Os que não saíram nas fotos

Por Luiz Schwarcz


Maria Emilia Bender (diretora editorial), Ligia Azevedo (editora assistente), Vanessa Ferrari (editora assistente), Thyago Nogueira (editor), Julia Bussius (editora assistente), Otávio Marques da Costa (editor assistente), Leandro Sarmatz (editor) e Marta Garcia (editora). (Foto por Eliara Andrade, publicada no Globo em 30/outubro/2011)

Momentos de celebração são sempre delicados. No caso dos vinte e cinco anos da editora senti isto mais uma vez, na pele. Desde quando pensamos na divulgação do aniversário redondo mais expressivo da nossa história, tentei uma estratégia que se mostrou fadada ao fracasso. Queria tirar a atenção da minha pessoa e enfatizar como a editora tem se institucionalizado, sem personalismos. Como hoje, mais do que nunca, é fruto de um trabalho mais estruturado, realizado por uma forte equipe que caminha com as próprias pernas.

Convencer a imprensa dessa abordagem, a da Companhia que ninguém conhece, não foi fácil. Tendemos a achar que as façanhas são sempre individuais, e não coletivas. Histórias de sucesso são enunciadas no singular, principalmente nos jornais.

Pois o que eu mais queria era que, ao falar do quarto de século que a Companhia completou no dia 27/10, o fotógrafo fosse obrigado a tirar da mochila uma tremenda grande angular, e que as reportagens dos jornais dessem conta da verdadeira história da vida cotidiana da editora. Foi o que sugeri à Folha, e também ao Globo. O Estado já havia feito uma grande entrevista comigo meses atrás. O Globo quase topou. A Folha já tinha uma ideia na cabeça, e foi com ela até o final. Optou por um retrato parcial, ressaltando o que o jornal julgou digno de nota. Meu entusiasmo com as novas edições de Drummond a sair no ano que vem, além das obras de Pedro Nava, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende, deve ter contribuído. Opiniões, opiniães, não há do que se queixar. O espaço de todos foi extremamente generoso, e a linha do tempo, que aparece nas páginas do Globo, é motivo de orgulho para todos nós.

Consegui, no entanto, após alguma insistência, que os repórteres visitassem a editora, vissem por que eu falei tanto na tal equipe, agora cheia de jovens talentosos que se juntaram a uma turma que me aguenta há mais de vinte anos ― no caso da Maria Emilia Bender e da Marta Garcia, são mais de trinta. Assim, quem viu as matérias da Folha e do Globo publicadas semana passada pode conhecer algumas das caras que fizeram, fazem e farão os livros que levam para as livrarias os nossos aviões, barcos e locomotivas.

Como as fotos não foram agendadas, e como o convencimento para que fotografassem a equipe da editora se deu no calor da hora, algumas pessoas fundamentais não apareceram e a elas eu gostaria de fazer justiça aqui e agora. Na verdade seria impossível apresentar todos os departamentos da editora em um clique do fotógrafo. Mas restringindo-me à área editorial, que foi a retratada nos dois casos, ficou de fora, por exemplo, o André Conti , nosso candidato a Rabino-mór do templo de Jerusalém. Ele é nosso editor de quadrinhos e dos livros Penguin-Companhia, frequentador quase assíduo deste blog. A Elisa Braga, o coração eficientemente doce da editora, também não apareceu. Ela é responsável pelo departamento de produção e atua junto ao editorial para que os livros saiam com a qualidade necessária, e na data planejada.

Além deles, não participaram das seções de fotos a Sofia Mariutti, que atua na editoria de aquisições, e a Lucila Lombardi, parte do grupo de editores juniors ― e que no momento se ocupa exclusivamente da Lina, agora com 2 meses, futura leitora da Companhia das Letrinhas. Da divulgação e marketing apareceram Joana e Clara, mas não estão Juliana (que hoje em dia é só da Valentina), Thais, Carol, Pedro, Janine e Diana.

Outra ausência mais que sentida é a da Lili, que edita junto com a Júlia os livros juvenis e infantis, e responsável pela área de ciências humanas. Mais do que isso, a Lili está por trás de tudo que aconteceu de importante na minha vida, e justifica aquele chavão: os erros são todos meus, os acertos eu devo principalmente a ela! Lili é basicamente a “editora” da minha mente e do meu coração. Nenhuma foto seria capaz de dar conta da sua importância na vida da editora desde a sua pré-história.

Sinto não poder falar de todos, mas, preenchendo aqui algumas lacunas, espero simbolicamente dar conta dos 150 funcionários que nesta avalanche de celebrações têm tanto a comemorar, e que merecem assim todas as homenagens.

Veja nas legendas os nomes e cargos de quem aparece nas fotos das reportagens.

Além disso, a partir do mês que vem este blog apresentará fotos, nomes e a descrição de quem é quem na Companhia das Letras.


Joana Fernandes (diretora de marketing), Clara Dias (assistente de divulgação), Marta Garcia (editora), Ana Paula Hisayama (diretora de direitos autorais estrangeiros), Camila Leme (assistente de direitos autorais estrangeiros), Eliane Trombini (diretora de direitos autorais nacionais), Matinas Suzuki Jr. (diretor executivo), Otávio Marques da Costa (editor assistente), Júlia Moritz Schwarcz (editora), Júlia Bussius (editora assistente), Maria Emilia Bender (diretora editorial) e Luiz Schwarcz (diretor-presidente). (Foto por Moacyr Lopes Junior, publicada na Folha de S.Paulo em 27/outubro/2011)

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Luiz Schwarcz é editor da Companhia das Letras e autor de Linguagem de sinais, entre outros. Ele contribui para o Blog da Companhia com uma coluna semanal chamada Imprima-se, sobre suas experiências como editor.