Quem é quem na Companhia das Letras

Nome: Miguel Gama

Há quanto tempo trabalha na editora? Um pouco mais de 6 anos.

Função: Sou supervisor de produção gráfica. Meu trabalho começa basicamente quando um título entra na programação. São feitos orçamentos com as gráficas escolhidas para cada título, dependendo de suas características. Essa parte é de extrema importância, pois tenho que negociar e conseguir o melhor valor para cada título. Depois que os arquivos de capas e miolos são aprovados e enviados para as respectivas gráficas, começa o acompanhamento da produção. Pode-se dizer que essa parte é a mais estressante, porque temos que acompanhar a produção “interna” de cada gráfica, fazendo com que os prazos sejam cumpridos até a entrega no nosso depósito, além do que a qualidade é primordial.

Um livro: Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos. É um livro muito bem escrito e proporcionou uma leitura rápida e agradável, tanto que quando chega ao final você fica querendo mais…

Uma citação ou passagem de livro: “Eu gosto dos franceses porque eles tiram as coroas dos reis antes de cortar a cabeça deles. Assim a coroa não amassa e você pode guarda-la num museu em Paris ou vende-la pra uma pessoa com muito dinheiro, como nós.” (Festa no covil)

Sua parte favorita do trabalho: Sem sombras de dúvida é receber o livro pronto, com a impressão e o acabamento perfeitos e ainda por cima na data prevista. “É o sentimento do dever cumprido”.

Por que você decidiu seguir essa carreira? Meu primeiro emprego foi na Editora Abril, eu estava com 16 anos de idade e desde então, nesse “pouco tempo de estrada”, nunca mais me interessei por outra profissão. Posso dizer que é estressante, mas também posso afirmar com todas as letras que é muito gratificante o resultado final.

Uma história que você se lembre da editora: Conheci Elisa Braga, diretora de produção, em 2002, quando comecei a fazer alguns acompanhamentos em gráficas para o PNBE, mas foi na Bienal de 2006, em um encontro casual no último dia da feira, que Elisa me perguntou onde eu estava trabalhando e, com a resposta de que estava na Globo Livros, ela pediu para eu indicar alguém para uma vaga que ela tinha na produção gráfica. Não tive dúvidas: alguns dias depois acertamos os detalhes e aqui estou eu.