face da crueldade e uma valiosa lição sobre o poder da resiliência.

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